Sunday, September 10, 2023

Da série: Grandes Crónicas

 O TRAUMA DA MORADA

Um dos grandes problemas da nossa sociedade é o trauma da morada. Por exemplo, há uns anos, um grande amigo meu, que morava em Sete Rios, comprou um andar em Carnaxide.
Fica pertíssimo de Lisboa, é agradável, tem árvores e cafés. Só tinha um problema. Era em Carnaxide.
Nunca mais ninguém o viu.
Para quem vive em Lisboa, tinha emigrado para a Mauritânia!
Acontece o mesmo com todos os sítios acabados em -ide, como Carnide e Moscavide. Rimam com Tide e com Pide e as pessoas não lhes ligam pevide.
Um palácio com sessenta quartos em Carnide é sempre mais traumático do que umas águas-furtadas em Cascais. É a injustiça do endereço.
Está-se numa festa e as pessoas perguntam, por boa educação ou por curiosidade, onde é que vivemos. O tamanho e a arquitectura da casa não interessam. Mas morre imediatamente quem disser que mora em Massamá, Brandoa, Cumeada, Agualva-Cacém, Abuxarda, Alfornelos, Murtosa, Angeja… ou em qualquer outro sítio que soe à toponímia de Angola.
Para não falar na Cova da Piedade, na Coina, no Fogueteiro e na Cruz de Pau. (...)
Ao ler os nomes de alguns sítios – Penedo, Magoito, Porrais, Venda das Raparigas, compreende-se porque é que Portugal não está preparado para estar na Europa.
De facto, com sítios chamados Finca Joelhos (concelho de Avis) e Deixa o Resto (Santiago do Cacém), como é que a Europa nos vai considerar?
Compreende-se logo que o trauma de viver na Damaia ou na Reboleira não é nada comparado com certos nomes portugueses.
Imagine-se o impacte de dizer "Eu sou da Margalha" (Gavião) no meio de um jantar.
Veja-se a cena num chá dançante em que um rapaz pergunta delicadamente "E a menina de onde é?", e a menina diz: "Eu sou da Fonte da Rata" (Espinho).
Já para não falar em “Picha”, no concelho de Pedrógão Grande e de “Rata”, em Arruda dos Vinhos, Beja, Castelo de Paiva, Espinho, Maia, Melgaço, Montemor-o-Novo, Santarém, Santiago do Cacém e Tondela.
Temos, assim, em Portugal, uma “Picha” para 11 “Ratas”. O que vale é que mesmo ao lado da “Picha”, temos a “Venda da Gaita”...
E ainda existe “Colhões”, perto de Coimbra.
E suponhamos que, para aliviar, o senhor prossiga, perguntando "E onde mora, presentemente?", Só para ouvir dizer que a senhora habita na Herdade da Chouriça (Estremoz).
É terrível. O que não será o choque psicológico da criança que acorda, logo depois do parto, para verificar que acaba de nascer na localidade de Vergão Fundeiro?
Vergão Fundeiro, que fica no concelho de Proença-a-Nova, parece o nome de uma versão transmontana do “Garganta Funda”.
Aliás, que se pode dizer de um país que conta não com uma Vergadela (em Braga), mas com duas, contando com a Vergadela de Santo Tirso?
Será ou não exagerado relatar a existência, no concelho de Arouca, de uma Vergadelas?
É evidente, na nossa cultura, que existe o trauma da "terra".
Ninguém é do Porto ou de Lisboa.
Toda a gente é de outra terra qualquer. Geralmente, como veremos, a nossa terra tem um nome profundamente embaraçante, daqueles que fazem apetecer mentir.
Qualquer bilhete de identidade fica comprometido pela indicação de naturalidade que reze Fonte do Bebe e Vai-te (Oliveira do Bairro).
É absolutamente impossível explicar este acidente da natureza a amigos estrangeiros ("I am from the Fountain of Drink and Go Away...").
Apresente-se no aeroporto com o cartão de desembarque a denunciá-lo como sendo originário de Filha Boa.
Verá que não é bem atendido. Não há limites. Há até um lugar chamado Cabrão, no concelho de Ponte de Lima !!!
Urge proceder à renomeação de todos estes apeadeiros.
Há que dar-lhes nomes civilizados e europeus, ou então parecidos com os nomes dos restaurantes giraços, tipo : Não Sei, A Mousse é Caseira.
Vai Mais um Rissol. (...)
Também deve ser difícil arranjar outro país onde se possa fazer um percurso que vá da Fome Aguda à Carne Assada (Sintra) passando pelo Corte Pão e Água (Mértola), sem passar por Poriço (Vila Verde), e acabando a comprar rebuçados em Bombom do Bogadouro (Amarante), depois de ter parado para fazer um chichi em Alçaperna (Lousã).
Crónica de Miguel Esteves Cardoso

Wednesday, August 09, 2023

R.I.P. Sixto Rodriguez (10.07.1942 - 08.08.2023)

Sixto Rodriguez - Sugar Man

Tuesday, July 25, 2023

Wednesday, June 07, 2023

Keep on rolling

Faz hoje 60 (sessenta!!!) anos que os Rolling Stones editaram o primeiro single, um "cover" de Chuck Berry: Come On!
Longa vida aos dinossauros do Rock!...

The Rolling Stones - Come On

Friday, May 05, 2023

Japanese wisdom

 12 conselhos valiosos da cultura japonesa para viver melhor:

  1. Ikigai - Encontre um propósito na vida e siga-o.
  2. Hara hachi bu - Pare de comer quando estiver 80% satisfeito.
  3. Shinrin-yoku - Passe mais tempo em contato com a natureza.
  4. Kaizen - Busque a melhoria contínua em tudo o que faz.
  5. Wabi-sabi - Aprecie a beleza da imperfeição e simplicidade.
  6. Yūgen - Busque a compreensão profunda e misteriosa das coisas.
  7. Kintsugi - Encontre a beleza na reparação de objetos quebrados.
  8. Mono no aware - Esteja consciente da impermanência da vida e aprecie-a.
  9. Gambatte - Persista e dê o seu melhor em tudo o que fizer.
  10. Omotenashi - Trate os outros com hospitalidade e respeito.
  11. Shitsurai - Mantenha a ordem e a limpeza em seu ambiente.
  12. Omoiyari - Pratique a empatia e o cuidado com as outras pessoas.
       By Douglas Rann

Wednesday, March 22, 2023

Dia Mundial da Água

 

Declaração Universal dos Direitos da Água

1- A água faz parte do patrimônio do planeta;

2 – A água é a seiva do nosso planeta;

3 – Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados;

4 – O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos;

5 – A água não é somente herança de nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores;

6 – A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo;

7 – A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada;

8 – A utilização da água implica respeito à lei;

9 – A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social;

10 – O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.


Saturday, November 19, 2022

Blond conversation

UN AVION EST EN vol VERS TORONTO, QUAND UNE BLONDE EN 2ème CLASSE SE LÈVE ET SE DÉPLACE VERS LA SECTION DE PREMIÈRE CLASSE ET S'ASSOIT.

L'HÔTESSE DE L'AIR LA REGARDE FAIRE ET DEMANDE À VOIR SON BILLET.

ELLE DIT ALORS À LA BLONDE QU'ELLE A PAYÉ POUR LA 2eme CLASSE ET QU'ELLE DEVRA S'ASSEOIR À L'ARRIÈRE.

LA BLONDE RÉPOND : "JE SUIS BLONDE, JE SUIS BELLE, JE VAIS À TORONTO ET JE RESTE ICI."

L'HÔTESSE DE L'AIR VA DANS LE COCKPIT ET DIT AU PILOTE ET AU COPILOTE QU'IL Y A UNE BIMBO BLONDE ASSISE EN PREMIÈRE CLASSE, QUI DOIT S'ASSEOIR EN 2eme CLASSE MAIS REFUSE D'Y RETOURNER.

LE COPILOTE RETOURNE VERS LA BLONDE ET ESSAIE D'EXPLIQUER QUE, PARCE QU'ELLE N'A PAYÉ QUE POUR une 2eme CLASSE , ELLE DEVRA RETOURNER À SON SIÈGE.

LA BLONDE RÉPOND : "JE SUIS BLONDE, JE SUIS BELLE, JE VAIS À TORONTO ET JE RESTE ICI."

LE COPILOTE DIT AU PILOTE QU'IL DEVRAIT PROBABLEMENT FAIRE ATTENDRE LA POLICE QUAND ILS ATTERRIRONT POUR ARRÊTER CETTE FEMME BLONDE TÊTUE.

LE PILOTE DIT, "VOUS DITES QU'ELLE EST BLONDE? JE VAIS GÉRER CELA, JE SUIS MARIÉ À UNE BLONDE. JE PARLE BLONDE."

IL RETOURNE VERS LA BLONDE ET chuchote à son oreille, ET ELLE DIT, "OH, JE SUIS DÉSOLÉE." ET SE LÈVE ET RETOURNE À SON SIÈGE EN 2ème CLASSE .

L'hôtesse de l'air et le copilote sont émerveillés et lui demandent ce qu'il avait dit pour la faire bouger en toute simplicité.

"JE LUI AI DIT , 'LA PREMIÈRE CLASSE NE VA PAS À TORONTO."