Temas possíveis: música, humor, poesia, leituras/reflexões sociais, políticas e económicas (a ordem é irrelevante). Palavras que eu gosto e expressões fora de uso: real gana, por exemplo! Mais: aqui escreve-se à moda antiga, isto é, estou em desacordo com o "acordo" ortográfico.
Monday, May 20, 2013
Sunday, May 19, 2013
Thursday, May 16, 2013
Monday, May 13, 2013
The Top 5 Regrets of The Dying
A palliative nurse recorded the most common regrets of the dying and put her findings into a book called ‘The Top Five Regrets of The Dying.’
1. I wish I’d had the courage to live a life true to myself, not the life others expected of me.
2. I wish I hadn’t worked so hard.
3. I wish I’d had the courage to express my feelings.
4. I wish I had stayed in touch with my friends.
5. I wish that I had let myself be happier.
O artigo completo aqui
Saturday, May 11, 2013
Thursday, May 09, 2013
Quinta-feira da Ascenção
Se os passarinhos soubessem
Quando é Dia de Ascensão
Nem buliam nos seus ninhos
Nem punham os pés no chão.
O Dia da Espiga, coincidente com a Quinta-feira da Ascensão, é uma data móvel que segue o calendário litúrgico cristão.
Mas, se actualmente poucas são as pessoas que ainda vão ao campo nessa quinta-feira, abandonando as suas obrigações, para apanhar a espiga, ou que se deslocam às igrejas para participar nos preceitos religiosos próprios da data, tempos houve em que, de norte a sul do país, esta foi uma data faustosa, das mais festivas do ano, repleta de cerimónias sagradas e profanas, que em muitas zonas implicava mesmo a paragem laboral. A antiga expressão “no Dia da Ascensão nem os passarinhos bolem nos ninhos” deriva dessa tradição.
A origem gaudiosa deste dia é, contudo, muito anterior à era cristã. Este dia é um herdeiro directo de rituais gentios, realizados durante séculos, por todo o mundo mediterrâneo, em que grandiosos festivais, de intensos cantares e danças, celebravam a Primavera e consagravam a natureza.
Para os povos arcaicos, esta data, tal como todos os momentos de transição, era mágica e de sublime importância. Nela se exortava o eclodir da vida vegetal e animal, após a letargia dos meses frios, e a esperança nas novas colheitas.
A Igreja de Roma, à semelhança do que fez com outras festas ancestrais pagãs, cristianiza depois a data e esta atravessa os tempos com uma dupla acepção: como Quinta-feira de Ascensão, para os cristãos, assinalando, como o nome indica, a ascensão de Jesus ao Céu, ao fim de 40 dias; e como Dia da Espiga, ou Quinta-feira da Espiga, esta traduzindo aspectos e crenças não religiosos, mas exclusivos da esfera agrícola e familiar.
O Dia da Espiga é então o dia em que as pessoas vão ao campo apanhar a espiga, a qual não é apenas um viçoso ramo de várias plantas - cuja composição, número e significado de cada uma, varia de região para região –, guardado durante um ano, mas é também um poderoso e multifacetado amuleto, que é pendurado, por norma, na parede da cozinha ou da sala, para trazer a abundância, a alegria, a saúde e a sorte. Em muitas terras, quando faz trovoada, por exemplo, arde-se à lareira um dos pés do ramo da espiga para afastar a tormenta.
Não obstante as variações locais, de um modo geral, o ramo de espiga é composto por pés de trigo e de outros cereais, como centeio, cevada ou aveia, de oliveira, videira, papoilas, malmequeres ou outras flores campestres. E a simbologia de cada planta, comumente aceite, é a seguinte: o trigo representa o pão; o malmequer o ouro e a prata; a papoila o amor e vida; a oliveira o azeite e a paz; a videira o vinho e a alegria; e o alecrim a saúde e a força.
Além destas associações basilares ao pão e ao azeite, a espiga surge também conotada com o leite, com as proibições do trabalho e ainda com o poder da Hora, isto é, com o período de tempo que decorre entre o meio-dia e a uma hora da tarde, tomando mesmo, nalguns sítios do país a designação de Dia da Hora. Nas localidades em que assim é entendida esta quinta-feira, acredita-se que neste período do dia se manifestam os mais sagrados e encantatórios poderes da data e nas igrejas realiza-se um serviço religioso de Adoração, após o qual toca o sino. Diz a voz popular que nessa hora “as águas dos ribeiros não correm, o leite não coalha, o pão não leveda e até as folhas se cruzam” . Nalgumas povoações era também do meio-dia à uma que se colhia a espiga.
Noutras regiões ainda, esta data é dedicada ao cerimonial do leite. Na aldeia da Esperança, no concelho de Arronches, este é aliás o “Dia do Leite” e os produtores de queijo ordenham o seu gado e oferecem o leite a quem o quiser. Também em Guimarães, e em muitas freguesias do concelho de Pinhel, o leite ordenhado neste dia é oferecido ao pároco. Em Santa Eulália, no concelho de Elvas, esse leite é dado aos pobres, acreditando-se assim que a sarna não atingirá as cabras.
Nas zonas onde esta data é associada à abstenção laboral, cessam-se muitas actividades como a cozedura do pão ou a realização de negócios. Na Lousada, em Penafiel, não se cose nem se remenda e há quem deixe comida feita de véspera para não ter de cozinhar neste dia.
No que diz respeito ao sul do país, e sobretudo na actualidade, a maioria das tradições do Dia de Espiga resume-se à apanha do ramo da espiga, ao qual, em muitos sítios, se adiciona também uma fatia de pão, para que durante todo o ano não falte este alimento em casa.
Noutros tempos, era costume na cidade, as moças que estavam de criadas de servir, ainda arreigadas a antigas usanças das suas terras de origem, pedirem às patroas para que lhes concedessem licença nesse dia para irem apanhar a espiga ... não raras as vezes, um bom pretexto para irem ao encontro do namorico, pois quase sempre apenas tinham permissão de folga ao domingo. Aliás, devido em grande medida à liberdade que a festa proporcionava aos jovens nesse dia, a apanha da espiga adquiriu bem depressa um sentido mais malicioso sempre que as pessoas a ela se referem.
Fontes: Núcleo Documentação Municipal da C.M. Évora, e AUREN
Tuesday, May 07, 2013
Monday, April 29, 2013
Vira-se o feitiço contra o feiticeiro?
... " Austerity -- the deliberate deflation of domestic wages and prices through cuts to public spending -- is designed to reduce a state’s debts and deficits, increase its economic competitiveness, and restore what is vaguely referred to as “business confidence.”
...
In line with such thinking, and following the shock of the recent financial crisis, which caused public debt to balloon, much of Europe has been pursuing austerity consistently for the past four years. The results of the experiment are now in, and they are equally consistent: austerity doesn’t work. Most of the economies on the periphery of the eurozone have been in free fall since 2009, and in the fourth quarter of 2012, the eurozone as a whole contracted for the first time ever. Portugal’s economy shrank by 1.8 percent, Italy’s fell by 0.9 percent, and even the supposed powerhouse of the region, Germany, saw its economy contract by 0.6 percent. The United Kingdom, despite not being in the eurozone, only barely escaped having the developed world’s first-ever triple-dip recession. "
MARK BLYTH is Professor of International Political Economy at Brown University
O artigo completo aqui.
...
In line with such thinking, and following the shock of the recent financial crisis, which caused public debt to balloon, much of Europe has been pursuing austerity consistently for the past four years. The results of the experiment are now in, and they are equally consistent: austerity doesn’t work. Most of the economies on the periphery of the eurozone have been in free fall since 2009, and in the fourth quarter of 2012, the eurozone as a whole contracted for the first time ever. Portugal’s economy shrank by 1.8 percent, Italy’s fell by 0.9 percent, and even the supposed powerhouse of the region, Germany, saw its economy contract by 0.6 percent. The United Kingdom, despite not being in the eurozone, only barely escaped having the developed world’s first-ever triple-dip recession. "
MARK BLYTH is Professor of International Political Economy at Brown University
O artigo completo aqui.
Saturday, April 27, 2013
Fingimentos
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
Fernando Pessoa - 01.04.1931
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
Fernando Pessoa - 01.04.1931
Friday, April 26, 2013
PROCURO ALGUEM COMO TU
Possivelmente estarás a dormir quando te escrevo esta carta, são 4.04 da manhã. Falei contigo hoje por duas vezes e por duas vezes tive a mesma sensação de perceber que tudo aquilo que eu quero é algo muito parecido a ti. Não sei se és tu, mas parece-me que a haver alguém com as tuas características, é essa pessoa que eu quero. Quero alguém como tu e desde que te conheci que a procuro de forma incansável, na esperança que alguém se assemelhe a ti, que se aproxime do que sinto por ti, que me saiba a ti, que me deixe a pensar-te, a imaginar-te o que fazes a esta hora, onde e como estarás. Mas isto, sem que não o percebas e não te incomodes mais, de forma a que sejamos só amigos como tu pretendes. Sejamos claros, a remax em vez de vender andares e colocar outdoors pelas cidades inteiras à procura de compradores de cimento e tijolos e cozinhas nouvelle vague ou lá o que é, devia dedicar-se ao amor e ajudar-me a procurar alguém como tu – apenas isso - de forma a que continuasses a tua vida sem que alguma vez percebesses que é a ti que eu quero e procuro. A remax, a century 21, a Era, essas imobiliárias de betão, deveriam ajudar-me a procurar alguém igual a ti, em vez de um t2 com vista para o mar, de um andar com 5 assoalhadas, de jardins sustentáveis e condomínios fechados e o diabo a quatro. O melhor vendedor da remax que se chama Nuno Gomes, se fosse mesmo o melhor da Europa como dizem que é, poderia ajudar-me nisto: A procurar alguém igual a ti, colocando em todos os outdoors de Lisboa que têm para o efeito, um anúncio em letras grandes à qual se juntaria a tua foto que diria “Procura-se mulher igual a esta”. E posto isto, deixaria o seu habitual número para lhe chegassem propostas e em todas elas, eu, com tudo o que tinha, hipotecava o que houvesse, desde o recheio da casa, à minha modesta conta ordenado, à minha roupa, aos meus haveres, às minhas acções, desde as boas às más, desde o meu quarto à sala de estar, a este escritório, a este computador, a esta camisa que uso, a este teclado com que agora te escrevo.
Procuro alguém igual a ti, peço-te ajuda para isso, não quero interromper a tua vida nem mudá-la, nem sequer fazer perder-te muito mais tempo, desde que me garantas que me arranjas alguém igual a ti. Mas tem que ser igual, exactamente igual. Promete-me isso, quero esse riso na minha vida, quero essas provocações parvas, quero esse teu voluntarismo desinteressado, quero essa cara, esses olhos, esse cabelo, esse foda-se na ponta da língua. Mas não te quero a ti que tens mais que fazer. Esta carta é um pedido de ajuda por isso, porque não é a ti que eu quero, quero isso sim, alguém como tu, alguém que nunca a Remax saberá encontrar.
Fernando Alvim
Saturday, April 20, 2013
Poema (com bolinha vermelha no canto superior direito)
Para foder
"Para foder, nestes tempos que correm, parece que é preciso um escafandro. As pessoas pensam muito em foder. E sofrem muito quando não fodem. Quem não pensa em foder está fodido. Mas as pessoas fodem e não são felizes.”
in Obra > Adília Lopes
"Para foder, nestes tempos que correm, parece que é preciso um escafandro. As pessoas pensam muito em foder. E sofrem muito quando não fodem. Quem não pensa em foder está fodido. Mas as pessoas fodem e não são felizes.”
in Obra > Adília Lopes
Saturday, April 13, 2013
História de loiros!
José era louro, estúpido e muito tímido, mas arranjou uma namorada num dia de inspiração.
Um dia, saíram de carro para um passeio pela Costa da Caparica.
Depois de andarem alguns kms, o José ganhou coragem e pôs a mão nas pernas dela.
E ela disse: se quiseres, podes ir mais longe...
Animado, José foi até à Fonte da Telha...
Um dia, saíram de carro para um passeio pela Costa da Caparica.
Depois de andarem alguns kms, o José ganhou coragem e pôs a mão nas pernas dela.
E ela disse: se quiseres, podes ir mais longe...
Animado, José foi até à Fonte da Telha...
Friday, April 05, 2013
Lá vem besteira!
Apresenta-se no palco um homem com um crocodilo.
Depois de agradecer os aplausos, o homem pega num cacetete, dá uma leve
pancada na cabeça do crocodilo e este abre a boca.O homem abre a calça, ajoelha-se e coloca o pênis na boca do crocodilo.
Começam a rufar os tambores e o público faz silêncio total.
O homem então dá segunda cacetada na cabeça do crocodilo..Este começa a fechar a boca lentamente.
-- Uaaahhh!!! - ouve-se a platéia.O crocodilo, quando está quase a fechar a boca totalmente, pára!!!
Na platéia o silêncio é geral. Apenas se ouve o rufar dos tambores.O homem dá uma terceira paulada na cabeça do crocodilo e este abre
totalmente a boca.
O público explode em aplausos e a orquestra começa a tocar.O homem põe-se de pé, fecha a calça, e num tom desafiador pergunta aos
espectadores:
-- Alguém é capaz de fazer isto?
Aí, responde uma LOURA da platéia:
-- Eu faço!!! Só não gosto que me batam na cabeça.
Depois de agradecer os aplausos, o homem pega num cacetete, dá uma leve
pancada na cabeça do crocodilo e este abre a boca.O homem abre a calça, ajoelha-se e coloca o pênis na boca do crocodilo.
Começam a rufar os tambores e o público faz silêncio total.
O homem então dá segunda cacetada na cabeça do crocodilo..Este começa a fechar a boca lentamente.
-- Uaaahhh!!! - ouve-se a platéia.O crocodilo, quando está quase a fechar a boca totalmente, pára!!!
Na platéia o silêncio é geral. Apenas se ouve o rufar dos tambores.O homem dá uma terceira paulada na cabeça do crocodilo e este abre
totalmente a boca.
O público explode em aplausos e a orquestra começa a tocar.O homem põe-se de pé, fecha a calça, e num tom desafiador pergunta aos
espectadores:
-- Alguém é capaz de fazer isto?
Aí, responde uma LOURA da platéia:
-- Eu faço!!! Só não gosto que me batam na cabeça.
Subscribe to:
Comments (Atom)






