Temas possíveis: música, humor, poesia, leituras/reflexões sociais, políticas e económicas (a ordem é irrelevante). Palavras que eu gosto e expressões fora de uso: real gana, por exemplo! Mais: aqui escreve-se à moda antiga, isto é, estou em desacordo com o "acordo" ortográfico.
Saturday, January 05, 2013
Eu amo tudo o que foi
Eu amo tudo o que foi,
Tudo o que já não é,
A dor que já me não dói,
A antiga e errônea fé,
O ontem que dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.
Tudo o que já não é,
A dor que já me não dói,
A antiga e errônea fé,
O ontem que dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.
Fernando Pessoa, 1931
Friday, January 04, 2013
Wednesday, January 02, 2013
Foi apenas há trinta anos que TUDO mudou
Magazine Man of the Year was actually… the Computer. First time it was a non-human & was titled “Machine of the Year” (on issue dated Jan. 3, 1983). Imagine that, just 30 years ago!
Thanks to Bits & Pieces
Histórias de "músicos"!
Tinha acabado de chegar ao Alentejo uma excursão de espanhóis.
Ao verem um alentejano, o guia comunicou aos passageiros:
- Ahora me voy hablar con ese português... - e foi ter com o alentejano:
- Hola, como te llamas?
- Toino...
- Yo también me llamo António ! Cual és tu profesión?
- Sou músico...
- Yo también soy musico... Y que tocas?
- Toco trompete, e tu?
- Yo también toco trompete. Una vez fue a la Fiesta de Nuestra Señora de los Remédios y toqué tan bien, que a Señora bajó del andor y empezó a llorar.
E replicou o alentejano:
- E ê fui uma vez à Festa do Senhor dos Passos e toquei tan bem, tan bem, que o Senhor largou a cruz, agarrou-se a mim e disse-me:
'Ah, g'anda Toino, tocaste melhor que o cabrão do espanhol que fez chorar a minha mãezinha!
Ao verem um alentejano, o guia comunicou aos passageiros:
- Ahora me voy hablar con ese português... - e foi ter com o alentejano:
- Hola, como te llamas?
- Toino...
- Yo también me llamo António ! Cual és tu profesión?
- Sou músico...
- Yo también soy musico... Y que tocas?
- Toco trompete, e tu?
- Yo también toco trompete. Una vez fue a la Fiesta de Nuestra Señora de los Remédios y toqué tan bien, que a Señora bajó del andor y empezó a llorar.
E replicou o alentejano:
- E ê fui uma vez à Festa do Senhor dos Passos e toquei tan bem, tan bem, que o Senhor largou a cruz, agarrou-se a mim e disse-me:
'Ah, g'anda Toino, tocaste melhor que o cabrão do espanhol que fez chorar a minha mãezinha!
Esta "história" é dedicada ao Sr Carolino Tapadejo, alentejano de gema, grande associativista e antigo Presidente da Câmara de Castelo de Vide, que fez o favor de me honrar com a sua desinteressada amizade, e que me orientou na descoberta do nosso magnífico Alentejo e da alma das suas gentes!...
Sunday, December 30, 2012
Happy New Year!...
Mais um ano chegando ao fim. Ele passa tão rápido, que a gente nem vê. E assim os dias passam e deles restam apenas as diversas lembranças que estarão sempre vivas dentro dos nossos corações. Memórias desses vários momentos que vivemos nesses 12 meses. Houve tantas coisas. Boas e ruins. Houve lágrimas e também muitos sorrisos, alguns de felicidade e outros até mesmo para esconder a tristeza. Houve brigas e erros, mas também muitos abraços e acertos. Mas agora reveja tudo que passou nesse ano, e você vai perceber que ele valeu à pena. E quando der 00:00 no relógio e o show de fogos começar, anunciando o início de 2013, olhe para trás, mas não procure por mágoas e arrependimentos, perceba que muitas foram as quedas e obstáculos, mas também inúmeros momentos alegres que provavelmente compensam todas as situações de infelicidade. As tristezas? Deixa-as para trás, afinal, está chegando um ano novo, uma oportunidade para você esquecer tudo aquilo que o incomoda e lhe faz mal. As pessoas que ama? Cuide bem delas para que permaneçam para sempre. E as promessas? Por mais que as façamos, muitas vezes não conseguimos cumpri-las, então, não pense em prometer algo ao ano novo, apenas aproveite e faça aquilo que for possível. E que venha 2013, e seja melhor que 2012.
Óptimo Ano Novo para todos vós!...
In A Alma Sente
Music was my first love...
Feliz Aniversário, Patti Smith!...
Happy birthday, Patti! My special friend of the good and the bad moments!
Thank you so much for everything that you gave to me and to all the people that loves you!
From the bottom of my heart, I wish you a very nice day!
Mais aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Patti_Smith
Tuesday, December 25, 2012
Urbanidades
"O urbanista de hoje, para ser autêntico, deve partir do princípio profundamente humano de que uma cidade não são apenas as casas, ruas, avenidas, praças, etc., antes a comunidade que nela vive e convive, com os seus diversos grupos, suas instituições, seu modo de viver, suas tradições e seus costumes."
Arq° Mário de Oliveira, num artigo de 1965
Arq° Mário de Oliveira, num artigo de 1965
Monday, December 24, 2012
Music was my first love...
A mais bonita canção de Natal!
The most beautiful Christmas's song!
La plus belle chanson de Noël!...
Sunday, December 23, 2012
TEDTalks: Como defender a Terra dos asteróides
Falando de coisas sérias, em contraponto com o tão anunciado "fim do mundo", vale a pena ouvir este cientista dissertar sobre os perigos REAIS a que o nosso planeta está sujeito, e o que se está a fazer para nos defendermos. Em linguagem muito acessível, e num tom por vezes cómico, Phil Plait consegue cativar uma vasta audiência, com informação bastante actual sobre a ameça concreta que os asteróides representam para a Terra.
Pode-se optar por legendas em português, ou uma das restantes 32 línguas disponíveis.
Wednesday, December 19, 2012
Saturday, December 15, 2012
Fred's style!
Sunday, December 09, 2012
Ler, ouvir e divulgar, por um futuro melhor para todos
Nos dias que correm a quantidade de informação que nos chega é de tal ordem, que todo o cuidado é pouco na sua interpretação e análise. Quero com isto dizer que muitas vezes as aparências iludem, ou seja, um determinado artigo que à primeira vista parece ser relevante e com um conteúdo bem estruturado, por vezes não é mais do que aquilo que estamos à espera de ler e ouvir, pecando por falta de contraditório e/ou fontes fidedignas, ou pouco credíveis.
Mas essa é uma preocupação e um cuidado que a todos nós compete, e não têm que ser substituídos por uma qualquer CENSURA (está tudo desmontado aqui), por mais vantagens e boas intenções de que ela transborde...
Há artigos que, pela sua importância, sustentação, profundidade de análise e, sobretudo, pela sua actualidade, têm a obrigação de ser divulgados o mais possível. Acredito muito sinceramente que, como cidadãos responsáveis que somos, QUANTO MAIS BEM INFORMADOS E CONSCIENTES estivermos acerca da difícil realidade que todos estamos a viver, bem como das suas causas e origens, mais facilmente nos uniremos a fim de se pôr termo à monstruosidade de que estamos a ser alvo, enquanto povo e enquanto nação.
..."A previsão (ONU) é de que, se não forem tomadas medidas (...) nos próximos 3 meses, a situação na Europa do Sul, em termos sociais, tornar-se-á implosiva e incontrolável..." é a opinião das Nações Unidas, em 17 de Novembro de 2012.
Artur Baptista da Silva é o coordenador em Portugal do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), e baseia todo o seu discurso em dados estatísticos credíveis, reconhecidos internacionalmente, quer por Portugal quer pela (des)União Europeia.
Garanto-vos que vale a pena ver esta apresentação na íntegra. Se bem que um pouco longa, é constituída por duas partes, e está elaborada numa linguagem quase sempre clara e perfeitamente compreensível pelo comum dos cidadãos, ou seja, não é, de todo, o economês a que infelizmente já estamos habituados. Está lá tudo, muito bem explicado e fundamentado: as origens dos nossos males, os interesses instalados por detrás de falsas solidariedades, os sucessivos erros desde a entrada de Portugal para a então CEE e os diferentes culpados... Não se limitando a criticar e a constatar o porquê do termos chegado a este beco sem saída, Artur Baptista da Silva / ONU aponta para possíveis saídas, através de poupanças de carácter financeiro e alterações da política fiscal que tem sido seguida (ou que nos tem sido imposta, vá-se lá saber...).
Basta de austeridade! Já chega de ouvirmos a afirmação - mil vezes repetida - de que temos vivido acima das nossas possibilidades. Talvez os políticos o tenham feito depois do 25 de Abril, os banqueiros de certeza que o fizeram e continuam a fazer (a eles TUDO lhes é permitido, até dizer baboseiras como as que temos que AGUENTAR), mas não venham atirar-nos com mais areia para os olhos.
Na Suíça, país onde actualmente vivo e trabalho, creio que nada disto seria possível, porque aqui existe consciência cívica, por tudo e por nada fazem referendos junto da população, os dirigentes e governantes normalmente demitem-se das suas funções, quando há casos de suspeição, já que não se sentem confortáveis para continuar a ocupar os seus lugares até se apurar se realmente houve ou não algum ilícito. Não quero com isto dizer que este país não tem defeitos, mas acho que Portugal tem muito que aprender com os suíços no que diz respeito a Democracia Directa.
Acima de tudo e de todos continuo a amar Portugal, orgulho-me de ser português, apesar de não ter orgulho nenhum - bem pelo contrário - em certos portugueses que se têm governado e nos continuam a (des)governar.
Mas essa é uma preocupação e um cuidado que a todos nós compete, e não têm que ser substituídos por uma qualquer CENSURA (está tudo desmontado aqui), por mais vantagens e boas intenções de que ela transborde...
Há artigos que, pela sua importância, sustentação, profundidade de análise e, sobretudo, pela sua actualidade, têm a obrigação de ser divulgados o mais possível. Acredito muito sinceramente que, como cidadãos responsáveis que somos, QUANTO MAIS BEM INFORMADOS E CONSCIENTES estivermos acerca da difícil realidade que todos estamos a viver, bem como das suas causas e origens, mais facilmente nos uniremos a fim de se pôr termo à monstruosidade de que estamos a ser alvo, enquanto povo e enquanto nação.
..."A previsão (ONU) é de que, se não forem tomadas medidas (...) nos próximos 3 meses, a situação na Europa do Sul, em termos sociais, tornar-se-á implosiva e incontrolável..." é a opinião das Nações Unidas, em 17 de Novembro de 2012.
Artur Baptista da Silva é o coordenador em Portugal do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), e baseia todo o seu discurso em dados estatísticos credíveis, reconhecidos internacionalmente, quer por Portugal quer pela (des)União Europeia.
Garanto-vos que vale a pena ver esta apresentação na íntegra. Se bem que um pouco longa, é constituída por duas partes, e está elaborada numa linguagem quase sempre clara e perfeitamente compreensível pelo comum dos cidadãos, ou seja, não é, de todo, o economês a que infelizmente já estamos habituados. Está lá tudo, muito bem explicado e fundamentado: as origens dos nossos males, os interesses instalados por detrás de falsas solidariedades, os sucessivos erros desde a entrada de Portugal para a então CEE e os diferentes culpados... Não se limitando a criticar e a constatar o porquê do termos chegado a este beco sem saída, Artur Baptista da Silva / ONU aponta para possíveis saídas, através de poupanças de carácter financeiro e alterações da política fiscal que tem sido seguida (ou que nos tem sido imposta, vá-se lá saber...).
Basta de austeridade! Já chega de ouvirmos a afirmação - mil vezes repetida - de que temos vivido acima das nossas possibilidades. Talvez os políticos o tenham feito depois do 25 de Abril, os banqueiros de certeza que o fizeram e continuam a fazer (a eles TUDO lhes é permitido, até dizer baboseiras como as que temos que AGUENTAR), mas não venham atirar-nos com mais areia para os olhos.
Na Suíça, país onde actualmente vivo e trabalho, creio que nada disto seria possível, porque aqui existe consciência cívica, por tudo e por nada fazem referendos junto da população, os dirigentes e governantes normalmente demitem-se das suas funções, quando há casos de suspeição, já que não se sentem confortáveis para continuar a ocupar os seus lugares até se apurar se realmente houve ou não algum ilícito. Não quero com isto dizer que este país não tem defeitos, mas acho que Portugal tem muito que aprender com os suíços no que diz respeito a Democracia Directa.
Acima de tudo e de todos continuo a amar Portugal, orgulho-me de ser português, apesar de não ter orgulho nenhum - bem pelo contrário - em certos portugueses que se têm governado e nos continuam a (des)governar.
Saturday, December 08, 2012
Gandamaluco!
Para contrariar um pouco o bota-abaixismo e a falta de horizontes instalados nos media e na nossa sociedade. Com pronúncia do norte!
"... e depois há uma coisa mágica, e insubstituível, que é procurar gatos pretos, em quartos pretos onde não há gatos pretos, e encontrá-los!... E isto é que é gerar oportunidades de negócio!".
Sublime!
Thursday, December 06, 2012
Devaneios de um dragão!
Diálogo com um padre
Padre- Então, meu filho, porque queres tu tornar-te católico?
Dragão - Bem, padre... Estou a ficar velho e, pelo sim, pelo não, convém acautelar a reforma celeste. Não descontei toda a vida, mas não poderia agora entrar num programa rápido de compensações e prestações caridosas por atacado?
Padre - Meu filho, a Providência Divina não é bem igual à Previdência Social, graças a Deus:
Dragão - Pena. Todavia, olhe, para começar, acredito em Deus!...
Padre - Pois, meu filho, mas isso é irrelevante. Compete-te acreditar é na Santa Madre Igreja. É isso que faz de ti um católico. A Igreja é a concessionária estatal de Deus na terra. Fora Dela, não serás nunca um crente, mas um contrabandista da fé, um evadido aos impostos celestiais!...
...
Continua aqui
Wednesday, December 05, 2012
Music was my first love...
Dedicada à Lusofonia!
Saturday, December 01, 2012
Conjurados precisam-se... de novo!
Para memória futura: 1° de Dezembro sempre
Assim, invadiram o palácio da Duquesa de Mântua, atiraram Miguel de Vasconcelos pela janela causando-lhe a morte, e proclamaram El-Rei Dom João IV, aos gritos de "Liberdade". O povo e toda a Nação portuguesa acorreu logo a apoiar a revolução, Restauração da Independência, e assim, D. Filipe III, IV de Espanha, que se encontrava já a braços com uma revolução na Catalunha, não teve como retomar o poder em Portugal.
Aquele que ficou reconhecido como tendo sido o grande impulsionador da conspiração foi João Pinto Ribeiro. O Palácio dos Almadas tornou-se então conhecido pelos acontecimentos históricos que nele se passaram, nomeadamente o papel de alguns membros da família Almada no movimento da Restauração de 1640. Hoje conhecido pelo Palácio da Independência ou Sociedade Histórica da Independência de Portugal (SHIP).
Foi assim que Portugal recuperou a sua independência, sendo Dom João IV, Duque de Bragança, aclamado Rei, com o cognome de "O Restaurador".
Monday, November 26, 2012
Imperfeições
Se eu pudesse novamente viver a vida...
Na próxima...trataria de cometer mais erros...
Não tentaria ser tão perfeito...
Relaxaria mais...
Teria menos pressa e menos medo.
Jorge Luiz Borges
Na próxima...trataria de cometer mais erros...
Não tentaria ser tão perfeito...
Relaxaria mais...
Teria menos pressa e menos medo.
Jorge Luiz Borges
Tuesday, November 20, 2012
It's a shame...
O Estado, bem como os PARASITAS que se governam às custas dele, HÁ MUITO TEMPO QUE PERDERAM A VERGONHA!
"Foi a doença e o hospital, que por várias vezes pontuaram a minha vida, que me fizeram conhecer a vida e o trabalho da enfermagem. As horas intermináveis de serviço, a atenção cuidada aos doentes, a capacidade de sorrir e animar um paciente mesmo quando o cansaço já se lhe adivinha nos olhos. A atenção profissional aos sinais clínicos, às campaínhas, aos gemidos de dor, a insónia para que aqueles que cuidam possam descansar, os actos clínicos cautelosos, explicados, rigorosos, cumprindo-se enquanto profissionais e cidadãos. São a parte mais decisiva de toda a organização do sistema de saúde. Nas suas mãos morrem muitos. Das suas mãos renascem para a vida muitos mais, enquanto o médico chega ou não chega. São o verdadeiro sangue da vida hospitalar. O apoio primeiro. O primeiro olhar. E, por vezes, a última palavra. São homens e mulheres com as mãos mergulhadas na dimensão maior da sua existência, reparando, tratando, cuidando de doentes, de convalescentes, de moribundos.
Nunca lhes agradeceremos tudo aquilo que merecem, centrado que está o olhar nas decisões do médico. Mas são a essência das nossas expectativas de sobrevivência quando nos confrontamos com a doença.
Pagar-lhes 3,95 euros à hora não é apenas tratá-los mal. É sujeitá-los à humilhação e à miséria. É transformar seres humanos, superiormente qualificados, em indigentes a quem se dá a esmola para que não morram de fome. É uma vergonha que os envergonha e nos envergonha. É um País não ter respeito por si próprio embora esteja de braços abertos ao intermediário. Aos parasitas. Um estado que permite isto deveria ser pago à vergastada."
Francisco Moita Flores
Francisco Moita Flores
(sublinhados meus)
Sunday, November 18, 2012
Music was my first love...
Obs.: esta é só a música que eu MAIS gosto de dançar.... Manias!
Saturday, November 17, 2012
Levantai hoje de novo...
"Nota máxima para tão brilhante quão patriótico desabafo" é um dos comentários feitos a esta magnífica peça do Dragão, que não resisti a postar na íntegra, tal é a qualidade do texto. Para quem gostar do estilo, há mais por aqui, embora por vezes as verdades se tornem incómodas, pois dizem directamente respeito a todos nós, portugueses.
Há uma diferença entre as Forças Armadas (e
todos aqueles que passaram pelas fileiras) e o resto da população civil, dos
doutorecos às madames-a-dias: é que aqueles, ao contrário destes, juraram a
bandeira, juraram defender a soberania nacional e, se necessário, dar a vida
pela pátria dos seus filhos e dos seus antepassados. Portanto quando sabotam,
quando colaboram, quando desertam do seu dever, a infâmia da cobardia diante do
inimigo é agravada da ignomínia da traição e do estigma do perjúrio. Por alturas
de 74 ainda existia, e justamente, a pena de morte na lei portuguesa: no código
de Justiça Militar. Pelo crime de Alta-Traição. Claro que foi imediatamente
abolida. Afinal, a alta-traição tornava-se a ocupação principal da oficialada em
obediência doravante, como lapidarmente timbrou António José saraiva, às
vísceras e não à bandeira. A Alta, a Baixa, a Média e todas quantas estivessem
ao dispor da conveniência do momento e do capricho peludo.
Escutam-se histórias verídicas de timorenses
exilados na Austrália, após a invasão Indonésia, que respeitavam a bandeira
portuguesa hasteada à porta das suas casas ao ponto de não pisarem a sua sombra.
Se a possuissem, os militares portugueses, deviam experimentar o zénite da
vergonha perante esta gente longínqua mas digna. No tempo e na história. Porque
a verdade é que a desonra duma bandeira é tanto maior quando é canibalmente
perpretada por aqueles que juraram defendê-la. Mas pedir vergonha a quem abjurou
a honra é pedir água a um penedo.
Não compete às Forças Armadas servir Governos -
compete a ambos, Forças Armas e Governo servir a Pátria, nesta se consolidando
os vivos e os mortos; o presente, o passado e o futuro. Mas o que aconteceu
nestes últimos anos foi a perversão mais rasteira e desprezível disso: foi as
Forças armadas e os Governos, em regime de necrófagos, a servirem-se do corpo
mutilado, exangue e prostituído da Pátria.
Proclamam agora, em repenicado assomo
corporativo, que as Forças Armadas não servem o governo, mas a Soberania
Nacional. A última vez que arvoraram assomos destes, varreram, duma assentada, o
governo e a Soberania. Agora, se varrerem, varrem o quê? Governo não se avista,
apenas desgoverno recalcitrante e revezado; Soberania também não; por
conseguinte as Forças Armadas, das duas uma: ou se varrem a si próprias, e não
será pouca a mancha conspurcante que varrem (e a valente poupança prós
contribuintes); ou varrem coisa nenhuma, que é a soma exacta do desgoverno e da
suja subserviência financeira actuais.
Situação absurda e atroz? Sem dúvida. E de quem
a principal responsabilidade por este sórdido desenlace? De quem, em primeira
instância, o desencadeou: as Forças Armadas, nem mais.
Quem escreve estas duras linhas é um fascista,
um retrógado? Fascista é essa estupidez que vos oprime! Fascista, mesmo, é essa
cobardia que vos tolhe e despotiza! Fascista, absolutamente fascista, é essa
irresponsabilidade soberaníssima, essa frivolidade venal, esse bandulho cruel
que vos arrastam e escravizam! E retrógado é quem recambia um país de oitocentos
anos ao caos, à balbúrdia, ao neo-feudalismo, ao tribalismo sectário, à
partidarite devorista e, por fim, à insolvência e à esmola internacional.
Mas já que ostentam a soberania Nacional deviam
então saber que a nação está acima de regimes, governos e partidos. E que a
patrulha dessa fronteira, a defesa desse imperativo competiam às Forças Armadas.
Não, exactamente, dando tiros, mas exercendo a firmeza e influência que evitam
esses extremos, tanto quanto golpadas e revolucinhas. Mas que portentos nobres e
elevados desarrincaram as Força armadas, no seu momento MFA? Apearam um mau
governo e instalaram o governo nenhum, logo seguido do desgoverno crónico. A
título da descolonização, a debandanda pusilânime e criminosa. A título de
democracia, umas ditadurazinhas a prazo, uma Desunião nacional aos molhos e aos
votos, uma demofagia sectóide, um neofeudalismo insaciável! De tal modo que em
vez do tão vituperado colonialismo imperial, passámos ao neo-colonialismo
doméstico. A título de desenvolvcimento, betão e asfalto, shoppings e
telenovelas, publicidade e propaganda, extermínio da indústria, da agricultura,
das pescas, exportação desenfreada de Dívida e, para condecoração na história,
três bancarrotas exuberantes, a últimas das quais e presente, anunciadora da
extinção, pura e simples, do país, sem honra, sem dignidade, sem coluna, sem
independência e sem moeda.
Nestes últimos trinta anos a Soberania foi
esquartejada, pesada e vendida a retalho como numa loja de secos e molhados.
Tudo à revelia do próprio povo - inimputável encartado fora as periódicas,
inócuas e cada vez mais despovoadas peregrinaçãos fúnebres (às urnas); pior, à
revelia do próprio Interesee Nacional e do Futuro das gerações. E o que fizeram
as Forças Armadas nesse tempo todo? Assistiram zombificadas ao comércio.
Coadjuvaram pachorrentamnte nos fretes. Serviram a Pátria? Não; serviram de moço
de mercearia. Viajaram pelo mundo, do Kosovo ao Afganistão, a entregar cestos de
enlatados anglo-saxónicos e, tão pouco, bacalhaus: hamburgueres, hot-dogs,
pizzas!... Fugiram da defesa do Império Português para descambarem em cipaios do
Império Americano. E nem sequer necessários, apenas folclóricos!...
Pelo que agora aflige-vos o quê? O beco sem
saída da vossa insustabilidade? Mas aonde julgáveis que conduzia a alameda
festiva da vossa inconsequência, da vossa impostura e da vossa deserção - ao
parque de diversões da sempiterna vida fácil?
Acordais, finalmente? Retirais a cabeça
avestruza do buraco maravilhoso, onde visões fascinantes vos entretinham, e que
fazeis? Cantais "Grandola. Vila Morena". Mais ainda? Não chega? Não basta? Está
aí a terra prometida da fraternidade. Dentro do buraco, caras aves corredoras,
provavelmente avistáveis o próspero país dos cangurus, lá nos antípodas. Mas
aqui fora, à superfície, são trinta e tal anos de fraterndade grandula, ou seja,
prosperidade para alguns e a conta do regabofe para os outros todos. Tínhamos
ainda alguma esperança que despertásseis alterados, que a ave corredora desse
lugar ao homem firme. Que cantasseis o hino, as vezes que fossem precisas, bem
alto, até à rouquidão. Sempre o hino! Até que as palavras não fossem meras
palavras, mas convocatória aos vivos e aos mortos, ao passado e ao futuro, à
vida contra a morte, ao levantamente contra a submissão, à coragem contra o
medo, a Portugal, todo, inteiro, justo, para que se erga da lama e do lixo onde
foram despejá-lo, para que se levante da vala imunda onde o planeiam
sepultado!
Esta, parece-me, não é coisa nem ocasião de
somenos. É a ultima oportunidade que tendes, e a mais dramática, para lavardes a
honra da instituição militar, entretanto convertida em tapete de estrebaria, na
antecâmara de um albergue espanhol. O povo sempre foi capaz de sacrificar-se
para que o Pátria viva; o que não está disposto é a deixar-se enterrar junto com
ela. E é mil vezes preferível que as armas acudam ao povo antes que o povo se
veja obrigado a pegar em armas.
Sunday, November 11, 2012
Sinais dos tempos
«Na Europa, cada manifestação "do orgulho Gay" contou, em média, com 100.000 pessoas. Cada manifestação Contra a Corrupção teve, em média, cerca de 2.500 pessoas! Estatisticamente, fica provado que há mais gente a lutar pelo direito de levar no rabo, do que lutar para não ser enrabado.»
Miguel Esteves Cardoso
Miguel Esteves Cardoso
Wednesday, November 07, 2012
Tuesday, October 30, 2012
Medo...
"Austeridade e Privilégios"
Logo após surgir na Comunicação Social a informação de que as escutas de conversas telefónicas entre o primeiro-ministro e um banqueiro suspeito de envolvimento em graves crimes económicos tinham sido remetidas pelo Ministério Público ao presidente do Supremo Tribunal de Justiça para validação processual a ministra da Justiça entrou em cena com a subtileza que lhe é peculiar. Primeiro declarou que era preciso mexer na legislação sobre o segredo de justiça (quando as vítimas das violações do segredo de justiça eram outras ela dizia que a impunidade acabou) e logo de seguida "solicitou" à Procuradoria-Geral da República que viesse ilibar publicamente o primeiro-ministro e líder do seu partido, o que a PGR prontamente fez garantindo não existir contra ele «quaisquer suspeitas da prática de ilícitos de natureza criminal».
Sublinhe-se que, nos termos da lei (artigo 87, n.0º 13 do CPP), "a prestação de esclarecimentos públicos pela autoridade judiciária" em processos cobertos pelo segredo de justiça só pode ocorrer a "pedido de pessoas publicamente postas em causa" ou então para "garantir a segurança de pessoas e bens ou a tranquilidade pública". Uma vez que nenhum dos escutados (PM e banqueiro) solicitou tais esclarecimentos, os mesmos só podem ter sido "solicitados" e prestados com o nobre intuito de garantir a "segurança" e a "tranquilidade" de todos nós. Mas a PGR foi mais longe e informou que também "foi instaurado o competente inquérito, tendo em vista a investigação do crime de violação de segredo de justiça". Não há como ser zeloso!...
Num segundo momento, a ministra da Justiça (que não chegou a vice--presidente do PSD pela cor dos olhos ou dos cabelos) tratou, no maior sigilo, de tomar outras medidas mais eficazes, prometendo aos magistrados que continuarão a usufruir do privilégio de poderem viajar gratuitamente nos transportes públicos, incluindo na primeira classe dos comboios Alfa. Para isso garantiu-lhes (sempre no maior segredo) que o Governo iria retirar da Lei do Orçamento a norma que punha fim a esse privilégio. O facto de o Orçamento já estar na Assembleia da República não constitui óbice, pois, para a ministra, a função do Parlamento é apenas a de acatar, submisso, as pretensões dos membros do Governo, incluindo os acordos estabelecidos à sorrelfa com castas de privilegiados.
Mas, mais escandaloso do que esse sigiloso acordo político-judicial é a manutenção para todos os magistrados de um estatuto de jubilação que faz com que, mesmo depois de aposentados, mantenham até morrer direitos e regalias próprios de quem está a trabalhar. E ainda mais vergonhoso do que tudo isso é a continuidade de privilégios remuneratórios absolutamente inconcebíveis num regime democrático, sobretudo em períodos de crise e de austeridade como o atual.
O primeiro-ministro, se ainda possui alguma réstia de dignidade e de moralidade, tem de explicar por que é que os magistrados continuam a não pagar impostos sobre uma parte significativa das suas retribuições; tem de explicar por que é que recebem mais de sete mil euros por ano como subsídio de habitação; tem de explicar por que é que essa remuneração está isenta de tributação, sobretudo quando o Governo aumenta asfixiantemente os impostos sobre o trabalho e se propõe cortar mais de mil milhões de euros nos apoios sociais, nomeadamente no subsídio de desemprego, no rendimento social de inserção, nos cheques-dentista para crianças e - pasme-se - no complemento solidário para idosos, ou seja, para aquelas pessoas que já não podem deslocar-se, alimentar- -se nem fazer a sua higiene pessoal.
O primeiro-ministro terá também de explicar ao país por que é que os juízes e os procuradores do STJ, do STA, do Tribunal Constitucional e do Tribunal de Contas, além de todas aquelas regalias, ainda têm o privilégio de receber ajudas de custas (de montante igual ao recebido pelos membros do Governo) por cada dia em que vão aos respetivos tribunais, ou seja, ao seus locais de trabalho.
Se o não fizer, ficaremos todos, legitimamente, a suspeitar que o primeiro-ministro só mantém esses privilégios com o fito de, com eles, tentar comprar indulgências judiciais.
António Marinho e Pinto, in Jornal de Notícias (sublinhados meus)
Logo após surgir na Comunicação Social a informação de que as escutas de conversas telefónicas entre o primeiro-ministro e um banqueiro suspeito de envolvimento em graves crimes económicos tinham sido remetidas pelo Ministério Público ao presidente do Supremo Tribunal de Justiça para validação processual a ministra da Justiça entrou em cena com a subtileza que lhe é peculiar. Primeiro declarou que era preciso mexer na legislação sobre o segredo de justiça (quando as vítimas das violações do segredo de justiça eram outras ela dizia que a impunidade acabou) e logo de seguida "solicitou" à Procuradoria-Geral da República que viesse ilibar publicamente o primeiro-ministro e líder do seu partido, o que a PGR prontamente fez garantindo não existir contra ele «quaisquer suspeitas da prática de ilícitos de natureza criminal».
Sublinhe-se que, nos termos da lei (artigo 87, n.0º 13 do CPP), "a prestação de esclarecimentos públicos pela autoridade judiciária" em processos cobertos pelo segredo de justiça só pode ocorrer a "pedido de pessoas publicamente postas em causa" ou então para "garantir a segurança de pessoas e bens ou a tranquilidade pública". Uma vez que nenhum dos escutados (PM e banqueiro) solicitou tais esclarecimentos, os mesmos só podem ter sido "solicitados" e prestados com o nobre intuito de garantir a "segurança" e a "tranquilidade" de todos nós. Mas a PGR foi mais longe e informou que também "foi instaurado o competente inquérito, tendo em vista a investigação do crime de violação de segredo de justiça". Não há como ser zeloso!...
Num segundo momento, a ministra da Justiça (que não chegou a vice--presidente do PSD pela cor dos olhos ou dos cabelos) tratou, no maior sigilo, de tomar outras medidas mais eficazes, prometendo aos magistrados que continuarão a usufruir do privilégio de poderem viajar gratuitamente nos transportes públicos, incluindo na primeira classe dos comboios Alfa. Para isso garantiu-lhes (sempre no maior segredo) que o Governo iria retirar da Lei do Orçamento a norma que punha fim a esse privilégio. O facto de o Orçamento já estar na Assembleia da República não constitui óbice, pois, para a ministra, a função do Parlamento é apenas a de acatar, submisso, as pretensões dos membros do Governo, incluindo os acordos estabelecidos à sorrelfa com castas de privilegiados.
Mas, mais escandaloso do que esse sigiloso acordo político-judicial é a manutenção para todos os magistrados de um estatuto de jubilação que faz com que, mesmo depois de aposentados, mantenham até morrer direitos e regalias próprios de quem está a trabalhar. E ainda mais vergonhoso do que tudo isso é a continuidade de privilégios remuneratórios absolutamente inconcebíveis num regime democrático, sobretudo em períodos de crise e de austeridade como o atual.
O primeiro-ministro, se ainda possui alguma réstia de dignidade e de moralidade, tem de explicar por que é que os magistrados continuam a não pagar impostos sobre uma parte significativa das suas retribuições; tem de explicar por que é que recebem mais de sete mil euros por ano como subsídio de habitação; tem de explicar por que é que essa remuneração está isenta de tributação, sobretudo quando o Governo aumenta asfixiantemente os impostos sobre o trabalho e se propõe cortar mais de mil milhões de euros nos apoios sociais, nomeadamente no subsídio de desemprego, no rendimento social de inserção, nos cheques-dentista para crianças e - pasme-se - no complemento solidário para idosos, ou seja, para aquelas pessoas que já não podem deslocar-se, alimentar- -se nem fazer a sua higiene pessoal.
O primeiro-ministro terá também de explicar ao país por que é que os juízes e os procuradores do STJ, do STA, do Tribunal Constitucional e do Tribunal de Contas, além de todas aquelas regalias, ainda têm o privilégio de receber ajudas de custas (de montante igual ao recebido pelos membros do Governo) por cada dia em que vão aos respetivos tribunais, ou seja, ao seus locais de trabalho.
Se o não fizer, ficaremos todos, legitimamente, a suspeitar que o primeiro-ministro só mantém esses privilégios com o fito de, com eles, tentar comprar indulgências judiciais.
António Marinho e Pinto, in Jornal de Notícias (sublinhados meus)
Sunday, October 28, 2012
Saturday, October 27, 2012
Reformas na Suíça com tecto máximo de 1700 euros
Na Suíça, ao contrário de Portugal, não há reformas de luxo. Para evitar a ruína
da Segurança Social, o governo helvético fixou que o máximo que um suíço pode
receber de reforma são 1700 euros. E assim, sobra dinheiro para distribuir pelas
pensões mais baixas. Noé Monteiro, RTP
Esta notícia foi tratada apenas em telejornais com pouca audiência para evitar, naturalmente, o "contágio". Porque será?
Os suíços, vejam lá... não deixam os senhores políticos, gestores públicos, juízes, militares, médicos e outros aposentados receber reformas "pornográficas" de vários milhares de euros/mês...!
Porque será?
Talvez porque na Suíça existe uma coisa chamada ÉTICA, e que não só existe como é constantemente supervisionada e posta em prática pelos cidadãos, nomeadamente através de um "instrumento" basilar da democracia chamado REFERENDO.
Thursday, October 25, 2012
For long distance lovers...!
Esta notícia - pela novidade e, de certo modo, pela similaridade - fez-me recuar no tempo, algumas décadas atrás... Lembro-me perfeitamente de ouvir na rádio que tinha sido inventado no Japão um aparelho que permitia enviar textos, gráficos ou desenhos de um local para outro, independentemente da distância: estou-me a referir obviamente ao hoje banalíssimo aparelho de "fax", e que na altura me deixou literalmente de "boca aberta", perguntando-me então como era possível tal coisa?!
Este novo "gadget" - que ainda não está à venda, mas já aceita pré-encomendas, com entregas previstas para o início de 2013 - permite ao casal separado pela distância, simular em tempo real, relações sexuais com recurso a "smartphones" + APP.
E esta, hein?!... Mais informações em LovePalz.
P.s.: não é por nada, mas conheço alguém a quem isto dava um jeitão!...
Tuesday, October 23, 2012
Estamos fartos de comentadores que comentam sobre o que não sabem.
"Carta aberta ao Exmo sr Jornalista Camilo Lourenço - jornal de negócios
Exmo.
Li no jornal de negócios o seu comentário sobre emigração, a propósito das notícias sobre a emigração do Enfº Pedro Marques.
Concordo com o que diz sobre a valorização que os jornalistas, muitas vezes roçando a falta de ética, fazem do drama. O problema aqui no entanto é o
utro. É certo que uma experiência no estrangeiro é interessante como aprendizagem, como processo de valorização pessoal (até para si: porque não emigra?). Mas também é verdade que quando um país ou uma organização produz um qualquer bem, pretende obter uma receita marginal que compense, pelo menos, o investimento realizado. Por outro lado se o bem produzido serve, na organização ou no estado, para a produção de outros bens cujo valor marginal é superior à receita marginal que se obteria pela venda desse bem (neste caso emigração de um ou vários profissionais altamente qualificados) então a organização ou o estado deve ponderar a saída desse bem. (estamos a falar de custo de oportunidade, sabe o que é?)
Serve isto para lhe dizer que em Portugal existe um defice de enfermeiros e, portanto de cuidados de enfermagem, em todos os níveis do sistema de saúde, existindo já aquilo a que eu chamo racionamento deste bem, o que vem a produzir ineficiência em todo o sistema porque sendo negado o acesso a estes cuidados, como está acontecer, os resultados em saúde vão ser naturalmente inferiores. Existem dados p.e. em Inglaterra que demonstram que um enfermeiro incrementa um valor anual médio de 38000 £ no sistema, o sistema obtém lucro. Talvez por isso os ingleses estejam a importar enfermeiros elogo aqueles que todos dizem ser os melhores preparados. Não pagam a sua formação e obtêm a receita que advém da sua intervenção.
Sabe, na maioria dos hospitais portugueses, existem serviços com 33 doentes (idosos , muito dependentes...) que têm apenas 3 enfermeiros para os cuidar em alguns turnos. O que vem a seguir? O sr Jornalista não sabe. Mas para dar opiniões deveria saber. Deveria fundamentar-se. Mas eu digo como utente, porque me preocupo, o que vem a seguir são as infecções nosocomiais que matam hoje mais do que os acidentes, as úlceras de pressão que aumentam os dias de internamento, aumenta a mortalidade e portanto, que mais não fosse por isto, existe produção de eficiência se o número de enfermeiros fosse o que dizem as recomendações internacionais para as dotações seguras. Sabe uma úlcera de pressão (se calhar não sabe o que é) faz aumentar em média cerca de 4 dias o tempo de internamento, o que significa que uma úlcera de pressão, só em hotelaria, custa em média, devido a esse aumento de dias, 1600€, isto significa que um enfermeiro no sistema que evite uma úlcera de pressão por mês paga-se a ele e á sua formação.
Penso que isto diz muito do que está a acontecer hoje no nosso sistema de saúde. Sr Jornalista os doentes são internados nos hospitais porque precisam de cuidados de enfermagem, senão precisassem de vigilância de manutenção, de conforto de bem-estar, que o substituam naquilo que ele não é capaz de fazer e que o capacitem para retomar essa capacidade ou a adaptar-se outra forma de vida, então os doentes iam para casa e eram tratados em ambulatório. Mas o que acontece é que em Portugal existem serviços que têm mais médicos do que enfermeiros. Onde está a eficiência? Onde está a universalidade de acesso aos cuidados?
Sabe sr. Jornalista, nos países do norte da europa, que são países de bem-estar, o ratio de enfermeiros é de 12 a 14 por mil habitantes. No nosso caso é cerca de 5 por mil, já o número de médicos inverte-se na comparação. Claro que o reflexo disto é este: enquanto lá o gasto em medicamentos anda pelos 9% dos gastos em saúde enquanto que entre nós esse gasto anda próximo dos 30%.
Sabe sr. Jornalista (com vontade de ser economista) o drama a que se refere é este. Era a este drama que o sr. E os seus colegas deviam dar eco. A não ser que pense que morrendo, os idosos e as pessoas deixam de ser um peso para sociedade. Já não temos que lhes pagar a reforma, já não temos que lhes pagar os medicamentos os cuidados etc.
Sabe sr jornalista o país do liberalismo que o sr defende mantém sem acesso a cuidados de saúde cerca de 50 milhões de cidadãos. Portanto se gosta tanto desse país, porque não emigra o sr? de preferência para esse país e vá trabalhar para um jornal de aldeia onde os jornalistas como o sr não têm concerteza os seguros que têm os magnatas.
Emigre sr jornalista para aprender o que é viver assim.
Estamos fartos de comentadores que comentam sobre o que não sabem.
Emigre sr jornalista ou então fundamente melhor as suas opiniões.
Cordiais cumprimentos
Fernando Amaral
(Nota: Fernando Amaral é Professor Coordenador na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra)
Sunday, October 21, 2012
"O pior de tudo é a sua inutilidade"
Daqui a seis meses, mais dia menos dia, ou até antes, ver-se-á que tudo está,
nem sequer na mesma, mas pior. E foram mais seis meses de sacrifícios sem
sentido para milhões de portugueses, o Sísifo empurrando a pedra eternamente,
como punição infernal "por viver acima das suas posses". Nessa altura, ou
antes, o governo cai, os governantes voltam ao "privado" de onde nunca saíram,
uns por cima como mandantes, outros por baixo como empregados, o sistema
político sofre de uma "italianização" nas urnas, se o caminho for de eleições, e
cada peça do corpo institucional, Presidente, partidos, Tribunal, ficará a
contorcer-se para o seu lado, sem nexo. E este não é o pior cenário. Há pior. O
problema é que todos sabem disto e ninguém faz nada.
José Pacheco Pereira in Abrupto
José Pacheco Pereira in Abrupto
Pacheco Pereira, com a lucidez que lhe é habitual, tem retratado nos seus mais diversos escritos (blogue, revistas e jornais) o descalabro que (previsivelmente?) tem vindo a acontecer ao nosso país. Ele, que foi tão cáustico com o anterior PM (eu próprio discordei então de algumas das suas opiniões e convicções mais exacerbadas), não tem poupado críticas e denúncias aos consecutivos disparates - para não dizer algo mais duro - com que o actual executivo nos tem brindado, não obstante serem da mesma cor política. O que, no meu entender, só abona a favor da sua isenção e independência.
Thursday, October 18, 2012
Music was my first love!...
Neste início de outono frio e, por vezes, chuvoso, onde o sol espreita de tempos a tempos como que a medo, nada como uma melodia leve, alegre e fresca para nos pôr bem dispostos!
Wednesday, October 17, 2012
Frases assassinas - VII
No fundo, bem no fundo, estão a imolar-se países para que a Banca se salve. Pune-se o consumidor, o junkie mais que inveterado, mas poupa-se o dealer, a bem do negócio. Só a corrupção passiva merece, assim, repreensão e castigo. A activa passa por virtude empresarial e mais valia económica.
Gamado ao Dragão
Sunday, October 14, 2012
Wednesday, October 10, 2012
Comprar um pouco de prazer...!
Uma criança está dentro do carro do seu pai, quando avista duas prostitutas na rua...
- Pai, quem são aquelas senhoras?
O pai, meio embaraçado, responde:
- Não interessa, filho... Olha, antes, para esta loja... Já viste os brinquedos, tão lindos?
- Sim, sim, já vi. Mas... quem são as senhoras e o que fazem ali, paradas?
- São... são... São senhoras que vendem na rua.
- Ah, sim?! Mas, vendem o quê?
Pergunta, admirado, o garoto.
- Vendem... vendem... Sei lá... vendem um pouco de prazer!
O garoto começa a reflectir sobre o que o pai lhe disse, e, quando chega a casa, abre a sua carteira com a intenção de ir comprar um pouco de prazer. Está com sorte! Pode comprar 25 Euros de prazer! No dia seguinte, vai ver uma prostituta e pergunta-lhe:
- Desculpe, minha senhora, mas pode-me vender 25 Euros de prazer, por favor?
A mulher fica admirada, e, por momentos, não sabe o que dizer, como a vida está difícil, ela aceita, leva o garoto para sua casa e prepara-lhe seis tortas de morango.
Já era tarde, quando o garoto chegou a casa.
O pai, preocupado pela demora do filho, pergunta-lhe onde ele tinha estado.
O garoto olha para o pai e diz:
- Fui ver as senhoras que nós vimos ontem, para comprar um pouco de prazer!
O pai fica amarelo!
E... e então... como é que se passou?
- Bom, com as quatro primeiras não tive dificuldade. Com a quinta levei quase uma hora, tive que empurrar com o dedo, mas comi-a, mesmo assim. Com a sexta foi com muito sacrifício! No fim, estava todo lambuzado...Até derramei creme, por todo o chão, mas fui convidado a voltar amanhã... Posso ir?
O pai caiu de costas...
Sunday, October 07, 2012
Just Kids 2
C'était l'été de la mort de Coltrane, l'été de l'amour et des émeutes, quand une rencontre fortuite à Brooklyn guida deux jeunes gens dans la vie de bohème, sur la voie de l'art. Patti Smith et Robert Mapplethorpe avaient vingt ans; elle deviendrait poète et performeuse, il serait photographe.
À cette époque d'intense créativité, les univers de la poésie, du rock and roll et du sexe s'entrechoquent. Le couple fréquente la cour d'Andy Warhol, intègre au Chelsea Hotel une communauté d'artistes et de marginaux hauts en couleur, croise Allen Ginsberg, Janis Joplin, Lou Reed...
... "Nous avions notre travail, et notre amour. Nous n'avions pas d'argent pour aller voir des concerts ou des films, pas d'argent pour acheter des disques, mais nous passions et repassions inlassablement ceux que nous avions. Nous écoutions Madame Butterfly chanté par Eleanor Steber. A Love Supreme. Between the Buttons. Joan Baez et Blonde on Blonde. Robert m'a fait découvrir ses albums préférés - Vanilla Fudge, Tim Buckley, Tim Hardin - et son History of Motown a fourni la bande-son de nos nuits de liesse commune"
Parte do posfacio e extracto do livro "Just Kids" de Patti Smith
Tuesday, September 18, 2012
Music was my first love...
Faleceu em Mafra, com 79 anos de idade, o grande cantor, poeta e antifascista Luiz Goes, uma das referências do fado/canção de Coimbra...
Tuesday, September 11, 2012
Puxão de orelhas a Pedro Passos Coelho
CARTA AO PRIMEIRO-MINISTRO DE PORTUGAL
Exmo. Senhor Primeiro Ministro
Hesitei muito em dirigir-lhe estas palavras, que mais não dão do que uma pálida ideia da onda de indignação que varre o país, de norte a sul, e de leste a oeste. Além do mais, não é meu costume nem vocação escrever coisas de cariz político, mais me inclinando para o pelouro cultural. Mas há momentos em que, mesmo que não vamos nós ao encontro da política, vem ela, irresistivelmente, ao nosso encontro. E, então, não há que fugir-lhe.
Para ser inteiramente franco, escrevo-lhe, não tanto por acreditar que vá ter em V. Exa. qualquer efeito — todo o vosso comportamento, neste primeiro ano de governo, traindo, inescrupulosamente, todas as promessas feitas em campanha eleitoral, não convida à esperança numa reviravolta! — mas, antes, para ficar de bem com a minha consciência. Tenho 82 anos e pouco me restará de vida, o que significa que, a mim, já pouco mal poderá infligir V. Exa. e o algum que me inflija será sempre de curta duração. É aquilo a que costumo chamar “as vantagens do túmulo” ou, se preferir, a coragem que dá a proximidade do túmulo. Tanto o que me dê como o que me tire será sempre de curta duração. Não será, pois, de mim que falo, mesmo quando use, na frase, o “odioso eu”, a que aludia Pascal.
Mas tenho, como disse, 82 anos e, portanto, uma alongada e bem vivida experiência da velhice — a minha e da dos meus amigos e familiares. A velhice é um pouco — ou é muito – a experiência de uma contínua e ininterrupta perda de poderes. “Desistir é a derradeira tragédia”, disse um escritor pouco conhecido. Desistir é aquilo que vão fazendo, sem cessar, os que envelhecem. Desistir, palavra horrível. Estamos no verão, no momento em que escrevo isto, e acorrem-me as palavras tremendas de um grande poeta inglês do século XX (Eliot): “Um velho, num mês de secura”... A velhice, encarquilhando-se, no meio da desolação e da secura. É para isto que servem os poetas: para encontrarem, em poucas palavras, a medalha eficaz e definitiva para uma situação, uma visão, uma emoção ou uma ideia.
A velhice, Senhor Primeiro Ministro, é, com as dores que arrasta — as físicas, as emotivas e as morais — um período bem difícil de atravessar. Já alguém a definiu como o departamento dos doentes externos do Purgatório. E uma grande contista da Nova Zelândia, que dava pelo nome de Katherine Mansfield, com a afinada sensibilidade e sabedoria da vida, de que V. Exa. e o seu governo parecem ter défice, observou, num dos contos singulares do seu belíssimo livro intitulado The Garden Party: “O velho Sr. Neave achava-se demasiado velho para a primavera.” Ser velho é também isto: acharmos que a primavera já não é para nós, que não temos direito a ela, que estamos a mais, dentro dela... Já foi nossa, já, de certo modo, nos definiu. Hoje, não. Hoje, sentimos que já não interessamos, que, até, incomodamos. Todo o discurso político de V. Exas., os do governo, todas as vossas decisões apontam na mesma direcção: mandar-nos para o cimo da montanha, embrulhados em metade de uma velha manta, à espera de que o urso lendário (ou o frio) venha tomar conta de nós. Cortam-nos tudo, o conforto, o direito de nos sentirmos, não digo amados (seria muito), mas, de algum modo, utilizáveis: sempre temos umas pitadas de sabedoria caseira a propiciar aos mais estouvados e impulsivos da nova casta que nos assola. Mas não. Pessoas, como eu, estiveram, até depois dos 65 anos, sem gastar um tostão ao Estado, com a sua saúde ou com a falta dela. Sempre, no entanto, descontando uma fatia pesada do seu salário, para uma ADSE, que talvez nos fosse útil, num período de necessidade, que se foi desejando longínquo. Chegado, já sobre o tarde, o momento de alguma necessidade, tudo nos é retirado, sem uma atenção, pequena que fosse, ao contrato anteriormente firmado. É quando mais necessitamos, para lutar contra a doença, contra a dor e contra o isolamento gradativamente crescente, que nos constituímos em alvo favorito do tiroteio fiscal: subsídios (que não passavam de uma forma de disfarçar a incompetência salarial), comparticipações nos custos da saúde, actualizações salariais — tudo pela borda fora. Incluindo, também, esse papel embaraçoso que é a Constituição, particularmente odiada por estes novos fundibulários. O que é preciso é salvar os ricos, os bancos, que andaram a brincar à Dona Branca com o nosso dinheiro e as empresas de tubarões, que enriquecem sem arriscar um cabelo, em simbiose sinistra com um Estado que dá o que não é dele e paga o que diz não ter, para que eles enriqueçam mais, passando a fruir o que também não é deles, porque até é nosso.
Já alguém, aludindo à mesma falta de sensibilidade de que V. Exa. dá provas, em relação à velhice e aos seus poderes decrescentes e mal apoiados, sugeriu, com humor ferino, que se atirassem os velhos e os reformados para asilos desguarnecidos, situados, de preferência, em andares altos de prédios muito altos: de um 14º andar, explicava, a desolação que se comtempla até passa por paisagem. V. Exa. e os do seu governo exibem uma sensibilidade muito, mas mesmo muito, neste gosto. V. Exas. transformam a velhice num crime punível pela medida grande. As políticas radicais de V. Exa, e do seu robôtico Ministro das Finanças — sim, porque a Troika informou que as políticas são vossas e não deles... — têm levado a isto: a uma total anestesia das antenas sociais ou simplesmente humanas, que caracterizam aqueles grandes políticos e estadistas que a História não confina a míseras notas de pé de página.
Falei da velhice porque é o pelouro que, de momento, tenho mais à mão. Mas o sofrimento devastador, que o fundamentalismo ideológico de V. Exa. está desencadear pelo país fora, afecta muito mais do que a fatia dos velhos e reformados. Jovens sem emprego e sem futuro à vista, homens e mulheres de todas as idades e de todos os caminhos da vida — tudo é queimado no altar ideológico onde arde a chama de um dogma cego à fria realidade dos factos e dos resultados. Dizia Joan Ruddock não acreditar que radicalismo e bom senso fossem incompatíveis. V. Exa. e o seu governo provam que o são: não há forma de conviverem pacificamente. Nisto, estou muito de acordo com a sensatez do antigo ministro conservador inglês, Francis Pym, que teve a ousadia de avisar a Primeira Ministra Margaret Thatcher (uma expoente do extremismo neoliberal), nestes termos: “Extremismo e conservantismo são termos contraditórios”. Pym pagou, é claro, a factura: se a memória me não engana, foi o primeiro membro do primeiro governo de Thatcher a ser despedido, sem apelo nem agravo. A “conservadora” Margaret Thatcher — como o “conservador” Passos Coelho — quis misturar água com azeite, isto é, conservantismo e extremismo. Claro que não dá.
Alguém observava que os americanos ficavam muito admirados quando se sabiam odiados. É possível que, no governo e no partido a que V. Exa. preside, a maior parte dos seus constituintes não se aperceba bem (ou, apercebendo-se, não compreenda), de que lavra, no país, um grande incêndio de ressentimento e ódio. Darei a V. Exa. — e com isto termino — uma pista para um bom entendimento do que se está a passar. Atribuíram-se ao Papa Gregório VII estas palavras: “Eu amei a justiça e odiei a iniquidade: por isso, morro no exílio.” Uma grande parte da população portuguesa, hoje, sente-se exilada no seu próprio país, pelo delito de pedir mais justiça e mais equidade. Tanto uma como outra se fazem, cada dia, mais invisíveis. Há nisto, é claro, um perigo.
De V. Exa., atentamente,
Eugénio Lisboa
Sunday, September 09, 2012
Coincidências democráticas intemporais
Já repararam que quando alguém critica o
governo, seja um bispo, um responsável desportivo, um empresário “vermelho”, um
chefe dos bombeiros, uma autarca mais atrevido, vinte e quatro horas depois,
aparece alguma notícia danosa, verdadeira ou falsa, populista ou insidiosa, a
atacar a sua reputação e os seus motivos?
Os homens livres deveriam preocupar-se com a
coincidência.
José Pacheco Pereira in Abrupto
Wednesday, September 05, 2012
Music was my first love...
Para mim o grupo-revelação de 2011
Lugar
Há uma rosa no solitário da janela, champagne nos copos, Verdi no ar. O relógio parou. Eu leio-te o desejo nos olhos, tu lês-me Borges depois do amor. O lugar, que importa? Pode ser uma mansarda em Montmartre, uma villa em Scirmione, uma caverna em Matmata, uma cabine no Expresso do Oriente, uma cubata no Quénia ou um mosteiro suspenso nos Himalaias. Ou pode ser simplesmente o nosso quarto, com o mundo inteiro aos pés. O lugar somos nós, onde quer que estejamos.
Ana Vidal
Ana Vidal
Monday, September 03, 2012
Saturday, September 01, 2012
It's the Law!
Law of Mechanical Repair – After your hands become coated
with grease, your nose will begin to itch and you’ll have to pee.
Law of Gravity – Any tool, nut, bolt, screw, when dropped, will roll to the least accessible place in the universe.
Law of Probability – The probability of being watched is directly proportional to the stupidity of your act.
Law of Random Numbers – If you dial a wrong number, you never get a busy signal – and someone always answers.
Variation Law – If you change lines (or traffic lanes), the one you were in will always move faster than the one you are in now (works every time).
Law of the Bath – When the body is fully immersed in water, the telephone rings.
Law of Close Encounters – The probability of meeting someone you know INCREASES dramatically when you are with someone you don’t want to be seen with.
Law of the Result – When you try to prove to someone that a machine won’t work, IT WILL!!!
Law of Biomechanics – The severity of the itch is inversely proportional to the reach.
Law of the Theater & Hockey Arena – At any event, the people whose seats are furthest from the aisle, always arrive last. They are the ones who will leave their seats several times to go for food, beer, or the toilet and who leave early before the end of the performance or the game is over. The folks in the aisle seats come early, never move once, have long gangly legs or big bellies and stay to the bitter end of the performance. The aisle people also are very surly folk.
The Coffee Law – As soon as you sit down to a cup of hot coffee, your boss will ask you to do something which will last until the coffee is cold.
Murphy’s Law of Lockers – If there are only 2 people in a locker room, they will have adjacent lockers.
Law of Physical Surfaces – The chances of an open-faced jelly sandwich landing face down on a floor, are directly correlated to the newness and cost of the carpet or rug.
Law of Logical Argument – Anything is possible IF you don’t know what you are talking about.
Brown’s Law of Physical Appearance – If the clothes fit, they’re ugly.
Oliver’s Law of Public Speaking –A CLOSED MOUTH GATHERS NO FEET!!!
Wilson’s Law of Commercial Marketing Strategy - As soon as you find a product that you really like, they will stop making it.
Doctors’ Law – If you don’t feel well, make an appointment to go to the doctor, by the time you get there you’ll feel better.. But don’t make an appointment, and you’ll stay sick.
Thanks to Bits and Pieces
Law of Gravity – Any tool, nut, bolt, screw, when dropped, will roll to the least accessible place in the universe.
Law of Probability – The probability of being watched is directly proportional to the stupidity of your act.
Law of Random Numbers – If you dial a wrong number, you never get a busy signal – and someone always answers.
Variation Law – If you change lines (or traffic lanes), the one you were in will always move faster than the one you are in now (works every time).
Law of the Bath – When the body is fully immersed in water, the telephone rings.
Law of Close Encounters – The probability of meeting someone you know INCREASES dramatically when you are with someone you don’t want to be seen with.
Law of the Result – When you try to prove to someone that a machine won’t work, IT WILL!!!
Law of Biomechanics – The severity of the itch is inversely proportional to the reach.
Law of the Theater & Hockey Arena – At any event, the people whose seats are furthest from the aisle, always arrive last. They are the ones who will leave their seats several times to go for food, beer, or the toilet and who leave early before the end of the performance or the game is over. The folks in the aisle seats come early, never move once, have long gangly legs or big bellies and stay to the bitter end of the performance. The aisle people also are very surly folk.
The Coffee Law – As soon as you sit down to a cup of hot coffee, your boss will ask you to do something which will last until the coffee is cold.
Murphy’s Law of Lockers – If there are only 2 people in a locker room, they will have adjacent lockers.
Law of Physical Surfaces – The chances of an open-faced jelly sandwich landing face down on a floor, are directly correlated to the newness and cost of the carpet or rug.
Law of Logical Argument – Anything is possible IF you don’t know what you are talking about.
Brown’s Law of Physical Appearance – If the clothes fit, they’re ugly.
Oliver’s Law of Public Speaking –A CLOSED MOUTH GATHERS NO FEET!!!
Wilson’s Law of Commercial Marketing Strategy - As soon as you find a product that you really like, they will stop making it.
Doctors’ Law – If you don’t feel well, make an appointment to go to the doctor, by the time you get there you’ll feel better.. But don’t make an appointment, and you’ll stay sick.
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