Thursday, January 03, 2019

Este papa jesuíta sempre a surpreender-nos... ou não!

O papa Francisco afirmou nesta quarta-feira, 2 de Janeiro de 2019, que é preferível viver como ateu do que ir todos os dias à igreja e passar a vida a odiar e a criticar os outros.


O artigo completo aqui no jornal "Público"

Wednesday, December 12, 2018

O Génio da lâmpada

- Génio da Lâmpada: Tem só direito a um desejo. Isso de 3 é nos contos de fadas. - Eu: uma ponte de Lisboa a Miami! - Génio: É louco? Uma ponte desse tamanho é impossível! Escolha outro. - Eu: Entender as mulheres. (pausa) - Génio: De quantas faixas quer a ponte?

Sunday, December 09, 2018

Festas Felizes

Slade - Merry Christmas everybody

So here it is merry Christmas Everybody's having fun Look to the future now It's only just begun

Saturday, November 17, 2018

Monday, October 15, 2018

Anti gripal infalível!


A D. Beatriz, senhora alentejana, 80 anos, solteira, organista numa igreja da Diocese de Beja.
É admirada por todos pela sua simpatia e doçura.
Uma tarde convidou o novo padre da igreja para ir lanchar a sua casa e ele ficou sentado no sofá, enquanto ela foi preparar um chá.
Olhando para cima do órgão, o jovem padre reparou numa jarra de vidro com água e, lá dentro, boiava um preservativo.
Quando a D. Beatriz voltou com o chá e as torradas, o padre não resistiu tirar a sua curiosidade perguntando o porquê de tal decoração em cima do órgão
E responde ela apontando para a jarra:
"Ah! refere-se a isto? Maravilhoso, não é? Há uns meses atrás, ia eu a passear pelo parque, quando encontrei um pacotinho no chão. As indicações diziam para colocar no órgão, manter húmido e que, assim, ficava prevenida contra todas as doenças. E sabe uma coisa?
Este Inverno ainda não me constipei .

Wednesday, October 03, 2018

Dedicado aos meus amigos

Ora aqui está um um belo texto do MEC, no qual me revejo totalmente.


" Os Amigos Nunca São para as Ocasiões "
Os amigos nunca são para as ocasiões. São para sempre. A ideia utilitária da amizade, como entreajuda, pronto-socorro mútuo, troca de favores, depósito de confiança, sociedade de desabafos, mete nojo. A amizade é puro prazer. Não se pode contaminar com favores e ajudas, leia-se dívidas. Pede-se, dá-se, recebe-se, esquece-se e não se fala mais nisso.
A decadência da amizade entre nós deve-se à instrumentalização que tem vindo a sofrer. Transformou-se numa espécie de maçonaria, uma central de cunhas, palavrinhas, cumplicidades e compadrios. É por isso que as amizades se fazem e desfazem como se fossem laços políticos ou comerciais. Se alguém «falta» ou «não corresponde», se não cumpre as obrigações contratuais, é logo condenado como «mau» amigo e sumariamente proscrito. Está tudo doido. Só uma miséria destas obriga a dizer o óbvio: os amigos são as pessoas de que nós gostamos e com quem estamos de vez em quando. Podemos nem sequer darmo-nos muito, ou bem, com elas. Ou gostar mais delas do que elas de nós. Não interessa. A amizade é um gosto egoísta, ou inevitabilidade, o caminho de um coração em roda-livre.
Os amigos têm de ser inúteis. Isto é, bastarem só por existir e, maravilhosamente, sobrarem-nos na alma só por quem e como são. O porquê, o onde e o quando não interessam. A amizade não tem ponto de partida, nem percurso, nem objectivo. É impossível lembrarmo-nos de como é que nos tornámos amigos de alguém ou pensarmos no futuro que vamos ter.
A glória da amizade é ser apenas presente. É por isso que dura para sempre; porque não contém expectativas nem planos nem ansiedade.
Miguel Esteves Cardoso, in 'Explicações de Português'

Saturday, August 25, 2018

Foi há 30 anos. As imagens impressionantes do incêndio do Chiado

Foi há 30 anos. As imagens impressionantes do incêndio do Chiado: Os Grandes Armazéns do Chiado, um dos mais ilustres espaços de comércio a retalho na capital portuguesa, abriram ao público em 1894. O grande incêndio no Chiado, a 25 de agosto de 1988, deixaria apenas intacta a fachada do edifício. O espaço só voltaria a reabrir ao público em 1999.


 In TSF

Monday, July 23, 2018

Monday, June 04, 2018

Restaurantes não são santuários!

Com a devida vénia, reproduzo na íntegra um belíssimo texto, publicado no facebook pelo meu amigo Zé Abranches, sobre o fundamentalismo das cozinhas "gourmet", "chefs", estrelas michelin e afins...!

"Estou cansado da religião dos chefs: restaurantes não são santuários
O melhor restaurante do mundo? Ora, ora: é o Eleven Madison Park, em Nova York. Parabéns, gente. A sério. Espero nunca vos visitar. Entendam: não é nada de pessoal. Acredito na vossa excelência. Acredito, como dizem os críticos, que a vossa mistura de "cozinha francesa moderna" com "um toque nova-iorquino" é perfeitamente comparável às 72 virgens que existem no paraíso corânico.
Mas eu estou cansado da religião dos chefs. Vocês sabem: a elevação da culinária a um reino metafísico, transcendental, celestial. Todas as semanas, lá aparece mais um chef, com a sua igreja, apresentando o cardápio como se fossem as sagradas escrituras.
Os ingredientes não são ingredientes. São "elementos". Uma refeição não é uma refeição. É uma "experiência". E a comida, em rigor, não é comida. É uma "composição".
Já estive em vários desses santuários. Quando a comida chegava, eu nunca sabia se deveria provar ou rezar. Os meus receios sacrílegos eram acentuados pelo próprio garçom, que depositava o prato na mesa e, em voz baixa, confidenciava o milagre que eu tinha à minha frente:
– Pato defumado com pétalas de tomate e essências de jasmim.
Escutava tudo com reverência, dizia um "obrigado" que soava a "amém" e depois aproximava o garfo trêmulo, com mil receios, para não perturbar o frágil equilíbrio entre as "pétalas" e as "essências".
Em raros casos, sua santidade, o chef, aparecia no final. Para abençoar os comensais. No dia em que beijei a mão de um deles, entendi que deveria apostatar.
E, quando não são santos, são artistas. Um pedaço de carne não é um pedaço de carne. É um "desafio". É o teto da Capela Sistina aguardando pelo seu Michelangelo.
Nem de propósito: espreitei o site do Eleven Madison Park. Tenho uma novidade para dar ao leitor: a partir de 11 de abril, o Eleven vai fazer uma "retrospectiva" (juro, juro) com os 11 melhores pratos dos últimos 11 anos.
"Retrospectiva." Eis a evolução da história da arte ocidental: a pintura rupestre de Lascaux; as esculturas gregas de Fídias; os vitrais da catedral gótica de Chartres; os quadros barrocos de Caravaggio; a tortinha de quiche de ovo do chef Daniel Humm.
Gosto de comer. Gosto de comida. Essas duas frases são ridículas porque, afinal de contas, sou português. E é precisamente por ser português que me tornei um ateu dos "elementos", das "composições" e das "essências". A religião dos chefs, com seu charme diabólico, tem arrasado os restaurantes da minha cidade.
Um deles, que fica aqui no bairro, servia uns "filetes de polvo com arroz do mesmo" que chegou a ser o barómetro das minhas relações amorosas: sempre que estava com uma namorada e começava a pensar no polvo, isso significava que a paixão tinha chegado ao fim.
Duas semanas atrás, voltei ao espaço que reabriu depois das obras. Estranhei: havia música ambiente e a iluminação reduzida imitava as casas de massagens da Tailândia (aviso: querida, se estiveres a ler esta crónica, juro que nunca estive na Tailândia).
Sentei-me. Quando o polvo chegou, olhei para o prato e perguntei ao dono se ele não tinha esquecido alguma coisa. "O quê?", respondeu o insolente. "O microscópio", respondi eu.
Ele soltou uma gargalhada e explicou: "São coisas do chef, doutor." "Qual chef?", insisti. Ele, encolhendo os ombros, respondeu com vergonha: "O Agostinho". O cozinheiro virou chef e o meu polvo virou calamares.
Infelizmente, essa corrupção disseminou-se pela pátria amada. Já escrevi sobre o crime na imprensa lusa. Ninguém acompanhou o meu pranto.
É a música ambiente que substituiu o natural rumor das conversas. É a iluminação de bordel que impede a distinção entre uma azeitona e uma barata. É o hábito chique de nunca deixar as garrafas na mesa, o que significa que o garçom só se apercebe da nossa sede "in extremis" quando existem tremores alcoólicos e outros sinais de abstinência. Meu Deus, onde vamos parar?
Não sei. Mas sei que já tomei providências: no próximo outono, tenciono aprender a caçar. Tudo serve: perdiz, lebre, javali. Depois, com uma fogueira e um espeto, cozinho o bicho como um homem pré-histórico.
O pináculo da civilização é tortinha de quiche de ovo do chef Daniel Humm? Então chegou a hora de regressar às cavernas de Lascaux."

Thursday, May 03, 2018

O "Maio de 68" foi há cinquenta anos

- É proibido proibir!
- A imaginação ao poder!
- Seja realista, exija o impossível!...

Estas e outras frases tornaram-se célebres, no âmago dum movimento social que sem dúvida nos fez pensar de outra maneira, e nos criou a esperança - ou a ilusão? de acreditar que seria possível um mundo melhor...


Daniel Cohn-Bendit

"O mês de maio de 1968 revolucionou a França e também a Europa... Há cinquenta anos, esse movimento social de estudantes e trabalhadores mudou a história do velho continente.
Tudo começou com a mobilização dos estudantes parisienses, um movimento libertário essencialmente antiautoritário que denunciou, na época, o imperialismo em todas as suas formas, reivindicou a libertação da moral e desafiou a velha universidade e a sociedade de consumo que haviam conquistado França após 10 anos de prosperidade e o início do desemprego.
As manifestações foram seguidas de repressão policial. Entre maio e junho de 1968, contam-se pelo menos sete mortos, mais de 2.000 feridos e centenas de detenções.
O maio francês está alinhado com o que está a acontecer nos círculos de estudantes e trabalhadores em países como a Alemanha, Estados Unidos, México, Japão, Brasil, Checoslováquia e na China.
A causa estudantil atraiu a simpatia dos trabalhadores, inicialmente hostis ao movimento estudantil. A 13 de maio de 1968 iniciam a maior greve geral do século XX, superando a de 1936 da Frente popular. O país fica semanas paralisado." 
In Euronews; o artigo completo aqui