12022021
Temas possíveis: música, humor, poesia, leituras/reflexões sociais, políticas e económicas (a ordem é irrelevante). Palavras que eu gosto e expressões fora de uso: real gana, por exemplo! Mais: aqui escreve-se à moda antiga, isto é, estou em desacordo com o "acordo" ortográfico.
Friday, February 12, 2021
Thursday, February 11, 2021
Saturday, January 30, 2021
Retrato de um populista
ELES ESTÃO ENTRE NÓS!
Não adianta negá-lo, os adeptos de Ventura Chega estão entre nós. Sociabilizam connosco. Como ele, são lestos a denunciar e a enfatizar as fissuras da democracia. Asseguram que os políticos são todos ociosos, gatunos e pervertidos. Asseveram que há mais crime em Portugal do que no Brasil. Porém, têm vergonha de assumir as suas opções de voto e, com isso, logram amigos e conhecidos e distorcem as projeções das sondagens. Ventura não será fascista, no sentido académico do termo, embora comungue de vários dos seus princípios e recorra à retórica histriónica, virulenta e falaciosa dos fascistas. Ventura garante não ser fascista, mas, como os fascistas de outrora, é escorado por gente incauta e idolatrado por uma turba de malfeitores e arrivistas. Amaldiçoa as minorias para espicaçar o ódio das turbas (só para despertar a paixão das massas, seria capaz de gazear e incinerar essas minorias em cândidos santuários). Usa a fraude e a trapaça para mascarar os factos. Como os abutres, fortalece-se com a tragédia alheia e as desgraças da nação. Também ele pretende inculcar nos crédulos a imagem de um chefe providencial, ungido por Deus e pela Senhora de Fátima, para guiar Portugal rumo a um passado esplendoroso. Vocifera contra a fuga fiscal e a corrupção, mas ganhou a vida a dissimular fortunas e a ignorar os desfalques de dirigentes do glorioso clube que o tornou mediático. Deseja privar tudo, sugere que a educação e a saúde públicas desbaratam o dinheiro dos contribuintes, mas culpa o Governo por ofender professores, alunos, médicos, enfermeiros e doentes, com a intenção críptica de usurpar os seus votos. Engendrou um cabalístico sistema fiscal capaz de proteger os ricos e de molestar os pobres. Os mais imprudentes, os trôpegos, os oportunistas, por ora, aplaudem o redentor com euforia e altivez. Saberão eles, porventura, que, se um dia Ventura for poder, irá desprezar todos os que o louvaram e transformá-los nos mais miseráveis súbditos?
Autor: Luís Filipe Torgal
Monday, January 25, 2021
Friday, January 15, 2021
Sunday, January 10, 2021
aNTIFa Alert
Grande testemunho! Ver com atenção até ao fim, e reflectir no que nos entra em casa diariamente (já CHEGOU o 4° Pastorinho, cuidado...)
Wednesday, December 30, 2020
Happy birthday Patti!...
Monday, December 21, 2020
Great conjunction of Jupiter and Saturn
21 Dezembro 2020 - Solistício de inverno no hemisfério norte
"Júpiter a cerca de 730 milhões de Km de Saturno"
(Photo by YASSER AL-ZAYYAT/AFP)
Tuesday, December 01, 2020
Portugal (ainda) mais pobre...
Tuesday, November 17, 2020
O poder da música
Sunday, November 15, 2020
Saturday, October 31, 2020
Friday, October 30, 2020
People have the power... to stop pandemic!
Friday, October 23, 2020
Wednesday, September 30, 2020
Oxalá não haja sopa no céu...!
R.I.P. Joaquín Salvador Lavado (1932-2020)
O cartoonista argentino Joaquín Salvador Lavado, conhecido por Quino, morreu nesta quarta-feira em Mendoza (Argentina), sua cidade natal, aos 88 anos.
Quino tornou-se mundialmente famoso na década de 1960 pela sua personagem Mafalda, a menina de humor perspicaz e infindáveis questões pertinentes cujas histórias em banda desenhada inspiraram gerações em todo o mundo.
Filho de espanhóis e detentor de prémios como o Príncipe das Astúrias de Comunicação e Humanidades e a Medalha da Ordem e Letras da França, Quino desenvolveu as aventuras de Mafalda entre 1964 e 1973.
O artigo completo no "Diário de Notícias"
Sunday, September 27, 2020
Essentials COVID-19
How can I tell the difference between the flu and COVID-19?
É impossível dizer sem fazer um teste. Influenza e COVID-19 têm sintomas semelhantes, talvez você precise fazer o teste para saber o que o está deixando num estado miserável.
Dores no corpo, dor de garganta, febre, tosse, falta de ar, fadiga e dores de cabeça são sintomas compartilhados pelos dois.
Precauções contra COVID-19 - máscaras, distanciamento social, lavagem das mãos - também retardam a propagação da gripe, por isso as autoridades de saúde esperam que a vigilância contínua possa diminuir a gravidade da temporada de gripe deste ano.
Um artigo interessante da Yahoo / Associated Press, se quiser ler na íntegra
Friday, September 18, 2020
Music was my first love...
Thursday, August 27, 2020
As sábias palavras de um (ex)médico

CONVIDADO (IN)VOLUNTÁRIO
António Lobo Antunes
A propósito de ter entregado o seu cartão da Ordem dos Médicos:
Adeus
"Demiti-me hoje da Ordem dos Médicos e devolvi a medalha de mérito que há anos me pediram que aceitasse e me agradeceram com elegância ter aceite. O meu pai costumava citar uma frase de Herculano a propósito de Garrett, dois escritores que muito admiro: “por meia dúzia de moedas o Garrett é capaz de todas as porcarias menos de uma frase mal escrita.” E recebi uma carta mal escrita, que talvez pretendesse ser irónica e era apenas pateta e com dois erros de português, que me obrigou, naturalmente, a esta tomada de posição que, embora não faça Medicina há muitos anos, me entristeceu. Entristeceu-me porque julgo ter sido um membro honesto daquela que considero ser a mais bela das profissões quando praticada com honradez e humildade. Eu venho, pelo menos há quatro gerações, de uma família de médicos e de todos eles me orgulho, desde o meu bisavô, os meus tios-avôs, o meu pai, que tanto amava a Medicina, dois dos meus irmãos, uma das minhas filhas, duas sobrinhas. Tive mestres excelentes, alguns fora do comum, colegas de superior qualidade, amigos que dignificam a profissão, internos competentes que comigo trabalharam e a quem julgo ter ensinado o pouco que sabia. Claro que não atingi o brilho da maior parte deles mas estou seguro da minha dedicação às pessoas que sofriam e de haver lutado, durante anos, pelo bem-estar de quem me coube ocupar-me. Falhei seguramente em certos casos. Noutros julgo que logrei mais do que imaginava. O saldo não se me afigura negativo. Não me atrevo a comparar-me com o meu querido irmão João, com o meu pai, com o meu tio Pedro d’Almeida Lima: fui apenas um clínico sério que partiu de mãos limpas. Desejo do coração que a minha filha e as minhas sobrinhas cheguem mais longe do que eu, como sou consciente que amigos meus o fazem, como, por exemplo, dois a quem devo a vida: o Professor Henrique Bicha Castelo, grande cirurgião, e o Professor Luís Costa, admirável clínico, que sabem do afecto e do respeito que por eles tenho. Se continuo aqui o mérito é seu. Um simples episódio que não esqueço, que não esquecerei nunca: estava na maca, esperando entrar na sala de operações para uma intervenção melindrosa, quando senti que me davam a mão: olhei e era o Professor Henrique Bicha Castelo que me agarrava os dedos e assim ficou até a anestesia me levar para longe. Henrique, juro-te pela minha mãe que nunca me achei tão acompanhado e não calculas a infinita gratidão que existe em mim.
– Meu querido
disseste tu
– Meu querido
e acredita, peço-te, que sou bem consciente de quanto eu estar ali te fez sofrer. E, no entanto, lutaste por mim com imensa coragem e aqui estou a escrever-te. Luís, eu devo-lhe imenso. O João entende que o mais horrível defeito que um homem pode ter é a ingratidão. A minha gratidão por si é imensa, e a sua ternura, cheia de pudor, comove-me sempre. E aqui estão duas pessoas de uma grandeza de alma que infelizmente não possuo. A Medicina deu-me coisas destas. Se um doente, o que não acredito, tivesse tido para mim o que tenho por vocês a minha vida quedar-se-ia justificada. Invejo-os e amo-vos. Agora, que já nem médico sou, resta-me exprimir o meu profundo amor pelos meus mestres. O Professor Eduardo Luís Cortesão, que tanto gostava de mim e, se fui um especialista aceitável, a ele o devo. Não esqueço, Eddie, o tempo que passei em sua casa, na Praia da Luz, a escrever Os Cus de Judas, que lhe lia, à Marie-Claire e a si, depois do jantar, no terraço, à medida que o ia compondo, como não esqueço o que da nossa profissão me ensinou, com uma enorme paciência e tolerância para com o meu mau feitio, os meus caprichos, as minhas iras. Sempre me tratou como seu filho. Sempre me perdoou tudo. Sempre me compreendeu. Sempre gostou de mim para além do que eu merecia, para além do que eu valia. Posso ser um grande escritor mas, como pessoa, deixo bastante a desejar. E você, Eddie, achava que não. Como eu gostava, meu Deus, de o abraçar agora. Na minha memória, na memória de tantos, nunca desaparecerá. De muitos outros médicos devia falar, mas isto é só uma pequena crónica sem pretensões, e todos merecem melhor do que isso. Tenho tanta vaidade em ser vosso colega, vosso colega não, daqui em diante sou apenas o senhor António Lobo Antunes, todo coberto de condecorações, prémios, honrarias, e de que serve isso, ao passo que vocês são Médicos. E tenho de curvar-me, com humilde respeito, diante da vossa profissão. Um escritor não cura ninguém salvo, talvez, a si mesmo. O sucesso torna-nos humildes. Faulkner: “descobri que escrever é uma coisa tremendamente bela. Faz-nos erguer sobre as patas de trás e projetar uma enorme sombra”, que me apetece glosar assim: “descobri que ser médico é uma tremendamente bela coisa. Faz-nos agarrar na mão de um infeliz que sofre e ajuda-lo a viver”. Qual destes dois feitos é o mais importante? De mim ficarão papéis. De vocês pessoas. É necessário perguntar qual das actividades é a mais importante? Quando lia Os Cus de Judas, à noite, no terraço da Praia da Luz, o Eddie dizia: “Isto é um momento único, Marie-Claire”. E qual momento único, meu Deus? Quando somos gente de facto estamos condenados a entender-nos. E o que vale tudo o resto ao lado disso? "
ALA
Wednesday, August 19, 2020
O espermograma do avô
O médico pede uma amostra de esperma de um homem de 85 anos como parte de seu exame de saúde anual. Dá-lhe um pequeno frasco e diz:
"Primeiro eu tentei realizar a tarefa com a mão direita e nada.
Então pedi ajuda a minha esposa.
Ela tentou com a mão direita, depois com a mão esquerda e ainda nada.
Tentou com a boca, primeiro com os dentes presentes, depois sem dentes e ainda nada.
Revelou-se um bom tempo em posições diferentes e cada vez mais bizarras e não houve nenhum caso.
"Você pediu para sua sogra e sua vizinha?!!!"
"Sim, Dr., nenhum de nós conseguiu abrir o sacana do frasco...








