Friday, November 20, 2015

Interesse público

Bancos não podem mexer no spread por alterar os seguros de vida e
multirisco – fundamento legal
O artigo 97 nº1 do decreto lei 72/2008 que rege o contrato de seguro informa: Se o seguro foi constituído em garantia, o tomador do seguro pode celebrar novo contrato de seguro com outro segurador, mantendo
as mesmas condições de garantia, sem consentimento do credor Isto significa que pode, em qualquer altura, alterar o seu seguro de vida do crédito
habitação sem o consentimento do Banco. Antes de o fazer verifique se na escritura ou documento particular que assinou na altura da compra da casa, se o spread está condicionado à contratação de produtos e serviços junto do Banco, nomeadamente os seguro de vida e multiriscos.
Em caso afirmativo, saiba que é ilegal.
Dou-lhe uma arma de negociação infalível: o decreto Lei 171/2008. O artigo
que se segue é elucidativo: Artigo 3.º Garantias no âmbito da renegociação
das condições do crédito
  1 – Às instituições de crédito está vedada a cobrança de qualquer
comissão pela análise da renegociação das condições do crédito,
nomeadamente do spread ou do prazo da duração do contrato de mútuo.
  2 – Às instituições de crédito está vedado fazer depender a renegociação
do crédito da aquisição de outros produtos ou serviços financeiros. Claro,
não é? E os Bancos continuam a condicionar o spread à contratação dos
seguros numa seguradora do grupo do Banco. Isso é ilegal. Obrigue o Banco a
aceitar o que é melhor para si. Utilize os argumentos dos decretos-lei aqui
citados. Caso o Banco não aceite ou não responda, há um instrumento que se
chama Livro de Reclamações. Use-o. O importante é que saiba que a Lei
permite liberdade de escolha. Não receie em tomar decisões que são melhores
para si. Divulgue este artigo. Quanto mais conhecimento as pessoas tiverem,
menor a possibilidade de serem “enganadas”

Mais informações: +351 915 365 234

Sunday, November 15, 2015

Paris,13 Novembro 2015 (uma vez mais) o horror em directo


"Pour le Daily Times l’émergence de l’organisation Etat islamique est la conséquence directe des politiques désastreuses menées par les Etats-Unis et leurs alliés en Irak et en Syrie." 
in Courrier inernational

Tuesday, October 06, 2015

Na praia

De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extasiada e nua
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua

Sophia de Mello Breyner Andresen

Saturday, October 03, 2015

In memoriam

Neste país triste e sisudo, fazem falta mais homens como o Vilhena, principalmente nos tempos em que vivemos...
R.I.P. José Vilhena (07.07.1927 - 03.10.2015)

Thursday, September 03, 2015

No comments

Aylan Kurdi n’est pas mort noyé, nous l’avons assassiné

..."Que vous arrêtiez pour une fois d’employer des formules creuses, des mots vides de sens, des promesses à l’emporte-pièce, et deveniez des hommes d’État capables de tenir un discours allant à l’encontre des sentiments répandus dans la population." Laurent Sagalovitsch

Tuesday, May 26, 2015

Origens da crise e da "austeridade"

Contra o esquecimento: perguntas sobre a história e a ideologia da crise

"As causas próximas da bancarrota foram três: a governação irresponsável e perdulária de Sócrates (que já fora o menino querido da direita de 2005 a 2008), a recusa do apoio alemão consubstanciado no chumbo do PEC IV, que obtivera o acordo de Merkel, e os efeitos do disparo dos juros resultado da situação gerada pela Alemanha ao suscitar uma “crise das dívidas soberanas”, tendo como alvo a Grécia. À data do PEC IV, a Alemanha já se apercebera dos efeitos em dominó da “crise das dívidas soberanas” e temia o contágio para a Espanha e a França. Por isso, foi complacente com Sócrates e ficou furiosa com o PSD e Passos Coelho quando este chumbou o PEC IV. Os “mercados” fizeram o resto e a bancarrota era inevitável.
Pode-se sempre dizer que os atrasos endémicos da economia portuguesa e o seu problema estrutural de competitividade estão na base de todas as crises. Mas, dito apenas assim, é um truísmo que não explica a crise de 2011 nas suas diferenças com as anteriores, nem legitima muitas das conclusões que a partir daí se tiram."

José Pacheco Pereira in jornal Público

Wednesday, May 20, 2015

Parece ter poderes...!


O ex-subsecretário de Estado de Cavaco Silva, censor de um livro de Saramago, não foi apenas o devoto da missa e da hóstia, inimigo da cultura e da liberdade, foi o crente que mandou erigir uma Cruz do Amor, com 7 metros, destinada a "combater o comunismo e evitar o mal com a chegada do ano 2000", no seu monte alentejano.
Entre as suas obras consta um filho, feito certamente de forma casta, a quem ofereceu a administração de uma empresa pública, o Estado é para os amigos e família, mas que preferiu ser padre e especializar-se em exorcismos, atividade que faz parte do alvará de padre mas que, com a escassez de Demónios, passou a ser uma especialidade canónica de autorização episcopal. 
O padre Sousa Lara, homónimo do bem-aventurado papá, é um reputado exorcista que, munido de uma cruz e de umas tantas rezas, se atira aos demónios como Santiago aos mouros, na diocese de Lamego, uma zona onde grassam ainda o analfabetismo, a fome e os diabos, enfim, Terras do Demo.
Carlos Esperança

Tuesday, May 19, 2015

Também quero um/uma Lily!

Alice in wonderland... ou como este vai ser o próximo "electrodoméstico", eh eh...!

Wednesday, April 29, 2015

Better don't call Saul

ATTORNEY: Doctor, before you performed the autopsy, did you check for a pulse?
WITNESS: No.
ATTORNEY: Did you check for blood pressure?
WITNESS: No.
ATTORNEY: Did you check for breathing?
WITNESS: No.
ATTORNEY: So, then it is possible that the patient was alive when you began the autopsy?
WITNESS: No.
ATTORNEY: How can you be so sure, Doctor?
WITNESS: Because his brain was sitting on my desk in a jar.
ATTORNEY: I see, but could the patient have still been alive, nevertheless?
WITNESS: Yes, it is possible that he could have been alive and practising law.

Friday, April 24, 2015

Saturday, April 11, 2015

As origens do "estado a que chegámos"...?

CAUSAS DA DECADÊNCIA DOS POVOS PENINSULARES NOS ULTIMOS TRÊS SÉCULOS (excertos)

"Pelo caminho da ignorância, da opressão e da miséria chega-se naturalmente, chega-se fatalmente, à depravação dos costumes. E os costumes depravaram-se com efeito. Nos grandes, a corrupção faustosa da vida de corte, onde os reis são os primeiros a dar o exemplo do vício, da brutalidade, do adultério: Afonso VI, João V, Filipe V, Carlos IV. Nos pequenos, a corrupção hipócrita, a família vendida pela miséria aos vícios dos nobres e dos poderosos. É a época das amásias e dos filhos bastardos. O que era então a mulher do povo, em face das tentações do ouro aristocrático, vê-se bem no escandaloso processo de nulidade de matrimónio de Afonso VI, e nas memórias do Cavaleiro de Oliveira. Ser rufião é um ofício geralmente admitido, e que se pratica com aproveitamento na própria corte. A religião deixa -de ser um sentimento vivo; torna-se uma prática ininteligente, formal, mecânica. O que eram os frades, sabemo-lo todos: os costumes picarescos e ignóbeis dessa classe são ainda hoje memorados pelo Decameron da tradição popular. O pior é que esses histriões tonsurados eram ao mesmo tempo sanguinários. A Inquisição pesava sobre as consciências como a abóbada dum cárcere. O espírito público abaixava-se gradualmente sob a pressão do terror, enquanto o vício, cada vez mais requintado, se apossava placidamente do lugar vazio que deixava nas almas a dignidade, o sentimento moral e a energia da vontade pessoal, esmagados, destruídos pelo medo. Os casuístas dos séculos XVII e XVIII deixaram-nos um vergonhoso monumento de requinte bestial de todos os vícios, da depravação das imaginações, das misérias íntimas da família, da perdição de costumes, que corria aquelas sociedades deploráveis. Isto por um lado: porque, pelo outro, os casuístas mostram-nos também a que abaixamento moral chegara o espírito do clero, cavando todos os dias esse lodo, revolvendo com afinco, com predilecção, quase com amor, aquele montão graveolente de abjecções. Todas essas misérias íntimas reflectem-se fielmente na literatura. O que eram no século XVII a moral pública, as intrigas políticas, o nepotismo cortesão, o roubo audaz ou sub-reptício da riqueza pública, vê-se (e com todo o relevo duma pena sarcástica e inexorável) na Arte de Furtar do Padre António Vieira. Quanto aos documentos para a história da família e dos costumes privados, encontramo-los na Carta de Guia de Casados de D. Francisco Manuel, nas forças populares portuguesas, e nosromances picarescos espanhóis. O espírito peninsular descera de degrau em degrau, até ao último termo da depravação!"
(...)
"Erguemo-nos hoje a custo, Espanhóis e Portugueses, desse túmulo onde os nossos grandes erros nos tiveram sepultados: erguemo-nos, mas os restos da mortalha ainda nos embaraçam os passos, e pela palidez dos nossos rostos pode bem ver o mundo de que regiões lúgubres e mortais chegámos ressuscitados! Quais as causas dessa decadência, tão visível, tão universal, e geralmente tão pouco explicada?"
(...)
"Assim, enquanto as outras nações subiam, nós baixávamos. Subiam elas pelas virtudes modernas; nós descíamos pelos vícios antigos, concentrados, levados ao sumo grau de desenvolvimento e aplicação. Baixávamos pela indústria, pela política. Baixávamos, sobretudo, pela religião."

Excertos de um magnifico discurso proferido por Antero de Quental em 27 de Maio de 1871, com um conteúdo perfeitamente actual, e que pode ser lido na íntegra aqui.

Thursday, April 02, 2015

Abril começa mal

Morreu aos 106 anos o mais velho cineasta em actividade.
Para além da já habitual "intoxicação" noticiosa e televisiva ad nauseam, importa recordar as suas características como ser humano e como português de projecção mundial, na cultura e no campo da sétima arte em particular.
Como sempre disse, queria filmar até morrer (jornal Público).
Uma pergunta: será que agora que o homem morreu é que as entidades competentes vão finalmente fazer chegar a sua obra ao grande público?
In memoriam, Manoel Cândido Pinto de Oliveira (11.12.1908 - 02.04.2015)

Sunday, March 22, 2015

Angola: o oito e o oitenta

Two Women, Opposite Fortunes

THIS is the tale of two women, each an emblem, in her own way, of one of the world’s most corrupt and dysfunctional nations.

One of the women is Isabel dos Santos, Africa’s richest woman. The daughter of Angola’s president, she is worth $3 billion and is Africa’s only female billionaire as well as its youngest billionaire, according to Forbes. The magazine found that all her major Angolan investments were in companies seeking to do business there or were achieved by a stroke of her father’s pen.
(...)
The other woman, more typical, is Delfina Fernandes, and I met her at the end of a bone-rattling journey over impossibly rutted dirt roads in a village called Kibanga in the northern part of the country. Blind in one eye, she lives in a grass-roof hut without electricity or running water, and without access to health care.

O artigo completo no NYT.