Friday, June 28, 2013

O diário dela versus o diário dele... sobre a mesma noite

DIÁRIO DELA

Ele ficou esquisito a partir de sábado à noite. Tínhamos combinado encontrar-nos num bar para beber um copo antes de jantar. Andei às compras a tarde toda com as amigas e pensei que o seu comportamento se devesse ao meu atraso de vinte minutos. Mas não. Nem sequer fez qualquer comentário, como lhe é habitual.

A conversa e o sítio não estavam muito animados, por isso propus irmos a um lugar mais íntimo para podermos conversar mais tranquilamente.

Fomos a um restaurante caro e elegante. A comida estava excelente e o vinho era de reserva. Quando veio a conta, ele nem refilou e continuava a portar-se de forma bastante estranha. Como se estivesse ausente.

No caminho para casa, já no carro, disse-lhe que o amava. Ele limitou-se a passar o braço por cima dos meus ombros, de forma paternal e sem me contestar. Não sei como explicar a sua atitude, porque não disse que me queria como faz habitualmente.

Simplesmente não disse nada.

Começo a ficar cada vez mais preocupada. Chegámos por fim a casa e, nesse preciso momento, pensei que ele me queria deixar. Tentei fazer com que falasse sobre o assunto mas ele ligou a televisão e ficou a olhá-la com um ar distante. Por fim, desisti e disse-lhe que ia para a cama.

Mais ou menos dez minutos depois, ele entra no quarto e deita-se a meu lado.

Para enorme surpresa minha, correspondeu aos meus beijos e carícias e acabámos por fazer amor. Não foi tão intenso como o normal, mas ele pareceu gostar. Apesar de continuar com aquele ar distraído que tanto me aflige.

Depois, ainda deitada na cama, resolvi que queria enfrentar a situação e falar com ele o quanto antes. Mas ele já tinha adormecido. Comecei a chorar e continuei a fazê-lo pela noite dentro, até adormecer quase de manhã.

Estou desesperada, já não sei o que fazer. Estou praticamente convencida que os seus pensamentos estão com outra. A minha vida é um autêntico desastre!


DIÁRIO DELE

O Sporting perdeu. Pelo menos dei uma fodita...!

Thursday, June 27, 2013

Is this the end of the world (as we know it) ?


Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada;
Quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores;
Quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você;
Quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto sacrifício;
Então poderá afirmar, sem temor de errar, que a sua sociedade está condenada".

Ayn Rand

Saturday, June 22, 2013

Coimbra é património mundial


A UNESCO aprovou há minutos a inscrição da Alta universitária e da Rua da Sofia, na Baixa da cidade, como Património da Humanidade.
Os edifícios agora classificados pela UNESCO dividem-se em quatro núcleos: colégios da Rua da Sofia ("onde a história da Universidade começou"), Pátio das Escolas ("o coração da Universidade de Coimbra, com sedimentos moçárabe, memórias da primeira dinastia portuguesa e uma das bibliotecas mais belas do mundo"), Edifícios da reforma Pombalina ("marcas da revolução do conhecimento no século XVIII) e Complexo do Estado Novo ("face da mudança da Alta de Coimbra").
Na Baixa, além de sete colégios da Rua da Sofia, são também classificados o Mosteiro de Santa Cruz, o Palácio de Sub-Ripas e o Antigo Colégio das Artes, no Pátio da Inquisição.
Na Alta, além do Pátio das Escolas, com a Biblioteca Joanina, a Torre e a Via Latina, o projecto integra sete colégios, a Imprensa da Universidade, o Laboratório Químico, as casas dos Melos e das Caldeiras, o conjunto edificado pelo Estado Novo (Biblioteca Geral, Arquivo da Universidade, faculdades de medicina e de Letras e departamentos de Física, de Química e de Matemática), o Jardim Botânico e a Sé Velha.

In Diário de CoimbraEdição de Sábado, Junho 22, 2013

Simplesmente... MEC


A verdade às vezes não é o que parece!

Paulinho tinha 9 anos e foi passar uns dias em casa da Avó.
Ele estava a brincar na rua com alguns coleguinhas e, passada uma hora, entrou em casa perguntando:
- Avó, como se chama aquilo quando duas pessoas dormem no mesmo quarto e ficam uma em cima da outra?
A Avó, assustada com a pergunta, pensou e achou que seria melhor dizer a verdade:
- Bem, Paulinho, isso chama-se uma relação sexual, fazer Amor, como se diz agora, dar uma queca...
Paulinho, satisfeito com a resposta, voltou para a rua, para brincar.
Poucos instantes depois, ele entra em casa novamente, todo esbaforido, e diz:
- Avó, aquilo que eu lhe perguntei, afinal chama-se BELICHE e a mãe do Zezinho quer falar com a senhora!

Sunday, June 16, 2013

Ser forte

Ser forte é amar alguém em silêncio.....
É deixar-se amar por alguém que não se ama.......
É fingir alegria quando se sente triste.......
É sorrir quando se deseja chorar............
É consolar quando se precisa de consolo............
Ser forte é calar quando o ideal seria gritar a todos a sua angústia.....
É irradiar felicidade quando se é infeliz............
É esperar quando não se acredita no retorno........
É manter-se calmo no desespero........
É elogiar quando se tem vontade de maldizer..........
É fazer alguém feliz quando se tem o coração em pedaços............
É ter fé naquilo em que não se acredita............
É perdoar alguém que não merece ser perdoado.........
É ainda ter esperança quando já não há possibilidade.........
É tentar tirar alguém da cabeça sabendo que jamais sairá do coração.........
Ser forte é enfim......
Viver quando já se está morto e por mais difícil que seja a vida, temos que amá-la e ser sempre
MUITO FORTE!!!!!!!!

Autor desconhecido (enviado por Angel of the Night)

Music was my first love...


De quem eu gosto

"Eu acho", diz ela a acender um cigarro, porque as mulheres acham sempre qualquer coisa depois de foder, "eu acho é que tu não sabes o que queres". "Pois é", responde o rapaz, porque é no minuto depois de foder que é dado aos homens o luxo de não ter medo de dizer a verdade, "pois é, não sei. Mas olha: sei que não és tu".

Miguel Esteves Cardoso  (Algures nos 90`s)

Monday, May 13, 2013

Tá-se mesmo a ver que vai ser multada


The Top 5 Regrets of The Dying


A palliative nurse recorded the most common regrets of the dying and put her findings into a book called ‘The Top Five Regrets of The Dying.’

1. I wish I’d had the courage to live a life true to myself, not the life others expected of me.
2. I wish I hadn’t worked so hard.
3. I wish I’d had the courage to express my feelings.
4. I wish I had stayed in touch with my friends.
5. I wish that I had let myself be happier.


O artigo completo aqui

Thursday, May 09, 2013

Quinta-feira da Ascenção

Se os passarinhos soubessem
Quando é Dia de Ascensão
Nem buliam nos seus ninhos
Nem punham os pés no chão.

O Dia da Espiga, coincidente com a Quinta-feira da Ascensão, é uma data móvel que segue o calendário litúrgico cristão.
Mas, se actualmente poucas são as pessoas que ainda vão ao campo nessa quinta-feira, abandonando as suas obrigações, para apanhar a espiga, ou que se deslocam às igrejas para participar nos preceitos religiosos próprios da data, tempos houve em que, de norte a sul do país, esta foi uma data faustosa, das mais festivas do ano, repleta de cerimónias sagradas e profanas, que em muitas zonas implicava mesmo a paragem laboral. A antiga expressão “no Dia da Ascensão nem os passarinhos bolem nos ninhos” deriva dessa tradição.
A origem gaudiosa deste dia é, contudo, muito anterior à era cristã. Este dia é um herdeiro directo de rituais gentios, realizados durante séculos, por todo o mundo mediterrâneo, em que grandiosos festivais, de intensos cantares e danças, celebravam a Primavera e consagravam a natureza.
Para os povos arcaicos, esta data, tal como todos os momentos de transição, era mágica e de sublime importância. Nela se exortava o eclodir da vida vegetal e animal, após a letargia dos meses frios, e a esperança nas novas colheitas.
A Igreja de Roma, à semelhança do que fez com outras festas ancestrais pagãs, cristianiza depois a data e esta atravessa os tempos com uma dupla acepção: como Quinta-feira de Ascensão, para os cristãos, assinalando, como o nome indica, a ascensão de Jesus ao Céu, ao fim de 40 dias; e como Dia da Espiga, ou Quinta-feira da Espiga, esta traduzindo aspectos e crenças não religiosos, mas exclusivos da esfera agrícola e familiar.
O Dia da Espiga é então o dia em que as pessoas vão ao campo apanhar a espiga, a qual não é apenas um viçoso ramo de várias plantas - cuja composição, número e significado de cada uma, varia de região para região –, guardado durante um ano, mas é também um poderoso e multifacetado amuleto, que é pendurado, por norma, na parede da cozinha ou da sala, para trazer a abundância, a alegria, a saúde e a sorte. Em muitas terras, quando faz trovoada, por exemplo, arde-se à lareira um dos pés do ramo da espiga para afastar a tormenta.
Não obstante as variações locais, de um modo geral, o ramo de espiga é composto por pés de trigo e de outros cereais, como centeio, cevada ou aveia, de oliveira, videira, papoilas, malmequeres ou outras flores campestres. E a simbologia de cada planta, comumente aceite, é a seguinte: o trigo representa o pão; o malmequer o ouro e a prata; a papoila o amor e vida; a oliveira o azeite e a paz; a videira o vinho e a alegria; e o alecrim a saúde e a força.
Além destas associações basilares ao pão e ao azeite, a espiga surge também conotada com o leite, com as proibições do trabalho e ainda com o poder da Hora, isto é, com o período de tempo que decorre entre o meio-dia e a uma hora da tarde, tomando mesmo, nalguns sítios do país a designação de Dia da Hora. Nas localidades em que assim é entendida esta quinta-feira, acredita-se que neste período do dia se manifestam os mais sagrados e encantatórios poderes da data e nas igrejas realiza-se um serviço religioso de Adoração, após o qual toca o sino. Diz a voz popular que nessa hora “as águas dos ribeiros não correm, o leite não coalha, o pão não leveda e até as folhas se cruzam” . Nalgumas povoações era também do meio-dia à uma que se colhia a espiga.
Noutras regiões ainda, esta data é dedicada ao cerimonial do leite. Na aldeia da Esperança, no concelho de Arronches, este é aliás o “Dia do Leite” e os produtores de queijo ordenham o seu gado e oferecem o leite a quem o quiser. Também em Guimarães, e em muitas freguesias do concelho de Pinhel, o leite ordenhado neste dia é oferecido ao pároco. Em Santa Eulália, no concelho de Elvas, esse leite é dado aos pobres, acreditando-se assim que a sarna não atingirá as cabras.
Nas zonas onde esta data é associada à abstenção laboral, cessam-se muitas actividades como a cozedura do pão ou a realização de negócios. Na Lousada, em Penafiel, não se cose nem se remenda e há quem deixe comida feita de véspera para não ter de cozinhar neste dia.
No que diz respeito ao sul do país, e sobretudo na actualidade, a maioria das tradições do Dia de Espiga resume-se à apanha do ramo da espiga, ao qual, em muitos sítios, se adiciona também uma fatia de pão, para que durante todo o ano não falte este alimento em casa.

Noutros tempos, era costume na cidade, as moças que estavam de criadas de servir, ainda arreigadas a antigas usanças das suas terras de origem, pedirem às patroas para que lhes concedessem licença nesse dia para irem apanhar a espiga ... não raras as vezes, um bom pretexto para irem ao encontro do namorico, pois quase sempre apenas tinham permissão de folga ao domingo. Aliás, devido em grande medida à liberdade que a festa proporcionava aos jovens nesse dia, a apanha da espiga adquiriu bem depressa um sentido mais malicioso sempre que as pessoas a ela se referem. 

Fontes: Núcleo Documentação Municipal da C.M. Évora, e AUREN

Estados de espírito