Temas possíveis: música, humor, poesia, leituras/reflexões sociais, políticas e económicas (a ordem é irrelevante). Palavras que eu gosto e expressões fora de uso: real gana, por exemplo! Mais: aqui escreve-se à moda antiga, isto é, estou em desacordo com o "acordo" ortográfico.
Thursday, May 09, 2013
Tuesday, May 07, 2013
Monday, April 29, 2013
Vira-se o feitiço contra o feiticeiro?
... " Austerity -- the deliberate deflation of domestic wages and prices through cuts to public spending -- is designed to reduce a state’s debts and deficits, increase its economic competitiveness, and restore what is vaguely referred to as “business confidence.”
...
In line with such thinking, and following the shock of the recent financial crisis, which caused public debt to balloon, much of Europe has been pursuing austerity consistently for the past four years. The results of the experiment are now in, and they are equally consistent: austerity doesn’t work. Most of the economies on the periphery of the eurozone have been in free fall since 2009, and in the fourth quarter of 2012, the eurozone as a whole contracted for the first time ever. Portugal’s economy shrank by 1.8 percent, Italy’s fell by 0.9 percent, and even the supposed powerhouse of the region, Germany, saw its economy contract by 0.6 percent. The United Kingdom, despite not being in the eurozone, only barely escaped having the developed world’s first-ever triple-dip recession. "
MARK BLYTH is Professor of International Political Economy at Brown University
O artigo completo aqui.
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In line with such thinking, and following the shock of the recent financial crisis, which caused public debt to balloon, much of Europe has been pursuing austerity consistently for the past four years. The results of the experiment are now in, and they are equally consistent: austerity doesn’t work. Most of the economies on the periphery of the eurozone have been in free fall since 2009, and in the fourth quarter of 2012, the eurozone as a whole contracted for the first time ever. Portugal’s economy shrank by 1.8 percent, Italy’s fell by 0.9 percent, and even the supposed powerhouse of the region, Germany, saw its economy contract by 0.6 percent. The United Kingdom, despite not being in the eurozone, only barely escaped having the developed world’s first-ever triple-dip recession. "
MARK BLYTH is Professor of International Political Economy at Brown University
O artigo completo aqui.
Saturday, April 27, 2013
Fingimentos
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
Fernando Pessoa - 01.04.1931
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
Fernando Pessoa - 01.04.1931
Friday, April 26, 2013
PROCURO ALGUEM COMO TU
Possivelmente estarás a dormir quando te escrevo esta carta, são 4.04 da manhã. Falei contigo hoje por duas vezes e por duas vezes tive a mesma sensação de perceber que tudo aquilo que eu quero é algo muito parecido a ti. Não sei se és tu, mas parece-me que a haver alguém com as tuas características, é essa pessoa que eu quero. Quero alguém como tu e desde que te conheci que a procuro de forma incansável, na esperança que alguém se assemelhe a ti, que se aproxime do que sinto por ti, que me saiba a ti, que me deixe a pensar-te, a imaginar-te o que fazes a esta hora, onde e como estarás. Mas isto, sem que não o percebas e não te incomodes mais, de forma a que sejamos só amigos como tu pretendes. Sejamos claros, a remax em vez de vender andares e colocar outdoors pelas cidades inteiras à procura de compradores de cimento e tijolos e cozinhas nouvelle vague ou lá o que é, devia dedicar-se ao amor e ajudar-me a procurar alguém como tu – apenas isso - de forma a que continuasses a tua vida sem que alguma vez percebesses que é a ti que eu quero e procuro. A remax, a century 21, a Era, essas imobiliárias de betão, deveriam ajudar-me a procurar alguém igual a ti, em vez de um t2 com vista para o mar, de um andar com 5 assoalhadas, de jardins sustentáveis e condomínios fechados e o diabo a quatro. O melhor vendedor da remax que se chama Nuno Gomes, se fosse mesmo o melhor da Europa como dizem que é, poderia ajudar-me nisto: A procurar alguém igual a ti, colocando em todos os outdoors de Lisboa que têm para o efeito, um anúncio em letras grandes à qual se juntaria a tua foto que diria “Procura-se mulher igual a esta”. E posto isto, deixaria o seu habitual número para lhe chegassem propostas e em todas elas, eu, com tudo o que tinha, hipotecava o que houvesse, desde o recheio da casa, à minha modesta conta ordenado, à minha roupa, aos meus haveres, às minhas acções, desde as boas às más, desde o meu quarto à sala de estar, a este escritório, a este computador, a esta camisa que uso, a este teclado com que agora te escrevo.
Procuro alguém igual a ti, peço-te ajuda para isso, não quero interromper a tua vida nem mudá-la, nem sequer fazer perder-te muito mais tempo, desde que me garantas que me arranjas alguém igual a ti. Mas tem que ser igual, exactamente igual. Promete-me isso, quero esse riso na minha vida, quero essas provocações parvas, quero esse teu voluntarismo desinteressado, quero essa cara, esses olhos, esse cabelo, esse foda-se na ponta da língua. Mas não te quero a ti que tens mais que fazer. Esta carta é um pedido de ajuda por isso, porque não é a ti que eu quero, quero isso sim, alguém como tu, alguém que nunca a Remax saberá encontrar.
Fernando Alvim
Saturday, April 20, 2013
Poema (com bolinha vermelha no canto superior direito)
Para foder
"Para foder, nestes tempos que correm, parece que é preciso um escafandro. As pessoas pensam muito em foder. E sofrem muito quando não fodem. Quem não pensa em foder está fodido. Mas as pessoas fodem e não são felizes.”
in Obra > Adília Lopes
"Para foder, nestes tempos que correm, parece que é preciso um escafandro. As pessoas pensam muito em foder. E sofrem muito quando não fodem. Quem não pensa em foder está fodido. Mas as pessoas fodem e não são felizes.”
in Obra > Adília Lopes
Saturday, April 13, 2013
História de loiros!
José era louro, estúpido e muito tímido, mas arranjou uma namorada num dia de inspiração.
Um dia, saíram de carro para um passeio pela Costa da Caparica.
Depois de andarem alguns kms, o José ganhou coragem e pôs a mão nas pernas dela.
E ela disse: se quiseres, podes ir mais longe...
Animado, José foi até à Fonte da Telha...
Um dia, saíram de carro para um passeio pela Costa da Caparica.
Depois de andarem alguns kms, o José ganhou coragem e pôs a mão nas pernas dela.
E ela disse: se quiseres, podes ir mais longe...
Animado, José foi até à Fonte da Telha...
Friday, April 05, 2013
Lá vem besteira!
Apresenta-se no palco um homem com um crocodilo.
Depois de agradecer os aplausos, o homem pega num cacetete, dá uma leve
pancada na cabeça do crocodilo e este abre a boca.O homem abre a calça, ajoelha-se e coloca o pênis na boca do crocodilo.
Começam a rufar os tambores e o público faz silêncio total.
O homem então dá segunda cacetada na cabeça do crocodilo..Este começa a fechar a boca lentamente.
-- Uaaahhh!!! - ouve-se a platéia.O crocodilo, quando está quase a fechar a boca totalmente, pára!!!
Na platéia o silêncio é geral. Apenas se ouve o rufar dos tambores.O homem dá uma terceira paulada na cabeça do crocodilo e este abre
totalmente a boca.
O público explode em aplausos e a orquestra começa a tocar.O homem põe-se de pé, fecha a calça, e num tom desafiador pergunta aos
espectadores:
-- Alguém é capaz de fazer isto?
Aí, responde uma LOURA da platéia:
-- Eu faço!!! Só não gosto que me batam na cabeça.
Depois de agradecer os aplausos, o homem pega num cacetete, dá uma leve
pancada na cabeça do crocodilo e este abre a boca.O homem abre a calça, ajoelha-se e coloca o pênis na boca do crocodilo.
Começam a rufar os tambores e o público faz silêncio total.
O homem então dá segunda cacetada na cabeça do crocodilo..Este começa a fechar a boca lentamente.
-- Uaaahhh!!! - ouve-se a platéia.O crocodilo, quando está quase a fechar a boca totalmente, pára!!!
Na platéia o silêncio é geral. Apenas se ouve o rufar dos tambores.O homem dá uma terceira paulada na cabeça do crocodilo e este abre
totalmente a boca.
O público explode em aplausos e a orquestra começa a tocar.O homem põe-se de pé, fecha a calça, e num tom desafiador pergunta aos
espectadores:
-- Alguém é capaz de fazer isto?
Aí, responde uma LOURA da platéia:
-- Eu faço!!! Só não gosto que me batam na cabeça.
Thursday, April 04, 2013
Music was my first love...
Por isso esta noite fiz esta canção para resolver o meu problema de expressão
Wednesday, March 27, 2013
Os europeus comem muito queijo... depois esquecem-se "das coisas"
"União Europeia morreu em Chipre"...?
Quando as tropas norte-americanas libertaram os campos de extermínio nas áreas conquistadas às tropas nazis, o general Eisenhower ordenou que as populações civis alemãs das povoações vizinhas fossem obrigadas a visitá-los. Tudo ficou documentado. Vemos civis a vomitarem. Caras chocadas e aturdidas, perante os cadáveres esqueléticos dos judeus que estavam na fila para uma incineração interrompida. A capacidade dos seres humanos se enganarem a si próprios, no plano moral, é quase tão infinita como a capacidade dos ignorantes viverem alegremente nas suas cavernas povoadas de ilusões e preconceitos. O povo alemão assistiu ao desaparecimento dos seus 600 mil judeus sem dar por isso. Viu desaparecerem os médicos, os advogados, os professores, os músicos, os cineastas, os banqueiros, os comerciantes, os cientistas, viu a hemorragia da autêntica aristocracia intelectual da Alemanha. Mas em 1945, perante as cinzas e os esqueletos dos antigos vizinhos, ficaram chocados e surpreendidos. Em 2013, 500 milhões de europeus foram testemunhas, ao vivo e a cores, de um ataque relâmpago ao Chipre. Todos vimos um povo sob uma chantagem, violando os mais básicos princípios da segurança jurídica e do estado de direito. Vimos como o governo Merkel obrigou os cipriotas a escolher, usando a pistola do BCE, entre o fuzilamento ou a morte lenta. Nos governos europeus ninguém teve um só gesto de reprovação. A Europa é hoje governada por Quislings e Pétains. A ideia da União Europeia morreu em Chipre. As ruínas da Europa como a conhecemos estão à nossa frente. É apenas uma questão de tempo. Este é o assunto político que temos de discutir em Portugal, se não quisermos um dia corar perante o cadáver do nosso próprio futuro como nação digna e independente.
Viriato Soromenho Marques, no DN
Monday, March 25, 2013
O amor é f...
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.(...)Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. (...)
Miguel Esteves Cardoso, "Elogio ao amor".
Friday, March 22, 2013
Saturday, March 09, 2013
Curtas mas boas!
Un mari à sa femme:
- Tu peux me dire une phrase qui énerve et qui fait plaisir en même temps?
Sa femme:
- OK, tu es le meilleur au lit parmi tes amis!
In "Blague de merde"
- Tu peux me dire une phrase qui énerve et qui fait plaisir en même temps?
Sa femme:
- OK, tu es le meilleur au lit parmi tes amis!
In "Blague de merde"
Friday, March 08, 2013
Às mulheres da minha vida
"Woman" by John Lennon
Matriz
Nascem predestinadas, portadoras de um gene que as domina toda a vida: o do embalo. Por isso têm macia e lisa a pele dos braços e do colo, quente aconchego que cedo aprendem a oferecer. Embalam bonecas e bichos, mães extremosas de palmo e meio que afinam gestos futuros e marcam territórios de conforto e protecção. Embalam irmãos, primos e companheiros de brincadeiras quando lhes secam, com beijos e sorrisos, as lágrimas de uma injustiça ou de um desaire. Embalam sonhos românticos, adolescendo na certeza de que haverá um mundo perfeito à sua espera, feito de perfeitas metades que se unirão por artes de magia. E quando o mundo se lhes revela sem máscaras, embalam a desilusão e seguem em frente. Embalam os seus homens - frágeis botes enfrentando intempéries - uma vida inteira. Fazem-se portos seguros, acolhendo exauridos náufragos ou heróis vitoriosos, esquecidas das suas próprias viagens. Embalam os filhos, ai, como embalam os filhos para sempre. Embalam amigas, patrões, colegas e vizinhos, a menina da caixa do supermercado, a manicura ou o merceeiro viúvo que mal conhecem, só porque eles estão com ar de quem precisa de desabafar. Embalam netos e, neles, de novo os filhos, retomando um ciclo nunca quebrado, nunca traído. Embalam, finalmente, todos os amores vividos, as promessas antigas, os planos adiados, juntam-lhes memórias de tempos felizes e de tudo fazem uma manta quente com que agasalham os dias de solidão. Embalam saudades. Embalam a vida. Embalam o mundo.
Todas as mulheres são mães. Mesmo as que nunca o foram. Mesmo as que nunca o serão.
Quem as embala?
Texto de Ana Vidal
Saturday, March 02, 2013
Music was my first love...
"Grande Zeca..grande senhor!!! O meu avô lutou durante toda a sua vida, para os meus pais e para eu ter uma vida com direitos e igualdades..e eu juro avô..vou lutar até que a voz me doa..por mim..por ti..pelos meus pais..pelo meu país..pelos meus!!Seja em manifestações..seja em protestos..não vou ficar sentada no sofá a espera que alguém faça algo por mim, porque foi isso que tu me ensinaste..a lutar pelos meus direitos e pelos dos outros!! ♥ Aos meus dois avôs José e Julio..que descansem em paz!" ALEX PAPRY
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