Monday, September 23, 2013

Vivemos como se não fosse nada

O Colossal Embuste
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"O "memorando de ajustamento", e as suas várias revisões, assumido como o programa do principal partido do governo (que por ironia das teias que Abril teceu se chama "social-democrata") e, sobretudo, a sua desastrosa execução, neste dois anos e meio, foi um fracasso de proporções assustadoras, cujas consequências a maioria dos portugueses irá pagar durante muitas décadas. Lembremo-nos da garantia dada por este governo de que os sacrifícios, o empobrecimento e a miséria em que a maioria dos portugueses ia cair permitiriam, no próximo ano, um défice orçamental de 2,3% e um desemprego de 12,5%. Hoje, todos sabem que, face ao fiasco que se estende aos olhos de todos, o vice-primeiro-ministro pretende, nas "negociações" com a troika, atingir em 2014 o dobro do défice que nos prometeram, enquanto o desemprego disparou para números dramáticos e a dívida continua a crescer.

Mas, nada disto envergonha, minimamente, quem nos governa. Continuam, como se nada se passasse, a prostituir as palavras e as promessas. Paulo Portas garante-nos, por estes dias, que já "batemos no fundo", e a partir daqui "vamos subir a escada". Por sua vez, o ministro da Propaganda, Poiares Maduro afiança-nos que "o governo tudo tem feito para que o país possa concluir com sucesso o programa de ajustamento". Não têm emenda, nem assomo de frontalidade. A desfaçatez, a leviandade, a irresponsabilidade e a incompetência é a mesma com que Passos Coelho, em Abril de há dois anos, declarou, com ar solene: " todos aqueles que produziram os seus descontos e que têm hoje direito às suas reformas e às suas pensões as deverão manter no futuro, sob pena de o Estado se apropriar daquilo que não é seu". Este governo não acerta uma: faz o que jurou nunca fazer e não faz o que se compromete a fazer."
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Tomás Vasques, in jornal ionline. O artigo completo aqui 

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