Sunday, December 30, 2012

Happy New Year!...


Mais um ano chegando ao fim. Ele passa tão rápido, que a gente nem vê. E assim os dias passam e deles restam apenas as diversas lembranças que estarão sempre vivas dentro dos nossos corações. Memórias desses vários momentos que vivemos nesses 12 meses. Houve tantas coisas. Boas e ruins. Houve lágrimas e também muitos sorrisos, alguns de felicidade e outros até mesmo para esconder a tristeza. Houve brigas e erros, mas também muitos abraços e acertos. Mas agora reveja tudo que passou nesse ano, e você vai perceber que ele valeu à pena. E quando der 00:00 no relógio e o show de fogos começar, anunciando o início de 2013, olhe para trás, mas não procure por mágoas e arrependimentos, perceba que muitas foram as quedas e obstáculos, mas também inúmeros momentos alegres que provavelmente compensam todas as situações de infelicidade. As tristezas? Deixa-as para trás, afinal, está chegando um ano novo, uma oportunidade para você esquecer tudo aquilo que o incomoda e lhe faz mal. As pessoas que ama? Cuide bem delas para que permaneçam para sempre. E as promessas? Por mais que as façamos, muitas vezes não conseguimos cumpri-las, então, não pense em prometer algo ao ano novo, apenas aproveite e faça aquilo que for possível. E que venha 2013, e seja melhor que 2012.
Óptimo Ano Novo para todos vós!...

In A Alma Sente 

Music was my first love...

                                  Ask the angels who they're calling...

Feliz Aniversário, Patti Smith!...



Happy birthday, Patti! My special friend of the good and the bad moments!
Thank you so much for everything that you gave to me and to all the people that loves you!
From the bottom of my heart, I wish you a very nice day!


Tuesday, December 25, 2012

Urbanidades

"O urbanista de hoje, para ser autêntico, deve partir do princípio profundamente humano de que uma cidade não são apenas as casas, ruas, avenidas, praças, etc., antes a comunidade que nela vive e convive, com os seus diversos grupos, suas instituições, seu modo de viver, suas tradições e seus costumes."

Arq° Mário de Oliveira, num artigo de 1965 

Monday, December 24, 2012

Music was my first love...


A mais bonita canção de Natal!
                     The most beautiful Christmas's song!
                                          La plus belle chanson de Noël!...

Boas Festas!...


Presépio em Monsaraz, Portugal

Sunday, December 23, 2012

TEDTalks: Como defender a Terra dos asteróides

Falando de coisas sérias, em contraponto com o tão anunciado "fim do mundo", vale a pena ouvir este cientista dissertar sobre os perigos REAIS a que o nosso planeta está sujeito, e o que se está a fazer para nos defendermos. Em linguagem muito acessível, e num tom por vezes cómico, Phil Plait consegue cativar uma vasta audiência, com informação bastante actual sobre a ameça concreta que os asteróides representam para a Terra.


Pode-se optar por legendas em português, ou uma das restantes 32 línguas disponíveis.

Sunday, December 09, 2012

Ler, ouvir e divulgar, por um futuro melhor para todos

Nos dias que correm a quantidade de informação que nos chega é de tal ordem, que todo o cuidado é pouco na sua interpretação e análise. Quero com isto dizer que muitas vezes as aparências iludem, ou seja, um determinado artigo que à primeira vista parece ser relevante e com um conteúdo bem estruturado, por vezes não é mais do que aquilo que estamos à espera de ler e ouvir, pecando por falta de contraditório e/ou fontes fidedignas, ou pouco credíveis.
Mas essa é uma preocupação e um cuidado que a todos nós compete, e não têm que ser substituídos por uma qualquer CENSURA (está tudo desmontado aqui), por mais vantagens e boas intenções de que ela transborde...
Há artigos que, pela sua importância, sustentação, profundidade de análise e, sobretudo, pela sua actualidade, têm a obrigação de ser divulgados o mais possível. Acredito muito sinceramente que, como cidadãos responsáveis que somos, QUANTO MAIS BEM INFORMADOS E CONSCIENTES estivermos acerca da difícil realidade que todos estamos a viver, bem como das suas causas e origens, mais facilmente nos uniremos a fim de se pôr termo à monstruosidade de que estamos a ser alvo, enquanto povo e enquanto nação.



..."A previsão (ONU) é de que, se não forem tomadas medidas (...) nos próximos 3 meses, a situação na Europa do Sul, em termos sociais, tornar-se-á implosiva e incontrolável..." é a opinião das Nações Unidas, em 17 de Novembro de 2012.

Artur Baptista da Silva é o coordenador em Portugal do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), e baseia todo o seu discurso em dados estatísticos credíveis, reconhecidos internacionalmente, quer por Portugal quer pela (des)União Europeia.

Garanto-vos que vale a pena ver esta apresentação na íntegra. Se bem que um pouco longa, é constituída por duas partes, e está elaborada numa linguagem quase sempre clara e perfeitamente compreensível pelo comum dos cidadãos, ou seja, não é, de todo, o economês a que infelizmente já estamos habituados. Está lá tudo, muito bem explicado e fundamentado: as origens dos nossos males, os interesses instalados por detrás de falsas solidariedades, os sucessivos erros desde a entrada de Portugal para a então CEE e os diferentes culpados... Não se limitando a criticar e a constatar o porquê do termos chegado a este beco sem saída, Artur Baptista da Silva / ONU aponta para possíveis saídas, através de poupanças de carácter financeiro e alterações da política fiscal que tem sido seguida (ou que nos tem sido imposta, vá-se lá saber...).




Basta de austeridade! Já chega de ouvirmos a afirmação - mil vezes repetida - de que temos vivido acima das nossas possibilidades. Talvez os políticos o tenham feito depois do 25 de Abril, os banqueiros de certeza que o fizeram e continuam a fazer (a eles TUDO lhes é permitido, até dizer baboseiras como as que temos que AGUENTAR), mas não venham atirar-nos com mais areia para os olhos.

Na Suíça, país onde actualmente vivo e trabalho, creio que nada disto seria possível, porque aqui existe consciência cívica, por tudo e por nada fazem referendos junto da população, os dirigentes e governantes normalmente demitem-se das suas funções, quando há casos de suspeição, já que não se sentem confortáveis para continuar a ocupar os seus lugares até se apurar se realmente houve ou não algum ilícito. Não quero com isto dizer que este país não tem defeitos, mas acho que Portugal tem muito que aprender com os suíços no que diz respeito a Democracia Directa.
Acima de tudo e de todos continuo a amar Portugal, orgulho-me de ser português, apesar de não ter orgulho nenhum - bem pelo contrário - em certos portugueses que se têm governado e nos continuam a (des)governar.

Saturday, December 08, 2012

Gandamaluco!


Para contrariar um pouco o bota-abaixismo e a falta de horizontes instalados nos media e na nossa sociedade. Com pronúncia do norte!
"... e depois há uma coisa mágica, e insubstituível, que é procurar gatos pretos, em quartos pretos onde não há gatos pretos, e encontrá-los!... E isto é que é gerar oportunidades de negócio!".
Sublime!  

Thursday, December 06, 2012

Devaneios de um dragão!


Diálogo  com um padre

 
Padre- Então, meu filho, porque queres tu tornar-te católico?

Dragão - Bem, padre... Estou a ficar velho e, pelo sim, pelo não, convém acautelar a reforma celeste. Não descontei toda a vida, mas não poderia agora entrar num  programa rápido de compensações e prestações caridosas por atacado?

Padre - Meu filho, a Providência Divina não é bem igual à Previdência Social, graças a Deus:

Dragão - Pena. Todavia, olhe,  para começar, acredito em Deus!...

Padre - Pois, meu filho, mas isso é irrelevante. Compete-te acreditar é na Santa Madre Igreja. É isso que faz de ti um católico. A Igreja é a concessionária estatal de Deus na terra. Fora Dela, não serás nunca um crente, mas um contrabandista da fé, um evadido aos impostos celestiais!...

Dragão - Ah... já  agora, escute cá, ó padre: se somos praticamente da mesma idade, porque teima em aperfilhar-me? Não faria mais sentido chamar-me "irmão", ou "meu irmão"?
... 
 Continua aqui

Saturday, December 01, 2012

Porque a SIDA existe


Conjurados precisam-se... de novo!

Para memória futura: 1° de Dezembro sempre 

Tudo começou em finais do séc. XVI: o Rei de Portugal era Dom Sebastião. Em 1578, Dom Sebastião morreu na batalha de Alcácer-Quibir, no norte de África. Portugal ficou, assim, sem Rei, pois Dom Sebastião era muito novo e ainda não tinha filhos, não havia herdeiros directos para a Coroa Portuguesa. Assim, quem subiu ao trono foi o Cardeal D. Henrique, que era tio-avô de Dom Sebastião. Mas só reinou durante dois anos porque nem todos estavam de acordo com ele como novo Rei.(...) Em 1580, nas Cortes de Tomar, Filipe II, Rei de Espanha, foi escolhido como o novo Rei de Portugal. A razão para a escolha foi simples: Filipe II era filho da Infanta Dona Isabel e também neto do Rei português Dom Manuel, por isso tinha direito ao trono. Durante 60 anos, viveu-se em Portugal um período que ficou conhecido na História como “Domínio Filipino”. Depois do reinado de Filipe II (I de Portugal), veio a governação de Filipe III (II de Portugal) e Filipe III (de Portugal). Estes Reis governavam Portugal e Espanha ao mesmo tempo, como um só país. Os portugueses acabaram por revoltar-se contra esta situação. Os impostos aumentavam; a população empobrecia; os burgueses ficavam afectados nos seus interesses comerciais; a nobreza estava preocupada com a perda dos seus postos e rendimentos; o Império português era ameaçado por Ingleses e Holandeses e os Reis Filipinos nada faziam. E, no dia 1 de Dezembro de 1640, puseram fim ao reinado do Rei espanhol. Eram apenas quarenta homens, "Os Conjurados", um grupo de valentes portugueses, que se organizaram clandestinamente durante o domínio dos espanhóis sobre Portugal, na sua maioria da nobreza portuguesa, cujo objectivo era o de destituir a Dinastia dos Filipes e proclamar um Rei português.
Assim, invadiram o palácio da Duquesa de Mântua, atiraram Miguel de Vasconcelos pela janela causando-lhe a morte, e proclamaram El-Rei Dom João IV, aos gritos de "Liberdade". O povo e toda a Nação portuguesa acorreu logo a apoiar a revolução, Restauração da Independência, e assim, D. Filipe III, IV de Espanha, que se encontrava já a braços com uma revolução na Catalunha, não teve como retomar o poder em Portugal. 
Aquele que ficou reconhecido como tendo sido o grande impulsionador da conspiração foi João Pinto Ribeiro. O Palácio dos Almadas tornou-se então conhecido pelos acontecimentos históricos que nele se passaram, nomeadamente o papel de alguns membros da família Almada no movimento da Restauração de 1640. Hoje conhecido pelo Palácio da Independência ou Sociedade Histórica da Independência de Portugal (SHIP).
Foi assim que Portugal recuperou a sua independência, sendo Dom João IV, Duque de Bragança, aclamado Rei, com o cognome de "O Restaurador".

"Gamado" ao blogue do Duque de Bragança

Monday, November 26, 2012

Imperfeições

Se eu pudesse novamente viver a vida...
Na próxima...trataria de cometer mais erros...
Não tentaria ser tão perfeito...
Relaxaria mais...
Teria menos pressa e menos medo.

Jorge Luiz Borges

Tuesday, November 20, 2012

It's a shame...

O Estado, bem como os PARASITAS que se governam às custas dele, HÁ MUITO TEMPO QUE PERDERAM A VERGONHA!


"Foi a doença e o hospital, que por várias vezes pontuaram a minha vida, que me fizeram conhecer a vida e o trabalho da enfermagem. As horas intermináveis de serviço, a atenção cuidada aos doentes, a capacidade de sorrir e animar um paciente mesmo quando o cansaço já se lhe adivinha nos olhos. A atenção profissional aos sinais clínicos, às campaínhas, aos gemidos de dor, a insónia para que aqueles que cuidam possam descansar, os actos clínicos cautelosos, explicados, rigorosos, cumprindo-se enquanto profissionais e cidadãos. São a parte mais decisiva de toda a organização do sistema de saúde. Nas suas mãos morrem muitos. Das suas mãos renascem para a vida muitos mais, enquanto o médico chega ou não chega. São o verdadeiro sangue da vida hospitalar. O apoio primeiro. O primeiro olhar. E, por vezes, a última palavra. São homens e mulheres com as mãos mergulhadas na dimensão maior da sua existência, reparando, tratando, cuidando de doentes, de convalescentes, de moribundos.
Nunca lhes agradeceremos tudo aquilo que merecem, centrado que está o olhar nas decisões do médico. Mas são a essência das nossas expectativas de sobrevivência quando nos confrontamos com a doença.
Pagar-lhes 3,95 euros à hora não é apenas tratá-los mal. É sujeitá-los à humilhação e à miséria. É transformar seres humanos, superiormente qualificados, em indigentes a quem se dá a esmola para que não morram de fome. É uma vergonha que os envergonha e nos envergonha. É um País não ter respeito por si próprio embora esteja de braços abertos ao intermediário. Aos parasitas. Um estado que permite isto deveria ser pago à vergastada."

Francisco Moita Flores
(sublinhados meus)

Saturday, November 17, 2012

Levantai hoje de novo...

"Nota máxima para tão brilhante quão patriótico desabafo" é um dos comentários feitos a esta magnífica peça do Dragão, que não resisti a postar na íntegra, tal é a qualidade do texto. Para quem gostar do estilo, há mais por aqui, embora por vezes as verdades se tornem incómodas, pois dizem directamente respeito a todos nós, portugueses.



 
As Forças Armadas também reduzidas ao queixume. Queixam-se que o governo está a colocá-las num beco. Se pensarmos que são as primeiras responsáveis pela colocação do país em hasta, depois a saque e, finalmente, em liquidação geral, de que se queixam, afinal, as Forças Armadas? De estarem a ser conduzidas ao beco? Deviam queixar-se de si próprias. Afinal, até são uns privilegiados, auferem dum certo tratamento deferencial: o restante país está a ser conduzido ao matadouro. Para já, da esperança; depois, logo se vê.

Há uma diferença entre as Forças Armadas (e todos aqueles que passaram pelas fileiras) e o resto da população civil, dos doutorecos às madames-a-dias: é que aqueles, ao contrário destes, juraram a bandeira, juraram defender a soberania nacional e, se necessário, dar a vida pela pátria dos seus filhos e dos seus antepassados. Portanto quando sabotam, quando colaboram, quando desertam do seu dever, a infâmia da cobardia diante do inimigo é agravada da ignomínia da traição e do estigma do perjúrio. Por alturas de 74 ainda existia, e justamente, a pena de morte na lei portuguesa: no código de Justiça Militar. Pelo crime de Alta-Traição. Claro que foi imediatamente abolida. Afinal, a alta-traição tornava-se a ocupação principal da oficialada em obediência doravante, como lapidarmente timbrou António José saraiva, às vísceras e não à bandeira. A Alta, a Baixa, a Média e todas quantas estivessem ao dispor da conveniência do momento e do capricho peludo.

Escutam-se histórias verídicas de timorenses exilados na Austrália, após a invasão Indonésia, que respeitavam a bandeira portuguesa hasteada à porta das suas casas ao ponto de não pisarem a sua sombra. Se a possuissem, os militares portugueses, deviam experimentar o zénite da vergonha perante esta gente longínqua mas digna. No tempo e na história. Porque a verdade é que a desonra duma bandeira é tanto maior quando é canibalmente perpretada por aqueles que juraram defendê-la. Mas pedir vergonha a quem abjurou a honra é pedir água a um penedo.

Não compete às Forças Armadas servir Governos - compete a ambos, Forças Armas e Governo servir a Pátria, nesta se consolidando os vivos e os mortos; o presente, o passado e o futuro. Mas o que aconteceu nestes últimos anos foi a perversão mais rasteira e desprezível disso: foi as Forças armadas e os Governos, em regime de necrófagos, a servirem-se do corpo mutilado, exangue e prostituído da Pátria.

Proclamam agora, em repenicado assomo corporativo, que as Forças Armadas não servem o governo, mas a Soberania Nacional. A última vez que arvoraram assomos destes, varreram, duma assentada, o governo e a Soberania. Agora, se varrerem, varrem o quê? Governo não se avista, apenas desgoverno recalcitrante e revezado; Soberania também não; por conseguinte as Forças Armadas, das duas uma: ou se varrem a si próprias, e não será pouca a mancha conspurcante que varrem (e a valente poupança prós contribuintes); ou varrem coisa nenhuma, que é a soma exacta do desgoverno e da suja subserviência financeira actuais.

Situação absurda e atroz? Sem dúvida. E de quem a principal responsabilidade por este sórdido desenlace? De quem, em primeira instância, o desencadeou: as Forças Armadas, nem mais.

Quem escreve estas duras linhas é um fascista, um retrógado? Fascista é essa estupidez que vos oprime! Fascista, mesmo, é essa cobardia que vos tolhe e despotiza! Fascista, absolutamente fascista, é essa irresponsabilidade soberaníssima, essa frivolidade venal, esse bandulho cruel que vos arrastam e escravizam! E retrógado é quem recambia um país de oitocentos anos ao caos, à balbúrdia, ao neo-feudalismo, ao tribalismo sectário, à partidarite devorista e, por fim, à insolvência e à esmola internacional.

Mas já que ostentam a soberania Nacional deviam então saber que a nação está acima de regimes, governos e partidos. E que a patrulha dessa fronteira, a defesa desse imperativo competiam às Forças Armadas. Não, exactamente, dando tiros, mas exercendo a firmeza e influência que evitam esses extremos, tanto quanto golpadas e revolucinhas. Mas que portentos nobres e elevados desarrincaram as Força armadas, no seu momento MFA? Apearam um mau governo e instalaram o governo nenhum, logo seguido do desgoverno crónico. A título da descolonização, a debandanda pusilânime e criminosa. A título de democracia, umas ditadurazinhas a prazo, uma Desunião nacional aos molhos e aos votos, uma demofagia sectóide, um neofeudalismo insaciável! De tal modo que em vez do tão vituperado colonialismo imperial, passámos ao neo-colonialismo doméstico. A título de desenvolvcimento, betão e asfalto, shoppings e telenovelas, publicidade e propaganda, extermínio da indústria, da agricultura, das pescas, exportação desenfreada de Dívida e, para condecoração na história, três bancarrotas exuberantes, a últimas das quais e presente, anunciadora da extinção, pura e simples, do país, sem honra, sem dignidade, sem coluna, sem independência e sem moeda.

Nestes últimos trinta anos a Soberania foi esquartejada, pesada e vendida a retalho como numa loja de secos e molhados. Tudo à revelia do próprio povo - inimputável encartado fora as periódicas, inócuas e cada vez mais despovoadas peregrinaçãos fúnebres (às urnas); pior, à revelia do próprio Interesee Nacional e do Futuro das gerações. E o que fizeram as Forças Armadas nesse tempo todo? Assistiram zombificadas ao comércio. Coadjuvaram pachorrentamnte nos fretes. Serviram a Pátria? Não; serviram de moço de mercearia. Viajaram pelo mundo, do Kosovo ao Afganistão, a entregar cestos de enlatados anglo-saxónicos e, tão pouco, bacalhaus: hamburgueres, hot-dogs, pizzas!... Fugiram da defesa do Império Português para descambarem em cipaios do Império Americano. E nem sequer necessários, apenas folclóricos!...

Pelo que agora aflige-vos o quê? O beco sem saída da vossa insustabilidade? Mas aonde julgáveis que conduzia a alameda festiva da vossa inconsequência, da vossa impostura e da vossa deserção - ao parque de diversões da sempiterna vida fácil?

Acordais, finalmente? Retirais a cabeça avestruza do buraco maravilhoso, onde visões fascinantes vos entretinham, e que fazeis? Cantais "Grandola. Vila Morena". Mais ainda? Não chega? Não basta? Está aí a terra prometida da fraternidade. Dentro do buraco, caras aves corredoras, provavelmente avistáveis o próspero país dos cangurus, lá nos antípodas. Mas aqui fora, à superfície, são trinta e tal anos de fraterndade grandula, ou seja, prosperidade para alguns e a conta do regabofe para os outros todos. Tínhamos ainda alguma esperança que despertásseis alterados, que a ave corredora desse lugar ao homem firme. Que cantasseis o hino, as vezes que fossem precisas, bem alto, até à rouquidão. Sempre o hino! Até que as palavras não fossem meras palavras, mas convocatória aos vivos e aos mortos, ao passado e ao futuro, à vida contra a morte, ao levantamente contra a submissão, à coragem contra o medo, a Portugal, todo, inteiro, justo, para que se erga da lama e do lixo onde foram despejá-lo, para que se levante da vala imunda onde o planeiam sepultado!

Esta, parece-me, não é coisa nem ocasião de somenos. É a ultima oportunidade que tendes, e a mais dramática, para lavardes a honra da instituição militar, entretanto convertida em tapete de estrebaria, na antecâmara de um albergue espanhol. O povo sempre foi capaz de sacrificar-se para que o Pátria viva; o que não está disposto é a deixar-se enterrar junto com ela. E é mil vezes preferível que as armas acudam ao povo antes que o povo se veja obrigado a pegar em armas.

Sunday, November 11, 2012

Music was my first love...


Sinais dos tempos


«Na Europa, cada manifestação "do orgulho Gay" contou, em média, com 100.000 pessoas. Cada manifestação Contra a Corrupção teve, em média, cerca de 2.500 pessoas! Estatisticamente, fica provado que há mais gente a lutar pelo direito de levar no rabo, do que lutar para não ser enrabado.»

Miguel Esteves Cardoso

Tuesday, October 30, 2012

Medo...

"Austeridade e Privilégios"

Logo após surgir na Comunicação Social a informação de que as escutas de conversas telefónicas entre o primeiro-ministro e um banqueiro suspeito de envolvimento em graves crimes económicos tinham sido remetidas pelo Ministério Público ao presidente do Supremo Tribunal de Justiça para validação processual a ministra da Justiça entrou em cena com a subtileza que lhe é peculiar. Primeiro declarou que era preciso mexer na legislação sobre o segredo de justiça (quando as vítimas das violações do segredo de justiça eram outras ela dizia que a impunidade acabou) e logo de seguida "solicitou" à Procuradoria-Geral da República que viesse ilibar publicamente o primeiro-ministro e líder do seu partido, o que a PGR prontamente fez garantindo não existir contra ele «quaisquer suspeitas da prática de ilícitos de natureza criminal».

Sublinhe-se que, nos termos da lei (artigo 87, n.0º 13 do CPP), "a prestação de esclarecimentos públicos pela autoridade judiciária" em processos cobertos pelo segredo de justiça só pode ocorrer a "pedido de pessoas publicamente postas em causa" ou então para "garantir a segurança de pessoas e bens ou a tranquilidade pública". Uma vez que nenhum dos escutados (PM e banqueiro) solicitou tais esclarecimentos, os mesmos só podem ter sido "solicitados" e prestados com o nobre intuito de garantir a "segurança" e a "tranquilidade" de todos nós. Mas a PGR foi mais longe e informou que também "foi instaurado o competente inquérito, tendo em vista a investigação do crime de violação de segredo de justiça". Não há como ser zeloso!...

Num segundo momento, a ministra da Justiça (que não chegou a vice--presidente do PSD pela cor dos olhos ou dos cabelos) tratou, no maior sigilo, de tomar outras medidas mais eficazes, prometendo aos magistrados que continuarão a usufruir do privilégio de poderem viajar gratuitamente nos transportes públicos, incluindo na primeira classe dos comboios Alfa. Para isso garantiu-lhes (sempre no maior segredo) que o Governo iria retirar da Lei do Orçamento a norma que punha fim a esse privilégio. O facto de o Orçamento já estar na Assembleia da República não constitui óbice, pois, para a ministra, a função do Parlamento é apenas a de acatar, submisso, as pretensões dos membros do Governo, incluindo os acordos estabelecidos à sorrelfa com castas de privilegiados.

Mas, mais escandaloso do que esse sigiloso acordo político-judicial é a manutenção para todos os magistrados de um estatuto de jubilação que faz com que, mesmo depois de aposentados, mantenham até morrer direitos e regalias próprios de quem está a trabalhar. E ainda mais vergonhoso do que tudo isso é a continuidade de privilégios remuneratórios absolutamente inconcebíveis num regime democrático, sobretudo em períodos de crise e de austeridade como o atual.

O primeiro-ministro, se ainda possui alguma réstia de dignidade e de moralidade, tem de explicar por que é que os magistrados continuam a não pagar impostos sobre uma parte significativa das suas retribuições; tem de explicar por que é que recebem mais de sete mil euros por ano como subsídio de habitação; tem de explicar por que é que essa remuneração está isenta de tributação, sobretudo quando o Governo aumenta asfixiantemente os impostos sobre o trabalho e se propõe cortar mais de mil milhões de euros nos apoios sociais, nomeadamente no subsídio de desemprego, no rendimento social de inserção, nos cheques-dentista para crianças e - pasme-se - no complemento solidário para idosos, ou seja, para aquelas pessoas que já não podem deslocar-se, alimentar- -se nem fazer a sua higiene pessoal.

O primeiro-ministro terá também de explicar ao país por que é que os juízes e os procuradores do STJ, do STA, do Tribunal Constitucional e do Tribunal de Contas, além de todas aquelas regalias, ainda têm o privilégio de receber ajudas de custas (de montante igual ao recebido pelos membros do Governo) por cada dia em que vão aos respetivos tribunais, ou seja, ao seus locais de trabalho.

Se o não fizer, ficaremos todos, legitimamente, a suspeitar que o primeiro-ministro só mantém esses privilégios com o fito de, com eles, tentar comprar indulgências judiciais.

António Marinho e Pinto, in Jornal de Notícias (sublinhados meus)

Saturday, October 27, 2012

Reformas na Suíça com tecto máximo de 1700 euros

Na Suíça, ao contrário de Portugal, não há reformas de luxo. Para evitar a ruína da Segurança Social, o governo helvético fixou que o máximo que um suíço pode receber de reforma são 1700 euros. E assim, sobra dinheiro para distribuir pelas pensões mais baixas. Noé Monteiro, RTP


Esta notícia foi tratada apenas em telejornais com pouca audiência para evitar, naturalmente, o "contágio". Porque será?
Os suíços, vejam lá... não deixam os senhores políticos, gestores públicos, juízes, militares, médicos e outros aposentados receber reformas "pornográficas" de vários milhares de euros/mês...!
Porque será?
Talvez porque na Suíça existe uma coisa chamada ÉTICA, e que não só existe como é constantemente supervisionada e posta em prática pelos cidadãos, nomeadamente através de um "instrumento" basilar da democracia chamado REFERENDO.

Thursday, October 25, 2012

For long distance lovers...!

 
 
Esta notícia - pela novidade e, de certo modo, pela similaridade - fez-me recuar no tempo, algumas décadas atrás... Lembro-me perfeitamente de ouvir na rádio que tinha sido inventado no Japão um aparelho que permitia enviar textos, gráficos ou desenhos de um local para outro, independentemente da distância: estou-me a referir obviamente ao hoje banalíssimo aparelho de "fax", e que na altura me deixou literalmente de "boca aberta", perguntando-me então como era possível tal coisa?!
Este novo "gadget" - que ainda não está à venda, mas já aceita pré-encomendas, com entregas previstas para o início de 2013 - permite ao casal separado pela distância, simular em tempo real, relações sexuais com recurso a "smartphones" + APP.
E esta, hein?!... Mais informações em LovePalz.
P.s.: não é por nada, mas conheço alguém a quem isto dava um jeitão!...

Tuesday, October 23, 2012

Estamos fartos de comentadores que comentam sobre o que não sabem.


"Carta aberta ao Exmo sr Jornalista Camilo Lourenço - jornal de negócios

Exmo.
Li no jornal de negócios o seu comentário sobre emigração, a propósito das notícias sobre a emigração do Enfº Pedro Marques.
Concordo com o que diz sobre a valorização que os jornalistas, muitas vezes roçando a falta de ética, fazem do drama. O problema aqui no entanto é o
utro. É certo que uma experiência no estrangeiro é interessante como aprendizagem, como processo de valorização pessoal (até para si: porque não emigra?). Mas também é verdade que quando um país ou uma organização produz um qualquer bem, pretende obter uma receita marginal que compense, pelo menos, o investimento realizado. Por outro lado se o bem produzido serve, na organização ou no estado, para a produção de outros bens cujo valor marginal é superior à receita marginal que se obteria pela venda desse bem (neste caso emigração de um ou vários profissionais altamente qualificados) então a organização ou o estado deve ponderar a saída desse bem. (estamos a falar de custo de oportunidade, sabe o que é?)
Serve isto para lhe dizer que em Portugal existe um defice de enfermeiros e, portanto de cuidados de enfermagem, em todos os níveis do sistema de saúde, existindo já aquilo a que eu chamo racionamento deste bem, o que vem a produzir ineficiência em todo o sistema porque sendo negado o acesso a estes cuidados, como está acontecer, os resultados em saúde vão ser naturalmente inferiores. Existem dados p.e. em Inglaterra que demonstram que um enfermeiro incrementa um valor anual médio de 38000 £ no sistema, o sistema obtém lucro. Talvez por isso os ingleses estejam a importar enfermeiros elogo aqueles que todos dizem ser os melhores preparados. Não pagam a sua formação e obtêm a receita que advém da sua intervenção.
Sabe, na maioria dos hospitais portugueses, existem serviços com 33 doentes (idosos , muito dependentes...) que têm apenas 3 enfermeiros para os cuidar em alguns turnos. O que vem a seguir? O sr Jornalista não sabe. Mas para dar opiniões deveria saber. Deveria fundamentar-se. Mas eu digo como utente, porque me preocupo, o que vem a seguir são as infecções nosocomiais que matam hoje mais do que os acidentes, as úlceras de pressão que aumentam os dias de internamento, aumenta a mortalidade e portanto, que mais não fosse por isto, existe produção de eficiência se o número de enfermeiros fosse o que dizem as recomendações internacionais para as dotações seguras. Sabe uma úlcera de pressão (se calhar não sabe o que é) faz aumentar em média cerca de 4 dias o tempo de internamento, o que significa que uma úlcera de pressão, só em hotelaria, custa em média, devido a esse aumento de dias, 1600€, isto significa que um enfermeiro no sistema que evite uma úlcera de pressão por mês paga-se a ele e á sua formação.
Penso que isto diz muito do que está a acontecer hoje no nosso sistema de saúde. Sr Jornalista os doentes são internados nos hospitais porque precisam de cuidados de enfermagem, senão precisassem de vigilância de manutenção, de conforto de bem-estar, que o substituam naquilo que ele não é capaz de fazer e que o capacitem para retomar essa capacidade ou a adaptar-se outra forma de vida, então os doentes iam para casa e eram tratados em ambulatório. Mas o que acontece é que em Portugal existem serviços que têm mais médicos do que enfermeiros. Onde está a eficiência? Onde está a universalidade de acesso aos cuidados?
Sabe sr. Jornalista, nos países do norte da europa, que são países de bem-estar, o ratio de enfermeiros é de 12 a 14 por mil habitantes. No nosso caso é cerca de 5 por mil, já o número de médicos inverte-se na comparação. Claro que o reflexo disto é este: enquanto lá o gasto em medicamentos anda pelos 9% dos gastos em saúde enquanto que entre nós esse gasto anda próximo dos 30%.
Sabe sr. Jornalista (com vontade de ser economista) o drama a que se refere é este. Era a este drama que o sr. E os seus colegas deviam dar eco. A não ser que pense que morrendo, os idosos e as pessoas deixam de ser um peso para sociedade. Já não temos que lhes pagar a reforma, já não temos que lhes pagar os medicamentos os cuidados etc.
Sabe sr jornalista o país do liberalismo que o sr defende mantém sem acesso a cuidados de saúde cerca de 50 milhões de cidadãos. Portanto se gosta tanto desse país, porque não emigra o sr? de preferência para esse país e vá trabalhar para um jornal de aldeia onde os jornalistas como o sr não têm concerteza os seguros que têm os magnatas.
Emigre sr jornalista para aprender o que é viver assim.
Estamos fartos de comentadores que comentam sobre o que não sabem.
Emigre sr jornalista ou então fundamente melhor as suas opiniões.
Cordiais cumprimentos
Fernando Amaral

(Nota: Fernando Amaral é Professor Coordenador na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra)

Sunday, October 21, 2012

Music was my first love...

 


"O pior de tudo é a sua inutilidade"

Daqui a seis meses, mais dia menos dia, ou até antes, ver-se-á que tudo está, nem sequer na mesma, mas pior. E foram mais seis meses de sacrifícios sem sentido para milhões de portugueses, o Sísifo empurrando a pedra eternamente, como punição infernal "por viver acima das suas posses". Nessa altura, ou antes, o governo cai, os governantes voltam ao "privado" de onde nunca saíram, uns por cima como mandantes, outros por baixo como empregados, o sistema político sofre de uma "italianização" nas urnas, se o caminho for de eleições, e cada peça do corpo institucional, Presidente, partidos, Tribunal, ficará a contorcer-se para o seu lado, sem nexo. E este não é o pior cenário. Há pior. O problema é que todos sabem disto e ninguém faz nada.

José Pacheco Pereira in Abrupto

 
Pacheco Pereira, com a lucidez que lhe é habitual, tem retratado nos seus mais diversos escritos (blogue, revistas e jornais) o descalabro que (previsivelmente?) tem vindo a acontecer ao nosso país. Ele, que foi tão cáustico com o anterior PM (eu próprio discordei então de algumas das suas opiniões e convicções mais exacerbadas), não tem poupado críticas e denúncias aos consecutivos disparates - para não dizer algo mais duro - com que o actual executivo nos tem brindado, não obstante serem da mesma cor política. O que, no meu entender, só abona a favor da sua isenção e independência.
Outros artigos seus bastante pertinentes e actuais aqui, aqui e aqui.

Vox populi

Ai Portugal, Portugal... De que é que tu estás à espera?


Thursday, October 18, 2012

Music was my first love!...

 

Neste início de outono frio e, por vezes, chuvoso, onde o sol espreita de tempos a tempos como que a medo, nada como uma melodia leve, alegre e fresca para nos pôr bem dispostos!

Wednesday, October 17, 2012

Frases assassinas - VII

No fundo, bem no fundo, estão a imolar-se países para que a Banca se salve. Pune-se o consumidor, o junkie mais que inveterado, mas poupa-se o dealer, a bem do negócio. Só a corrupção passiva merece, assim, repreensão e castigo. A activa passa por virtude empresarial e mais valia económica.

Gamado ao Dragão

Wednesday, October 10, 2012

Comprar um pouco de prazer...!


Uma criança está dentro do carro do seu pai, quando avista duas prostitutas na rua...
- Pai, quem são aquelas senhoras?
O pai, meio embaraçado, responde:
- Não interessa, filho... Olha, antes, para esta loja... Já viste os brinquedos, tão lindos?
- Sim, sim, já vi. Mas... quem são as senhoras e o que fazem ali, paradas?
- São... são... São senhoras que vendem na rua.
- Ah, sim?! Mas, vendem o quê?
Pergunta, admirado, o garoto.
- Vendem... vendem... Sei lá... vendem um pouco de prazer!
O garoto começa a reflectir sobre o que o pai lhe disse, e, quando chega a casa, abre a sua carteira com a intenção de ir comprar um pouco de prazer. Está com sorte! Pode comprar 25 Euros de prazer! No dia seguinte, vai ver uma prostituta e pergunta-lhe:
- Desculpe, minha senhora, mas pode-me vender 25 Euros de prazer, por favor?
A mulher fica admirada, e, por momentos, não sabe o que dizer, como a vida está difícil, ela aceita, leva o garoto para sua casa e prepara-lhe seis tortas de morango.
Já era tarde, quando o garoto chegou a casa.
O pai, preocupado pela demora do filho, pergunta-lhe onde ele tinha estado.
O garoto olha para o pai e diz:
- Fui ver as senhoras que nós vimos ontem, para comprar um pouco de prazer!
O pai fica amarelo!
E... e então... como é que se passou?
- Bom, com as quatro primeiras não tive dificuldade. Com a quinta levei quase uma hora, tive que empurrar com o dedo, mas comi-a, mesmo assim. Com a sexta foi com muito sacrifício! No fim, estava todo lambuzado...Até derramei creme, por todo o chão, mas fui convidado a voltar amanhã... Posso ir?
O pai caiu de costas...

Sunday, October 07, 2012

Just Kids 2

C'était l'été de la mort de Coltrane, l'été de l'amour et des émeutes, quand une rencontre fortuite à Brooklyn guida deux jeunes gens dans la vie de bohème, sur la voie de l'art. Patti Smith et Robert Mapplethorpe avaient vingt ans; elle deviendrait poète et performeuse, il serait photographe.
À cette époque d'intense créativité, les univers de la poésie, du rock and roll et du sexe s'entrechoquent. Le couple fréquente la cour d'Andy Warhol, intègre au Chelsea Hotel une communauté d'artistes et de marginaux hauts en couleur, croise Allen Ginsberg, Janis Joplin, Lou Reed...
 
... "Nous avions notre travail, et notre amour. Nous n'avions pas d'argent pour aller voir des concerts ou des films, pas d'argent pour acheter des disques, mais nous passions et repassions inlassablement ceux que nous avions. Nous écoutions Madame Butterfly chanté par Eleanor Steber. A Love Supreme. Between the Buttons. Joan Baez et Blonde on Blonde. Robert m'a fait découvrir ses albums préférés - Vanilla Fudge, Tim Buckley, Tim Hardin - et son History of Motown a fourni la bande-son de nos nuits de liesse commune"
 
Parte do posfacio e extracto do livro "Just Kids" de Patti Smith

Music was my first love...


Just Kids 1


Tuesday, September 18, 2012

Music was my first love...


Faleceu em Mafra, com 79 anos de idade, o grande cantor, poeta e antifascista Luiz Goes, uma das referências do fado/canção de Coimbra...

Tuesday, September 11, 2012

Há 11 anos, o horror em directo...

 

Puxão de orelhas a Pedro Passos Coelho


CARTA AO PRIMEIRO-MINISTRO DE PORTUGAL
 
Exmo. Senhor Primeiro Ministro

Hesitei muito em dirigir-lhe estas palavras, que mais não dão do que uma pálida ideia da onda de indignação que varre o país, de norte a sul, e de leste a oeste. Além do mais, não é meu costume nem vocação escrever coisas de cariz político, mais me inclinando para o pelouro cultural. Mas há momentos em que, mesmo que não vamos nós ao encontro da política, vem ela, irresistivelmente, ao nosso encontro. E, então, não há que fugir-lhe.

Para ser inteiramente franco, escrevo-lhe, não tanto por acreditar que vá ter em V. Exa. qualquer efeito — todo o vosso comportamento, neste primeiro ano de governo, traindo, inescrupulosamente, todas as promessas feitas em campanha eleitoral, não convida à esperança numa reviravolta! — mas, antes, para ficar de bem com a minha consciência. Tenho 82 anos e pouco me restará de vida, o que significa que, a mim, já pouco mal poderá infligir V. Exa. e o algum que me inflija será sempre de curta duração. É aquilo a que costumo chamar “as vantagens do túmulo” ou, se preferir, a coragem que dá a proximidade do túmulo. Tanto o que me dê como o que me tire será sempre de curta duração. Não será, pois, de mim que falo, mesmo quando use, na frase, o “odioso eu”, a que aludia Pascal.

Mas tenho, como disse, 82 anos e, portanto, uma alongada e bem vivida experiência da velhice — a minha e da dos meus amigos e familiares. A velhice é um pouco — ou é muito – a experiência de uma contínua e ininterrupta perda de poderes. “Desistir é a derradeira tragédia”, disse um escritor pouco conhecido. Desistir é aquilo que vão fazendo, sem cessar, os que envelhecem. Desistir, palavra horrível. Estamos no verão, no momento em que escrevo isto, e acorrem-me as palavras tremendas de um grande poeta inglês do século XX (Eliot): “Um velho, num mês de secura”... A velhice, encarquilhando-se, no meio da desolação e da secura. É para isto que servem os poetas: para encontrarem, em poucas palavras, a medalha eficaz e definitiva para uma situação, uma visão, uma emoção ou uma ideia.

A velhice, Senhor Primeiro Ministro, é, com as dores que arrasta — as físicas, as emotivas e as morais — um período bem difícil de atravessar. Já alguém a definiu como o departamento dos doentes externos do Purgatório. E uma grande contista da Nova Zelândia, que dava pelo nome de Katherine Mansfield, com a afinada sensibilidade e sabedoria da vida, de que V. Exa. e o seu governo parecem ter défice, observou, num dos contos singulares do seu belíssimo livro intitulado The Garden Party: “O velho Sr. Neave achava-se demasiado velho para a primavera.” Ser velho é também isto: acharmos que a primavera já não é para nós, que não temos direito a ela, que estamos a mais, dentro dela... Já foi nossa, já, de certo modo, nos definiu. Hoje, não. Hoje, sentimos que já não interessamos, que, até, incomodamos. Todo o discurso político de V. Exas., os do governo, todas as vossas decisões apontam na mesma direcção: mandar-nos para o cimo da montanha, embrulhados em metade de uma velha manta, à espera de que o urso lendário (ou o frio) venha tomar conta de nós. Cortam-nos tudo, o conforto, o direito de nos sentirmos, não digo amados (seria muito), mas, de algum modo, utilizáveis: sempre temos umas pitadas de sabedoria caseira a propiciar aos mais estouvados e impulsivos da nova casta que nos assola. Mas não. Pessoas, como eu, estiveram, até depois dos 65 anos, sem gastar um tostão ao Estado, com a sua saúde ou com a falta dela. Sempre, no entanto, descontando uma fatia pesada do seu salário, para uma ADSE, que talvez nos fosse útil, num período de necessidade, que se foi desejando longínquo. Chegado, já sobre o tarde, o momento de alguma necessidade, tudo nos é retirado, sem uma atenção, pequena que fosse, ao contrato anteriormente firmado. É quando mais necessitamos, para lutar contra a doença, contra a dor e contra o isolamento gradativamente crescente, que nos constituímos em alvo favorito do tiroteio fiscal: subsídios (que não passavam de uma forma de disfarçar a incompetência salarial), comparticipações nos custos da saúde, actualizações salariais — tudo pela borda fora. Incluindo, também, esse papel embaraçoso que é a Constituição, particularmente odiada por estes novos fundibulários. O que é preciso é salvar os ricos, os bancos, que andaram a brincar à Dona Branca com o nosso dinheiro e as empresas de tubarões, que enriquecem sem arriscar um cabelo, em simbiose sinistra com um Estado que dá o que não é dele e paga o que diz não ter, para que eles enriqueçam mais, passando a fruir o que também não é deles, porque até é nosso.

Já alguém, aludindo à mesma falta de sensibilidade de que V. Exa. dá provas, em relação à velhice e aos seus poderes decrescentes e mal apoiados, sugeriu, com humor ferino, que se atirassem os velhos e os reformados para asilos desguarnecidos, situados, de preferência, em andares altos de prédios muito altos: de um 14º andar, explicava, a desolação que se comtempla até passa por paisagem. V. Exa. e os do seu governo exibem uma sensibilidade muito, mas mesmo muito, neste gosto. V. Exas. transformam a velhice num crime punível pela medida grande. As políticas radicais de V. Exa, e do seu robôtico Ministro das Finanças — sim, porque a Troika informou que as políticas são vossas e não deles... — têm levado a isto: a uma total anestesia das antenas sociais ou simplesmente humanas, que caracterizam aqueles grandes políticos e estadistas que a História não confina a míseras notas de pé de página.

Falei da velhice porque é o pelouro que, de momento, tenho mais à mão. Mas o sofrimento devastador, que o fundamentalismo ideológico de V. Exa. está desencadear pelo país fora, afecta muito mais do que a fatia dos velhos e reformados. Jovens sem emprego e sem futuro à vista, homens e mulheres de todas as idades e de todos os caminhos da vida — tudo é queimado no altar ideológico onde arde a chama de um dogma cego à fria realidade dos factos e dos resultados. Dizia Joan Ruddock não acreditar que radicalismo e bom senso fossem incompatíveis. V. Exa. e o seu governo provam que o são: não há forma de conviverem pacificamente. Nisto, estou muito de acordo com a sensatez do antigo ministro conservador inglês, Francis Pym, que teve a ousadia de avisar a Primeira Ministra Margaret Thatcher (uma expoente do extremismo neoliberal), nestes termos: “Extremismo e conservantismo são termos contraditórios”. Pym pagou, é claro, a factura: se a memória me não engana, foi o primeiro membro do primeiro governo de Thatcher a ser despedido, sem apelo nem agravo. A “conservadora” Margaret Thatcher — como o “conservador” Passos Coelho — quis misturar água com azeite, isto é, conservantismo e extremismo. Claro que não dá.

Alguém observava que os americanos ficavam muito admirados quando se sabiam odiados. É possível que, no governo e no partido a que V. Exa. preside, a maior parte dos seus constituintes não se aperceba bem (ou, apercebendo-se, não compreenda), de que lavra, no país, um grande incêndio de ressentimento e ódio. Darei a V. Exa. — e com isto termino — uma pista para um bom entendimento do que se está a passar. Atribuíram-se ao Papa Gregório VII estas palavras: “Eu amei a justiça e odiei a iniquidade: por isso, morro no exílio.” Uma grande parte da população portuguesa, hoje, sente-se exilada no seu próprio país, pelo delito de pedir mais justiça e mais equidade. Tanto uma como outra se fazem, cada dia, mais invisíveis. Há nisto, é claro, um perigo.

De V. Exa., atentamente,

 
Eugénio Lisboa

Sunday, September 09, 2012

Coincidências democráticas intemporais

Já repararam que quando alguém critica o governo, seja um bispo, um responsável desportivo, um empresário “vermelho”, um chefe dos bombeiros, uma autarca mais atrevido, vinte e quatro horas depois, aparece alguma notícia danosa, verdadeira ou falsa, populista ou insidiosa, a atacar a sua reputação e os seus motivos?

Os homens livres deveriam preocupar-se com a coincidência.
 
José Pacheco Pereira in Abrupto

Music was my first love...


Wednesday, September 05, 2012

Music was my first love...


 
Para mim o grupo-revelação de 2011

Lugar

Há uma rosa no solitário da janela, champagne nos copos, Verdi no ar. O relógio parou. Eu leio-te o desejo nos olhos, tu lês-me Borges depois do amor. O lugar, que importa? Pode ser uma mansarda em Montmartre, uma villa em Scirmione, uma caverna em Matmata, uma cabine no Expresso do Oriente, uma cubata no Quénia ou um mosteiro suspenso nos Himalaias. Ou pode ser simplesmente o nosso quarto, com o mundo inteiro aos pés. O lugar somos nós, onde quer que estejamos.

Ana Vidal

Saturday, September 01, 2012

It's the Law!

Law of Mechanical Repair – After your hands become coated with grease, your nose will begin to itch and you’ll have to pee.

Law of Gravity – Any tool, nut, bolt, screw, when dropped, will roll to the least accessible place in the universe.

Law of Probability – The probability of being watched is directly proportional to the stupidity of your act.

Law of Random Numbers – If you dial a wrong number, you never get a busy signal – and someone always answers.

Variation Law – If you change lines (or traffic lanes), the one you were in will always move faster than the one you are in now (works every time).

Law of the Bath – When the body is fully immersed in water, the telephone rings.

Law of Close Encounters – The probability of meeting someone you know INCREASES dramatically when you are with someone you don’t want to be seen with.

Law of the Result – When you try to prove to someone that a machine won’t work, IT WILL!!!

Law of Biomechanics – The severity of the itch is inversely proportional to the reach.

Law of the Theater & Hockey Arena – At any event, the people whose seats are furthest from the aisle, always arrive last. They are the ones who will leave their seats several times to go for food, beer, or the toilet and who leave early before the end of the performance or the game is over. The folks in the aisle seats come early, never move once, have long gangly legs or big bellies and stay to the bitter end of the performance. The aisle people also are very surly folk.

The Coffee Law – As soon as you sit down to a cup of hot coffee, your boss will ask you to do something which will last until the coffee is cold.

Murphy’s Law of Lockers – If there are only 2 people in a locker room, they will have adjacent lockers.

Law of Physical Surfaces – The chances of an open-faced jelly sandwich landing face down on a floor, are directly correlated to the newness and cost of the carpet or rug.

Law of Logical Argument – Anything is possible IF you don’t know what you are talking about.

Brown’s Law of Physical Appearance – If the clothes fit, they’re ugly.

Oliver’s Law of Public Speaking –A CLOSED MOUTH GATHERS NO FEET!!!

Wilson’s Law of Commercial Marketing Strategy - As soon as you find a product that you really like, they will stop making it.

Doctors’ Law – If you don’t feel well, make an appointment to go to the doctor, by the time you get there you’ll feel better.. But don’t make an appointment, and you’ll stay sick.

Thanks to Bits and Pieces

Music was my first love...


Friday, August 31, 2012

Ainda há pessoas sérias...

Dois casais amigos jogam cartas a seguir ao jantar. Às tantas,  Nuno, o homem da casa, deixa cair acidentalmente o baralho ao chão.
Ao baixar-se por baixo da mesa para as apanhar, verifica que a Joana, a amiga visitante, não tem nada por baixo da saia e fica perturbado pela visão....
Um pouco depois, o Nuno vai à cozinha para buscar mais umas bebidas e a Joana acompanha-o para ajudar... De repente a Joana pergunta ao Nuno: "Notei que deves ter gostado do que viste quando estiveste debaixo da mesa. Por acaso estás interessado em experimentar? Basta que me dês 250 Euros e eu sou toda tua por uma tarde..."
O Nuno nem pensou duas vezes: "Claro que quero! Pode ser 6ª feira à tarde?
Pode ser em tua casa?" (...}, Sexta à tarde, o Nuno lá foi ter a casa da Joana, deu-lhe os 250 Euros como combinado, e seguiram-se duas horas de sexo escaldante....
Despediram-se visivelmente satisfeitos e uma hora depois chegou o Ricardo, melhor amigo do Nuno e marido da Joana.
Beijam-se como sempre, e o Ricardo pergunta à Joana: "O Nuno veio cá?"
A Joana ficou um pouco comprometida, com medo que ele desconfiasse de alguma coisa, mas respondeu "Sim".
Ricardo: "E deixou o dinheiro?"
Ela (ainda mais preocupada},: "Sim, 250 Euros....."
Ricardo: "Vês como ainda se pode confiar nos amigos!
Passou lá esta manhã no emprego e pediu-me os 250 Euros emprestados, prometeu que os pagaria sem falta ainda esta tarde.......... E cumpriu!

Sunday, August 26, 2012

Patti Smith passe entre les goutes






 
 
 


Patti Smith, samedi soir sur la grande scène du For Noise festival. Un concert magnifique, épargné par les averses et les rafales de vent...
Image: Chris Blaser

 


Après trois ans d’accalmie, le For Noise Festival a vécu sa 16e édition dans la pluie et le vent. Irritant pour les nerfs, mais pas catastrophique: 8000 personnes sont venues tremper les semelles dans la cuvette humide des quatre-vents.
 
Point d’orgue de cette édition, la New-yorkaise Patti Smith se produisait samedi soir devant un parterre très dense de kways mouillés. Le cadre intimiste du For Noise et une sonorisation hors pair n’ont pu que mettre en valeur la superbe prestation de la chanteuse, accompagnée de ses quatre musiciens. A 65 ans, la poétesse a fasciné son audience pendant une petite heure et demie, sans se départir d’un grand sourire communicatif. Avec ses mitaines, son veston trop grand et sa dégaine androgyne, la chanteuse s’est exécutée avec une classe sans pareille, sans oublier d’en appeler à la libération des Pussy Riot, avant d’entonner le poing levé un Ghost Dance («We Shall Live again») vibrant d’émotion.
 

25 de Agosto de 2012 - Lausana, Suíça

 
 

Monday, August 20, 2012

Será este o sentido da vida humana?

"... E finalmente você vai acordar e perceberá que é um velho reumático como eu!"

É costume dizer-se que não há duas sem três, por isso não resisti a divulgar o discurso do Presidente do Uruguai José Pepe Mujica, na Rio+20.
É um discurso politicamente incorrecto, certamente que fez aquecer as orelhas a muitos dos seus colegas governantes presentes nesse evento.
Estou convencido que, a pouco e pouco, cada vez mais pessoas vão tomando consciência do tipo de sociedade em que efectivamente vivemos, pois só assim poderemos tomar decisões racionais que nos permitam caminhar para um desenvolvimento verdadeiramente sustentável.



Sunday, August 19, 2012

Dedicado às nossas mulheres... que por vezes são umas chatas!


Porque é que são sempre os mesmos?

Resolvi postar este artigo de Pacheco Pereira, um pouco na sequência temática do anterior: embora com um conteúdo completamente diferente, claro, mas pensando bem, tem tudo a ver...!
Nota: sublinhados meus.

O relatório da CMVM, publicado com atraso, revela a acumulação de cargos em sociedades por um pequeno número de pessoas, sempre as mesmas aliás. Não se trata só dos seus “donos”, o argumento que o homem dos 73 lugares deu para justificar que qualquer ideia de boas práticas na governança das sociedades não se aplica às “dele”, mas aos 17 que acumulam lugares cada um em mais de 30 empresas. A isso deve-se acrescentar o que todos os dias se vai sabendo sobre a entrada ou a circulação de pessoas na administração das principais empresas portuguesas, com relações próximas com o poder político, por singular coincidência sempre os mesmos. Entre consultoras, grandes escritórios de advogados, entidades reguladoras, governo, banca, empresas públicas, “comissões de aconselhamento” do governo, há uma circulação intensa de…sempre os mesmos.
 
Proença de Carvalho é um exemplo típico: advogado de José Sócrates, presidente do Conselho de Curadores da Fundação Champalimaud, presidente do Conselho de Administração da Zon Multimedia, membro da Comissão de Vencimentos do BES – um interessante cargo -, “chairman” da Cimpor, ao todo, só no mundo empresarial, 27 cargos. Proença de Carvalho, como muitos outros neste universo de “sempre os mesmos”, não é “dono”, mas amigo dos “donos”.
 
Competência? Nalguns casos sim, noutros não. Mas não é a competência o critério fundamental. É a confiança. Estes são confiáveis, são dos “nossos”, são dos “mesmos”. Já foram testados mil e uma vezes, no governo, na banca, na advocacia de negócios, no comentário político nos media, e mostraram que estão lá para defender sem hesitações, os “nossos” interesses. Confiança é a palavra chave nos “sempre os mesmos”.
 
Artigo de José Pacheco Pereira, in Abrupto (agora dir-se-á Abruto?!)

Saturday, August 18, 2012

Un cañón en el culo

Si lo hemos entendido bien, y no era fácil porque somos un poco bobos, la economía financiera es a la economía real lo que el señor feudal al siervo, lo que el amo al esclavo, lo que la metrópoli a la colonia, lo que el capitalista manchesteriano al obrero sobreexplotado. La economía financiera es el enemigo de clase de la economía real, con la que juega como un cerdo occidental con el cuerpo de un niño en un burdel asiático. Ese cerdo hijo de puta puede hacer, por ejemplo, que tu producción de trigo se aprecie o se deprecie dos años antes de que la hayas sembrado. En efecto, puede comprarte, y sin que tú te enteres de la operación, una cosecha inexistente y vendérsela a un tercero que se la venderá a un cuarto y este a un quinto y puede conseguir, según sus intereses, que a lo largo de ese proceso delirante el precio de ese trigo quimérico se dispare o se hunda sin que tú ganes más si sube, aunque te irás a la mierda si baja. Si baja demasiado, quizá no te compense sembrarlo, pero habrás quedado endeudado sin comerlo ni beberlo para el resto de tu vida, quizá vayas a la cárcel o a la horca por ello, depende de la zona geográfica en la que hayas caído, aunque no hay ninguna segura. De eso trata la economía financiera.
...
Cuando el terrorista financiero compra o vende, convierte en irreal el trabajo genuino de miles o millones de personas que antes de ir al tajo han dejado en una guardería estatal, donde todavía las haya, a sus hijos, productos de consumo también, los hijos, de ese ejército de cabrones protegidos por los gobiernos de medio mundo, pero sobreprotegidos desde luego por esa cosa que venimos llamando Europa o Unión Europea o, en términos más simples, Alemania, a cuyas arcas se desvían hoy, ahora, en el momento mismo en el que usted lee estas líneas, miles de millones de euros que estaban en las nuestras.

Pode ler o artigo completo no El País