Sunday, July 26, 2026

Tuesday, June 09, 2026

About fascism

... "And that frightens me more than almost anything, is the added layer that we are about to start losing more of the people who remember it best. There is a generation among us, in their 70’s, 80’s, 90’s and beyond, who did not learn about fascism from a book or a documentary or a post like this one. They learned it in their soul. They learned it from a parent who came home from the war changed, or who did not come home at all. They learned it from the silence at the dinner table, from the relatives whose names were spoken carefully or not spoken at all. From grandparents who told stories for future generations to keep telling. And within the next few decades, maybe sooner, the last of them will be gone, and the warning they carried will stop being memory and become history. And history is so much easier to wave away than a scar."...
Heather Delaney Reese

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Monday, June 08, 2026

Lifetime

 "Talvez o maior risco não seja falharmos os nossos objetivos... Talvez o maior risco seja chegarmos onde sempre quisemos chegar e percebermos que passámos anos à espera de viver."

Vera de Melo, psicóloga

Sunday, May 03, 2026

Where we arrived

Is Donald Trump betraying our allies?

"Putin has wanted NATO weakened since before he had the power to do anything about it. In 2005, he called the breakup of the Soviet Union “the greatest geopolitical catastrophe of the century.” He has spent the years since trying to reverse it, piece by piece and border by border. And the one thing standing between his ambitions and the map he wants is a unified Western alliance with the United States at its center. Remove the United States from that center, and the entire architecture shifts. The deterrence collapses, and the calculation changes for every country on Russia’s border.

What Trump is doing has Putin written all over it. And if he had nothing to do with it directly, he is still going to be thrilled. He has dreamed of this for decades. A weakened Europe and a retreating America. An alliance fracturing from the inside, not from Russian military pressure, but from an American president doing the work for him, for free, out of spite and ignorance."

Heather Delaney Reese dixit

Sunday, April 19, 2026

Culpados por omissão, não!

"O 25 de Abril, “essa revolução miserável…” - André Ventura

"Este artigo não é sobre o debate que tive com André Ventura, mas sobre ele ter existido, eu o ter proposto e realizado, e sobre as críticas vindas sobretudo de alguma esquerda de que ele nunca deveria ter existido. Deixo de parte os que aproveitaram esta controvérsia para fazer alguns ajustes de contas muito previsíveis, mas eu sei bem que quem anda à chuva molha-se.
Vamos ao tema principal. Este tipo de discussões não é novo e tudo aponta para que fazer de conta que nada se está a passar dá sempre torto. Discussões como esta ocorreram nos anos 30, durante a ascensão do fascismo e do nazismo, e repetiram-se em vários países como, por exemplo, França, face ao crescimento da Front National. O primeiro ponto para que chamo a atenção é que, em todos os casos, a questão de confrontar directamente os adversários só tem sentido quando se está numa fase de crescimento de partidos e movimentos hostis à democracia e não quando já tomaram o poder. Nessa altura, a resposta a dar é de outra natureza.
Hoje, em Portugal, o Chega é o segundo partido parlamentar, está presente em várias autarquias, em várias instituições, e o seu crescimento tem sido muito rápido. Está no centro da vida política mais do que o PS, já para não falar da pequena esquerda, e mais do que a AD, que governa o país e que precisa do Chega, mais do que o contrário. O Chega controla grande parte da narrativa política, é particularmente influente em toda a direita, define a programação do Governo em áreas cruciais como a imigração, marca a agenda comunicacional através de uma combinação de provocação e espectáculo que dá audiências, e usa como ninguém as redes sociais, a cloaca política dos nossos dias com enorme potencial de circulação de posições radicais e de mentiras. Quanto mais estiver sozinho em todos estes terrenos, mais se fortalece, e, se nada se fizer, já se sabe que o seu “estilo” não os prejudica. Cem Polígrafos que existam não impedem a circulação de mentiras, porque lhes falta a combinação de pathos e razão que provoca empatia, antipatia ou simpatia.
O único sítio onde o Chega é confrontado, muitas vezes debilmente, é no Parlamento. Aí, gestos exemplares como a saída dos antigos deputados da Constituinte, ou uma rara atitude da mesa como a que tomou Teresa Morais, têm um grande papel simbólico e acabam por ser eficazes. Nos EUA, face a Trump, onde o mesmo problema se coloca, são atitudes como a da bispa anglicana de Washington que fazem mossa, e não a conversa mole dos democratas.
Um dos aspectos que sinto nos contactos de rua, que aumentaram muito depois do debate, é que eles têm uma componente emotiva pouco comum. Percebe-se então aquilo que uma certa esquerda não compreende, as pessoas têm um défice da representação, de identificação, contra o Chega.
Esquece-se que, para muitas pessoas, o crescimento do Chega não é apenas visível nos noticiários, mas nos locais de emprego, nos vizinhos e amigos e… em casa.
É por isso que é um mau serviço para a democracia a fuga ao confronto onde ele é mais eficaz, em si mesmo “espectacular” no bom e mau sentido da palavra, cara a cara. Também por isso, fazer esse confronto, não estou a dizer se bem ou mal, é superar o medo, o comodismo e o snobismo. Existe medo porque o que se confronta é um discurso com muitos elementos de violência verbal, que se sabe que vai mais além do que as palavras, como se vê nos comentários com ameaças nas redes sociais. Esse medo também se revela em não se querer “meter as mãos na massa”, para não se ser insultado e que funciona como comodismo. Para que é que eu vou ter a minha “imagem” sujeita à lama se posso ficar numa qualquer altura académica sendo contra o Chega, mas na minha redoma educada, lá longe nas nuvens? Reconheço que não é fácil, em particular para as mulheres, serem insultadas de modo vil e soez nas redes sociais, mas é um preço inevitável no confronto com a ecologia destes movimentos assentes na violência e na crueldade.
Mas há também nalguma esquerda um comodismo que serve uma forma de snobismo elitista. É aí que entra a frase de Shaw sobre os porcos que diz que lutar contra eles é “sujar-se”, porque eles vivem numa pocilga e não há maneira de evitar a porcaria. Mais vale estar sossegado em casa, metido numa redoma e esperar que lá fora as coisas melhorem, ou que haja um ambiente mais “civilizado”, para então discutir os “malefícios do tabaco”, como na peça de Tchékhov​. Uma das coisas em que a chantagem do Chega funciona é por essa via, eles fazem a “massa” tão tóxica que ninguém quer “meter as mãos na massa”. Só que ela continua a aumentar e os riscos para a democracia manifestam-se, entre outras coisas, em chamar ao 25 de Abril a “revolução miserável”, coisa que passou bastante despercebida porque o espectáculo esconde o relevante.
Depois, há outro factor que implica correr o risco da “sujidade”, é que os tempos oferecem coisas novas aos antidemocratas. Oferecem uma nova ecologia comunicacional, novos mecanismos que fazem o upgrade à mentira, e uma sociedade onde os caminhos da exclusão são diferentes do passado, e geram violência, crueldade e solidão.
Face a eles não se pode ficar em casa, cómodo e confortável. É eficaz? Eles dizem que não, que só favorecem o inimigo.
Olhem que não, olhem que não."
José Pacheco Pereira
O autor é colunista do Público

Wednesday, April 01, 2026

Music was my first love...

 

David Bowie & Marianne Faithfull - I Got You Babe

@ The Midnight Special

Thursday, February 26, 2026