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Wednesday, April 22, 2020

Playing with fire - 6

    Suddenly, ending March...
Thanks to Yhaoo! Finance

Playing with fire - 5

The times they are a-changin' ?

"The first COVID-19 case in the U.S. was detected in Seattle on Jan. 30 - the same day South Korea had its first case. The South Koreans built up their own testing regime at break-neck speed and were soon able to test 10,000 suspected cases a day. Trump, on the other hand, claimed on Jan. 26 at the World Economic Forum in Davos, "We have it under control, it’s going to be just fine.”

...But the American health-care system is enormously expensive and highly inefficient. The wealthy and people with good jobs often receive excellent medical care. But a lot of that money goes into the coffers of pharmaceutical and insurance companies.

Nowhere is the coronavirus crisis as visible in the U.S. as at these food distribution centers. One Chicago food bank distributed over three tons of food in a single day. In Manhattan, the line for a soup kitchen extends for several blocks. If the scene were in black and white, one would have trouble distinguishing it from pictures from the 1930s."

Um retrato completo e inclemente da "America first", no SPIEGEL

Monday, April 20, 2020

Playing with fire - 4

Não conheço de todo as ideias do grupo parlamentar europeu a que o senhor Guy Verhofstadt pertence (RenewEurope), nem à partida  me identifico com elas (centro direita?), mas concordo totalmente com o que ele aqui expressa! Ou chegam a acordo sobre um eventual "Plano Marshall" para a Europa - e rápido - ou isto vai acabar mal...

Guy Verhofstadt - We need a Delors type of initiative

Friday, April 17, 2020

Playing with fire - 2

A Greater Depression?

"With the COVID-19 pandemic still spiraling out of control, the best economic outcome that anyone can hope for is a recession deeper than that following the 2008 financial crisis. But given the flailing policy response so far, the chances of a far worse outcome are increasing by the day.

The shock to the global economy from COVID-19 has been both faster and more severe than the 2008 global financial crisis (GFC) and even the Great Depression. In those two previous episodes, stock markets collapsed by 50% or more, credit markets froze up, massive bankruptcies followed, unemployment rates soared above 10%, and GDP contracted at an annualized rate of 10% or more. But all of this took around three years to play out. In the current crisis, similarly dire macroeconomic and financial outcomes have materialized in three weeks.
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Unless the pandemic is stopped, economies and markets around the world will continue their free fall. But even if the pandemic is more or less contained, overall growth still might not return by the end of 2020. After all, by then, another virus season is very likely to start with new mutations; therapeutic interventions that many are counting on may turn out to be less effective than hoped. So, economies will contract again and markets will crash again".

by  | Mar 24, 2020 | Project Syndicate

O artigo completo aqui

Thursday, May 02, 2019

A Corrida ao Lítio em Portugal

"Com a ascensão dos veículos eléctricos, telemóveis e toda a revolução electrónica desta década, o lítio utilizado na tecnologia actual das baterias tem passado a ser um dos metais mais cobiçados, pela sua escassez e valorização crescente. Sabe-se que a sua escassez será de facto o grande limitador da expansão da tecnologia actual, levando muitos a considerá-lo o “ouro do séc. XXI.”

Portugal tem as maiores reservas de lítio da Europa, e é neste momento o 6º maior produtor mundial, com 400 toneladas anuais em 2017, e reservas estimadas de 60.000 toneladas, apesar da sua minúscula área.
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Não é de estranhar que nos últimos anos Portugal tenha chamado a atenção dos grandes players internacionais de mineração, levando ao aparecimento de inúmeros pedidos de prospeção de lítio no nosso país.

O mais recente e preocupante vem da parte da Fortescue Mining Group, o gigante australiano, com uma capitalização bolsista de mais de 20 biliões de euros, que no início do ano descobriu Portugal como potencial alvo para os seus negócios. https://www.afr.com/business/mining/fortescue-iron-ore-prices-jump-47pc-20190418-p51f9g

Assim, em 07 de Fevereiro de 2019 foi criada a “Portugal Fortescue, Unipessoal, Lda.”, uma empresa unipessoal, com um capital social de 1€ (um euro), dedicada a actividades de mineração. A sede social da empresa é a mesma da empresa de advogados José Pedro Aguiar-Branco & Associados, R.L., a empresa do ex-ministro e ex-autarca o advogado José Pedro Aguiar-Branco."

Autor: Ricardo Vintém

E assim surgem vários pedidos de prospecção, e a tão falada área da ”Boa Vista”!

O artigo completo aqui

Thursday, January 18, 2018

Estado assume mais buracos do Novo Banco

No dia internacional do riso (?!), esta história do Banco mau e do Banco bom - possivelmente mal contada - não é para rir.
Certo, certo é serem sempre os mesmos a pagar, ou seja, o Zé Povinho.

Embora o moderador seja algo suspeito, dadas as "calinadas" a que é atreito, vale a pena ver a entrevista na SIC Notícias, em particular a partir do minuto 30...

Friday, March 24, 2017

Para memória futura

O Governo prevê investir 38 milhões de euros nos 19 quilómetros do Itinerário Complementar (IC6) entre Tábua e Oliveira do Hospital, iniciativa cujo projecto de execução será lançado até Julho, foi anunciado esta sexta-feira.
Em nota de imprensa, a Infra-estruturas de Portugal diz que, "ponderados os dados de procura de tráfego, condicionalismos técnicos e disponibilidade financeira, foi decidido avançar numa primeira fase com o desenvolvimento do troço entre o Nó de Tábua e o Nó da Folhadosa numa extensão de cerca de 19 quilómetros, num investimento estimado em cerca de 38 milhões de euros".
In jornal "Público". O artigo completo aqui

Monday, April 11, 2016

The Panama Papers - frases a reter

"...with the release of the Panama Papers, which reveal the elaborate methods used by the wealthy to avoid paying back the societies that helped them to gain their wealth in the first place."
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"But while working and middle-class families pay their taxes or face consequences, the Panama Papers remind us that the worst of the 1% have, for years, essentially been stealing access to Americans’ common birthright, and to the benefits of our shared endeavors."
........................
"Because the truth is that we have all been robbed, systematically, by the world’s wealthiest people, for decades. They have used those stolen dollars to build yet more wealth for themselves, and all the while we have been arguing with ourselves over what to do with the leftover pennies."

Vale a pena ler o artigo na íntegra. The Guardian

Monday, March 14, 2016

Os peões (também) podem ser multados

CÓDIGO DA ESTRADA
Artigo 101.º

Atravessamento da faixa de rodagem:
1 — Os peões não podem atravessar a faixa de rodagem sem previamente se certificarem de que, tendo em conta a distância que os separa dos veículos que nela transitam e a respectiva velocidade, o podem fazer sem perigo de acidente.
2 — O atravessamento da faixa de rodagem deve fazer-se o mais rapidamente possível.
3 — Os peões só podem atravessar a faixa de rodagem nas passagens especialmente sinalizadas para esse efeito ou, quando nenhuma exista a uma distância inferior a 50m, perpendicularmente ao eixo da faixa de rodagem.
4 — Os peões não devem parar na faixa de rodagem ou utilizar os passeios e as bermas de modo a prejudicar ou perturbar o trânsito.
5 — Quem infringir o disposto nos números anteriores é sancionado com coima de € 10 a € 50.

Tuesday, March 08, 2016

Friday, November 20, 2015

Interesse público

Bancos não podem mexer no spread por alterar os seguros de vida e
multirisco – fundamento legal
O artigo 97 nº1 do decreto lei 72/2008 que rege o contrato de seguro informa: Se o seguro foi constituído em garantia, o tomador do seguro pode celebrar novo contrato de seguro com outro segurador, mantendo
as mesmas condições de garantia, sem consentimento do credor Isto significa que pode, em qualquer altura, alterar o seu seguro de vida do crédito
habitação sem o consentimento do Banco. Antes de o fazer verifique se na escritura ou documento particular que assinou na altura da compra da casa, se o spread está condicionado à contratação de produtos e serviços junto do Banco, nomeadamente os seguro de vida e multiriscos.
Em caso afirmativo, saiba que é ilegal.
Dou-lhe uma arma de negociação infalível: o decreto Lei 171/2008. O artigo
que se segue é elucidativo: Artigo 3.º Garantias no âmbito da renegociação
das condições do crédito
  1 – Às instituições de crédito está vedada a cobrança de qualquer
comissão pela análise da renegociação das condições do crédito,
nomeadamente do spread ou do prazo da duração do contrato de mútuo.
  2 – Às instituições de crédito está vedado fazer depender a renegociação
do crédito da aquisição de outros produtos ou serviços financeiros. Claro,
não é? E os Bancos continuam a condicionar o spread à contratação dos
seguros numa seguradora do grupo do Banco. Isso é ilegal. Obrigue o Banco a
aceitar o que é melhor para si. Utilize os argumentos dos decretos-lei aqui
citados. Caso o Banco não aceite ou não responda, há um instrumento que se
chama Livro de Reclamações. Use-o. O importante é que saiba que a Lei
permite liberdade de escolha. Não receie em tomar decisões que são melhores
para si. Divulgue este artigo. Quanto mais conhecimento as pessoas tiverem,
menor a possibilidade de serem “enganadas”

Mais informações: +351 915 365 234

Tuesday, May 26, 2015

Origens da crise e da "austeridade"

Contra o esquecimento: perguntas sobre a história e a ideologia da crise

"As causas próximas da bancarrota foram três: a governação irresponsável e perdulária de Sócrates (que já fora o menino querido da direita de 2005 a 2008), a recusa do apoio alemão consubstanciado no chumbo do PEC IV, que obtivera o acordo de Merkel, e os efeitos do disparo dos juros resultado da situação gerada pela Alemanha ao suscitar uma “crise das dívidas soberanas”, tendo como alvo a Grécia. À data do PEC IV, a Alemanha já se apercebera dos efeitos em dominó da “crise das dívidas soberanas” e temia o contágio para a Espanha e a França. Por isso, foi complacente com Sócrates e ficou furiosa com o PSD e Passos Coelho quando este chumbou o PEC IV. Os “mercados” fizeram o resto e a bancarrota era inevitável.
Pode-se sempre dizer que os atrasos endémicos da economia portuguesa e o seu problema estrutural de competitividade estão na base de todas as crises. Mas, dito apenas assim, é um truísmo que não explica a crise de 2011 nas suas diferenças com as anteriores, nem legitima muitas das conclusões que a partir daí se tiram."

José Pacheco Pereira in jornal Público

Tuesday, May 19, 2015

Também quero um/uma Lily!

Alice in wonderland... ou como este vai ser o próximo "electrodoméstico", eh eh...!

Sunday, March 22, 2015

Angola: o oito e o oitenta

Two Women, Opposite Fortunes

THIS is the tale of two women, each an emblem, in her own way, of one of the world’s most corrupt and dysfunctional nations.

One of the women is Isabel dos Santos, Africa’s richest woman. The daughter of Angola’s president, she is worth $3 billion and is Africa’s only female billionaire as well as its youngest billionaire, according to Forbes. The magazine found that all her major Angolan investments were in companies seeking to do business there or were achieved by a stroke of her father’s pen.
(...)
The other woman, more typical, is Delfina Fernandes, and I met her at the end of a bone-rattling journey over impossibly rutted dirt roads in a village called Kibanga in the northern part of the country. Blind in one eye, she lives in a grass-roof hut without electricity or running water, and without access to health care.

O artigo completo no NYT.

Thursday, January 22, 2015

Há quem diga que chega com três anos de atraso

En annonçant le rachat de 60 milliards d'euros de dette chaque mois, la Banque centrale européenne (BCE) a lancé une mesure inédite, jeudi 22 janvier, lors de la traditionnelle conférence de presse de son président, Mario Draghi. Etalé sur dix-huit mois, jusqu'en septembre 2016, le programme pèse au total plus de 1 000 milliards d'euros.
 
Jornal "Le Monde" - Économie

Da capacidade de antecipar eventos

Hitler made the Maginot Line irrelevant by outflanking it and invading France through neutral Belgium. The French were unprepared. A few weeks later, German forces occupied Paris.
(...)
The next financial collapse, already on our radar screen, will not come from hedge funds or home mortgages. It will come from junk bonds, especially energy-related and emerging-market corporate debt.
(...)
Energy-sector debt has been called into question because of the collapse of oil prices. And emerging markets debt has been called into question because of a global growth slowdown, global deflation, and the strong dollar.

James Rickards in "Daily Reckoning". O artigo completo aqui.

Saturday, November 01, 2014

O fosso entre ricos e pobres não pára de aumentar

Ao longo dos últimos 300 anos, a economia de mercado levou prosperidade e vida digna a milhões de pessoas em toda a Europa, na América do Norte, no Japão, na República da Coreia e em outros países do leste asiático.
No entanto, como demonstrou o economista Thomas Piketty em "O Capital no Século XXI", sem a intervenção do governo, a economia de mercado tende a concentrar a riqueza nas mãos de uma pequena minoria, fazendo que a desigualdade aumente.
...
As elites, tanto em países ricos quanto nos pobres, usam sua grande influência política para garantir favores do governo – incluindo isenções fiscais, contratos privilegiados, concessões de terras e subsídios – ao mesmo tempo que bloqueiam políticas que possam fortalecer os direitos da maioria. No Paquistão, o patrimônio líquido médio dos parlamentares é de US$ 900 mil, mas poucos deles pagam algum imposto. Isso prejudica o investimento em sectores como educação, saúde e agricultura de pequena escala, que podem desempenhar um papel vital na redução da desigualdade e da pobreza.
...
O enorme poder de lobby das grandes corporações para distorcer as regras em seu favor aumentou a concentração de poder e dinheiro nas mãos de poucos.
As instituições financeiras gastam mais de 120 milhões de euros por ano em exércitos de lobistas para influenciar as políticas da União Europeia (UE) de acordo com os seus interesses.
Muitas das pessoas mais ricas do mundo fizeram suas fortunas graças às concessões exclusivas do governo e às privatizações decorrentes do fundamentalismo de mercado.
As privatizações na Rússia e na Ucrânia, após a queda do comunismo, transformaram insiders políticos em bilionários da noite para o dia. Da mesma forma, Carlos Slim ganhou seus muitos bilhões assegurando direitos exclusivos sobre o sector de telecomunicações do México, quando este foi privatizado na década de 1990.

O relatório completo da OXFAM pode ser consultado em diversas línguas neste link.

Sunday, September 14, 2014

Ondas de choque

Vítor Bento duró dos meses en la dirección del Banco Espírito Santo (BES). El objetivo de su sustituto es durar, como mucho, algo más. Eduardo José Stock da Cunha, ex directivo del Santander Totta, es el hombre elegido por el Banco de Portugal para vender cuanto antes Novo Banco, la entidad nacida a raíz de la debacle del BES.
(...)
El relevo de Bento por Da Cunha no van a frenar a parar las querellas de clientes perjudicados por la intervención pública, pocos días después de que los máximos responsables de la nación, como el presidente de la República, Cavaco Silva, aseguraran que todo estaba en orden y que la gente podría estar tranquila. Esos mismos responsables intervenían días después el BES y su acción valía cero céntimos.

Sublinhados meus. O artigo completo no El País

Saturday, June 21, 2014

A culpa, essa eterna solteirona

(...)

É por isto tudo que não aceito a culpabilização sistemática dos mais pobres e mais fracos e da classe média, por terem vivido “acima das suas posses”, mesmo quando não o fizeram. E mesmo quando havia uma casa a mais, um carro a mais, um ecrã plano a mais, um sofá a mais, um vestido ou um fato a mais, umas férias a mais, uma viagem a mais, recuso-me a colocar estes “excessos” no mesmo plano moral dos “outros”.
(...)
A completa desresponsabilização sobre a crise dos últimos anos, desencadeada pelo sistema financeiro, mas de que no fim este veio a beneficiar, marca moralmente como uma doença a sociedade da crise em que vivemos. O que choca as pessoas comuns e é uma fonte enorme de descrença da democracia e de sentimento de injustiça propício a todos os populismos, é que ninguém imagina que um ministro, primeiro-ministro ou Presidente se fosse sentar à mesa com alguém que tivesse desviado uns poucos milhares dos seus impostos ou tivesse um restaurante, uma barbearia, ou uma oficina de automóveis em modo de “economia paralela”, enquanto todos os viram nos últimos anos, em plena crise, conviver agradecidos e obrigados com estes homens que aparecem agora nos jornais como se tendo “esquecido” de declarar milhões de euros ao fisco ou estando à frente de instituições bancárias que emprestaram a amigos e familiares muitos milhões de que não se sabe o rastro, e tinham contabilidades paralelas.

José Pacheco Pereira, in jornal "Público". O artigo completo aqui